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Governo do RS sanciona lei que autoriza uso da Taxa CDO em apoio direto ao setor arrozeiro

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sancionou a lei que autoriza o uso da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) como instrumento de apoio direto aos produtores de arroz. A medida representa uma conquista histórica para o setor arrozeiro gaúcho, construída com a atuação conjunta da Federarroz, Farsul e Fetag.

A proposta, originada no projeto de lei nº 472/2025, foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa — com 48 votos favoráveis e nenhum contrário — e agora entra em vigor com o objetivo de fortalecer a sustentabilidade econômica da orizicultura.

Recursos da CDO passam a apoiar produtores e exportações

Até então, a arrecadação da Taxa CDO, tributo estadual cobrado de quem produz ou beneficia arroz em casca, era destinada exclusivamente ao custear o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Com a nova lei, esses recursos também poderão ser aplicados em ações de incentivo direto ao setor produtivo, incluindo apoio às exportações, bonificações comerciais, escoamento de safra e assistência a produtores atingidos por eventos climáticos.

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Segundo o vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino, a conquista é resultado de um trabalho coletivo e persistente entre as entidades representativas e o poder público.

“Foi uma construção coletiva, com participação da Federarroz, Farsul, Fetag, da indústria, dos deputados Marcus Vinícius e Frederico Antunes e do próprio governo. É uma demanda antiga do setor que agora se transforma em política pública”, destacou Ghigino.

Aplicação estratégica dos recursos e apoio emergencial

De acordo com estimativas da Federarroz, o montante disponível deve alcançar R$ 38 milhões, sendo R$ 20 milhões voltados para ações de bonificação e escoamento da produção e R$ 18 milhões destinados a produtores afetados por enchentes e outros eventos climáticos.

Ghigino explica que o novo formato de uso da CDO chega em um momento de forte pressão sobre a renda do produtor.

“Esses valores serão fundamentais para dar suporte ao produtor gaúcho, ajudando no escoamento da safra, nas vendas externas e no enfrentamento de perdas causadas por fatores climáticos”, reforçou.

Setor arrozeiro enfrenta desafios com estoques e custos elevados

O setor orizícola do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, vem enfrentando um cenário desafiador.

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Entre os principais fatores estão estoques elevados, queda dos preços, redução da área cultivada e custos de produção ainda altos.

Nesse contexto, o uso da Taxa CDO como ferramenta de estímulo é visto pelas entidades como um passo importante para recuperar a competitividade e equilibrar o fluxo de comercialização no estado.

Regulamentação deve ocorrer ainda no curto prazo

Com a sanção da lei, o próximo passo é a regulamentação da aplicação dos recursos, que deve ocorrer nos próximos meses. A expectativa do setor é que a medida traga alívio financeiro e maior previsibilidade aos produtores, fortalecendo a cadeia orizícola e garantindo sustentabilidade econômica e social à atividade no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Viçosa reúne pesquisadores da UFV e Epamig para capacitar instrutores do Senar Minas em manejo de pragas e doenças

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O município de Viçosa, em Minas Gerais, foi palco de uma importante ação voltada ao fortalecimento da assistência técnica e da capacitação no campo. Por meio do Sistema Faemg Senar, 63 instrutores do Senar Minas participaram de um treinamento metodológico focado em manejo integrado de pragas e doenças, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

A iniciativa teve como objetivo aproximar os avanços científicos desenvolvidos em laboratórios e áreas experimentais da realidade dos produtores rurais, contribuindo para a disseminação de tecnologias, práticas sustentáveis e estratégias de produção mais eficientes em todo o estado.

Capacitação leva inovação ao campo mineiro

Durante duas semanas, os participantes tiveram acesso a conteúdos atualizados sobre manejo fitossanitário, bioinsumos, controle biológico, ecofisiologia vegetal e novas tecnologias voltadas à agricultura sustentável. A programação incluiu atividades práticas, visitas técnicas e debates com especialistas reconhecidos nacionalmente.

