AGRONEGÓCIO

Tratamento Industrial de Sementes de Soja ultrapassa 50% de adoção e consolida padrão tecnológico no Brasil

Publicado em

O Tratamento de Sementes Industrial (TSI) atingiu um marco histórico no Brasil: pela primeira vez, mais de 50% das sementes de soja comercializadas no país receberam tratamento industrial na última safra, superando o tratamento on farm realizado diretamente nas fazendas. Os dados são baseados em levantamento da Kynetec Brasil, via FarmTrak.

A Boa Safra Sementes, referência nacional em qualidade e inovação, destaca esse avanço como resultado de uma mudança cultural no campo e do reconhecimento do TSI como tecnologia essencial para produtividade, segurança e sustentabilidade.

Vantagens do TSI frente ao tratamento on farm

Historicamente, o tratamento on farm dominava a prática agrícola, mas apresentava riscos como dosagem imprecisa, exposição de trabalhadores a defensivos e falta de padronização.

O TSI, por sua vez, garante sementes prontas para o plantio, com cobertura homogênea e proteção superior, reduzindo riscos e aumentando a eficiência:

  • Protege o potencial genético da semente.
  • Aumenta a segurança do trabalhador no campo.
  • Facilita o manejo e a semeadura, com sementes prontas para uso imediato.

“Estamos vivendo um momento de transformação no agronegócio. A adesão majoritária ao TSI mostra que o agricultor brasileiro superou antigos preconceitos e abraçou a inovação. Na Boa Safra, oferecemos a solução ‘Abre e Plante’, que garante praticidade, eficiência e segurança no momento decisivo do plantio”, afirma Tulio Pytlak, gerente executivo de TSI da Boa Safra.

Impacto na segurança e produtividade do agricultor

Com sementes já tratadas, os produtores eliminam a necessidade de designar colaboradores para o tratamento na fazenda, reduzindo a exposição a defensivos e aumentando a segurança no trabalho rural. Além disso, ganham agilidade na semeadura e maior consistência na performance da lavoura.

Leia Também:  IBGE prevê safra de 306,2 milhões de toneladas para 2024, com queda de 3,2% frente a 2023
Relevância regulatória e padrão industrial

O tema também avança no debate setorial e legislativo. Em agosto de 2025, foi apresentado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 3692/2025, que estabelece regras para o tratamento e revestimento de sementes com produtos químicos e biológicos, com foco na saúde do trabalhador e na proteção ambiental.

Para a Boa Safra, o projeto reforça a importância de padrões industriais e do uso responsável de insumos, consolidando o TSI como pilar estratégico da agricultura brasileira:

“A Boa Safra investe continuamente em tecnologia e infraestrutura para que o produtor tenha acesso ao que há de mais moderno, seguro e sustentável”, complementa Pytlak.

TSI como motor da modernização do setor

O avanço do TSI consolida a Boa Safra como protagonista na modernização do mercado de sementes, reforçando seu compromisso com alta performance, rentabilidade e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  Exportações do Vietnã seguem abaixo da média, sustentando preços no mercado de café

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Prefeitura dialoga com Governo do Estado para atender comunidade Rio dos Couros

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA