AGRONEGÓCIO
IBGE prevê safra de 306,2 milhões de toneladas para 2024, com queda de 3,2% frente a 2023
Publicado em
7 de dezembro de 2023por
Da Redação
Já a estimativa de novembro para a Safra 2023 é de 316,3 milhões de toneladas, com alta de 20,2% (ou mais 53,1 milhões de toneladas) frente à Safra 2022 (263,2 milhões de toneladas) e um recuou de 995,3 mil toneladas (-0,3%) ante a estimativa de outubro.
A área a ser colhida (77,8 milhões de hectares) cresceu 6,3% frente a 2022 (mais 4,6 milhões de hectares) e diminuiu 0,2% (menos 192 633 hectares) frente a outubro.
O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,0% da área a ser colhida. Frente a 2022, houve aumento de 4,3% na área do milho (declínio de 2,0% no milho 1ª safra e alta de 6,4% no milho 2ª safra) e, ainda, no algodão herbáceo (7,1%), sorgo (26,9%), trigo (8,8%) e soja (8,0%). Houve recuo na área do arroz (-8,2%) e do feijão (-7,0%).
Houve aumentos na produção soja (26,9%), algodão herbáceo (14,4%), sorgo (49,9%) e no milho (18,9%, sendo mais 9,2% no milho na 1ª safra e mais 21,9% na 2ª safra). Houve quedas na produção do arroz em casca (-3,9%) e do trigo (-11,3%).

Em novembro de 2023, o IBGE realizou o segundo prognóstico de área e produção para a safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) em 2024, que deve chegar a 306,2 milhões de toneladas, um declínio de 0,7% (ou menos 2,3 milhões de toneladas) em relação ao prognóstico de outubro e de 3,2% (ou menos 10,1 milhões de toneladas) frente à safra de 2023, que foi recorde e, portanto, é uma base de comparação relativamente elevada. O decréscimo da produção deve-se, principalmente, ao milho 2ª safra (-12,8% ou -13 168 154 t), ao sorgo (-10,9% ou -467 621 t) e ao algodão herbáceo em caroço (-4,4% ou -208 433 t).
A área prevista deve crescer para o arroz em casca (4,6%), feijão (5,3%), soja (0,1%) e milho 1ª safra (0,1%), e recuar para sorgo (-1,8%), trigo (-0,3%), milho 2ª safra (-4,4%) e algodão herbáceo em caroço (-0,4%).
A produção deve crescer no Rio Grande do Sul (41,2%) e declinar no Mato Grosso (-14,6%), Paraná (-1,4%), Goiás (-4,5%), Mato Grosso do Sul (-7,4%), Minas Gerais (-4,5%), Santa Catarina (-1,9%), Tocantins (-6,4%), Rondônia (-10,3%), São Paulo (-3,2%), Bahia (-2,9%), Maranhão (-1,3%), Piauí (-3,9%), Pará (-5,9%) e em Sergipe (-7,0%).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) ‒ A estimativa para a produção de algodão é de 7,4 milhões de toneladas, acréscimo de 0,2% em relação ao primeiro prognóstico, com aumento de 1,2% na área plantada e redução de 1,0% no rendimento médio. Em relação a 2023, as primeiras estimativas apontam para uma redução de 4,4% devido à previsão de uma menor produtividade das lavouras (-4,0%).
ARROZ (em casca) ‒ A estimativa para 2024 e de 10,5 milhões de toneladas, ou 0,1% inferior ao primeiro prognóstico e crescimento de 2,3% em relação ao volume produzido em 2023. A área plantada deve crescer 3,5%, a área a ser colhida aumentar 4,6% e o rendimento médio cair 2,2%.
FEIJÃO (em grão) ‒ O segundo prognóstico para a produção de feijão em 2024, considerando-se as três safras, é de 3,1 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação a 2023. A 1ª safra deve produzir 1,0 milhão de toneladas; a 2ª safra, 1,3 milhão de toneladas e a 3ª safra, 694,9 mil toneladas. A produção estimada deve atender ao consumo interno de 2024, não devendo haver pressão nos preços do produto ao consumidor.
MILHO (em grão) ‒ A estimativa para a produção de milho é de 118,6 milhões de toneladas, uma redução de 9,5% em relação à safra colhida em 2023. A redução na produtividade do cereal em 6,4% (5 543 kg/ha) e na área a ser colhida (-3,3%) explicam os resultados. Em 2023, o clima beneficiou as produções durante a segunda safra, havendo bons volumes de chuvas e um prolongamento do período úmido nas principais Unidades da Federação produtoras. Para 2024, o clima e as chuvas podem prejudicar as lavouras. Além disso, há um recuo dos preços do milho, o que reduziu as margens de lucro dos produtores.
SOJA (em grão) ‒ A segunda estimativa de produção, para 2024, indica novo recorde na série histórica do IBGE, totalizando 152,5 milhões de toneladas, com alta de 0,6% ante 2023, representando quase a metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2024. A estimativa é de estabilidade na área plantada. Contudo, o rendimento médio deve ser 0,5% maior que o de 2023, totalizando 3 451 kg/ha. Estima-se redução na produção do Centro-Oeste e Sudeste, alta no Sul, com a recuperação da produção gaúcha em 2024.