Segundo o analista de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, Alexandre Martins, a atualização constante dos instrutores é fundamental para garantir a qualidade dos treinamentos oferecidos aos produtores rurais.

“O objetivo foi proporcionar acesso às tecnologias mais avançadas que estão sendo desenvolvidas pelas instituições de pesquisa, permitindo a construção de um plano instrucional moderno e alinhado às demandas atuais do agronegócio”, afirmou.

Martins também destacou a participação da Bayer, que apresentou tendências de mercado e novas soluções para o setor agrícola.

Contato direto com pesquisadores fortalece a transferência de conhecimento

Para os instrutores participantes, a oportunidade de interagir diretamente com pesquisadores e conhecer resultados recentes de estudos científicos representa um diferencial importante na atuação junto aos produtores.

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O instrutor Igor Corsini, que atua no Sul de Minas, destacou que a capacitação abordou desafios frequentemente encontrados nas propriedades rurais.

Segundo ele, a troca de experiências permitiu discutir soluções práticas para situações do cotidiano das lavouras, além de ampliar o conhecimento sobre novas técnicas e estratégias de manejo.

Já a instrutora Jocasta Lopes, do Triângulo Mineiro, ressaltou a diversidade dos temas apresentados ao longo da programação.

De acordo com ela, os participantes tiveram acesso a conteúdos relacionados ao uso de bioinsumos, inimigos naturais, manejo fitossanitário e aplicação correta de tecnologias agrícolas, conhecimentos que serão incorporados aos cursos e treinamentos realizados pelo Senar Minas.

Especialistas apresentam avanços em manejo integrado de pragas

Entre os palestrantes convidados esteve o professor Marcelo Picanço, da UFV, uma das principais referências brasileiras em manejo integrado de pragas.

Durante sua participação, o especialista apresentou estratégias modernas de controle fitossanitário, programas de manejo integrado, uso responsável de defensivos agrícolas e métodos para reduzir perdas em produtos armazenados.

Segundo Picanço, a capacitação dos instrutores amplia significativamente o alcance das tecnologias geradas pelas instituições de pesquisa.

“O conhecimento transmitido aos instrutores chega rapidamente aos produtores rurais, contribuindo para uma agricultura mais competitiva, eficiente e sustentável”, destacou.

Bioinsumos e controle biológico ganham espaço na agricultura

A pesquisadora da Epamig, Wania Neves, apresentou resultados recentes relacionados ao manejo integrado de doenças e ao uso de bioinsumos na agricultura.

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Para ela, iniciativas como essa fortalecem a conexão entre pesquisa e produção rural, ampliando o acesso dos agricultores às inovações desenvolvidas pelas instituições científicas.

Outro destaque da programação foi a abordagem sobre ecofisiologia vegetal e sua importância diante dos desafios climáticos enfrentados pela agricultura moderna.

A professora Genaína Souza, do Departamento de Fisiologia Vegetal da UFV, explicou como o entendimento das respostas das plantas às condições ambientais pode contribuir para a redução da incidência de pragas e doenças, além de favorecer ganhos de produtividade.

“A compreensão dos mecanismos fisiológicos das plantas é fundamental para o desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e menos dependentes de defensivos agrícolas”, ressaltou.

Agricultura regenerativa e sustentabilidade em foco

A agricultura regenerativa também esteve entre os temas centrais da capacitação. A pesquisadora da Epamig Elem Martins, especialista em café regenerativo e controle biológico, conduziu atividades voltadas à identificação de insetos, manejo de inimigos naturais e utilização de bioinsumos.

Segundo a pesquisadora, manter os profissionais que atuam diretamente no campo atualizados é essencial para acelerar a adoção de práticas mais sustentáveis nas propriedades rurais.

A capacitação reforça o papel do Sistema Faemg Senar como elo entre pesquisa, inovação e produção agropecuária, promovendo a transferência de conhecimento técnico para milhares de produtores rurais mineiros e contribuindo para uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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