SORGO (em grão) ‒ A estimativa da produção do sorgo para 2024 é de 3,8 milhões de toneladas, alta de 0,8% frente ao primeiro prognóstico e queda de 10,9% ante 2023. São esperadas quedas de produção em todas as regiões: Norte (-10,5%), Nordeste (-19,8%), Sudeste (-10,4%), Sul (-9,0%) e Centro-Oeste (-10,4%). Ante 2023, a área deve recuar 1,8% e o rendimento médio deve cair 9,3%.
Espera-se que a área se expanda somente no Centro-Oeste (1,1%), nos estados do Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e em Goiás, mantendo-se estável no Distrito Federal. O rendimento médio nacional é estimado em 2.962 kg/ha. A participação do sorgo entre os cereais, leguminosas e oleaginosas deve ser de 1,2%. Goiás e Minas Gerais, os principais produtores nacionais, estimam quedas respectivas de produção anuais de 10,9% e de 13,5%, que devem ocorrer pelo menor rendimento médio das culturas. Em Goiás, a produção deve alcançar 1 245,0 mil de toneladas e em Minas Gerais, 1 171,3 mil de toneladas.
Estimativa de novembro de 2023 é de safra de 316,3 milhões de toneladas
A estimativa de novembro de 2023 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou 316,3 milhões de toneladas, 20,2% maior que a obtida em 2022 (263,2 milhões de toneladas), crescimento de 53,1 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve decréscimo de 995,3 mil toneladas (-0,3%). A área a ser colhida foi de 77,8 milhões de hectares, apresentando crescimento de 6,3% frente à área colhida em 2022, aumento de 4,6 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou um decréscimo de 192 633 hectares (-0,2%).
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 4,3% na área do milho (declínio de 2,0% no milho 1ª safra e crescimento de 6,4% no milho 2ª safra), de 7,1% na do algodão herbáceo (em caroço), de 26,9% na do sorgo, de 8,8% na do trigo e de 8,0% na da soja, ocorrendo declínios de 8,2% na área do arroz e de 7,0% na do feijão.
No que se refere à produção, ocorreram acréscimos de 26,9% para a soja, de 14,4% para o algodão herbáceo (em caroço), de 49,9% para o sorgo, de 18,9% para o milho, com aumentos de 9,2% no milho na 1ª safra e de 21,9% na 2ª safra, enquanto para o arroz em casca e para o trigo, houve decréscimos de 3,9% e 11,3%, respectivamente.
Para a soja, a estimativa de produção foi de 151,7 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 131,0 milhões de toneladas (27,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 103,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,2 milhões de toneladas; a do trigo em 8,9 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 7,7 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 4,3 milhões de toneladas.
Todas as cinco regiões apresentaram variações anuais positivas em novembro
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as cinco Grandes Regiões: a Região Sul (23,4%), a Centro-Oeste (23,3%), a Sudeste (9,2%), a Norte (23,0%) e a Nordeste (6,2%). Quanto à variação mensal, a Região Sudeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto as demais apresentaram declínio: Região Norte (-0,1%), Região Centro-Oeste (-0,2%); Região Nordeste (-1,2%) e Região Sul (-0,4%).
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido por Paraná (14,4%), Goiás (10,4%), Mato Grosso do Sul (9,0%), Rio Grande do Sul (9,0%) e Minas Gerais (6,1%) que, somados, representaram 80,2% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,0%), Sul (25,6%), Sudeste (9,6%), Nordeste (8,5%) e Norte (5,3%).
Destaques da estimativa de novembro de 2023 em relação ao mês anterior
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram em Goiás (197 775 t), no Maranhão (26 911 t), em Minas Gerais (5 442 t), no Pará (651 t) e no Espírito Santo (435 t). As variações negativas ocorreram no Mato Grosso (-540 287 t), no Paraná (-239 900 t), no Piauí (-162 287 t), em Alagoas (-106 189 t), em Santa Catarina (-69 587 t), em Pernambuco (-65 883 t), na Paraíba (-18 614 t), no Ceará (-9 930 t), em Rondônia (-9 063 t) e no Rio Grande do Norte (-4 778 t).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) ‒ A estimativa para a produção de algodão é de 7,7 milhões de toneladas, mais um recorde para a agricultura brasileira, com aumento de 1,7% em relação à última estimativa divulgada. Relativamente ao ano anterior, o crescimento foi de 14,4%, em função da expansão de 7,1% na área cultivada e de 6,8% na produtividade. A expansão da área, devido aos bons preços, concomitantemente ao clima favorável, principalmente na 2ª safra, época em que a maior parte da cultura é cultivada, impulsionaram o crescimento da produção das lavouras.
CACAU (em amêndoa) ‒ A produção brasileira de cacau deve alcançar 289,3 mil toneladas, aumento de 2,2% em relação ao mês anterior, com crescimento de 6,9% na área a ser colhida e redução 4,5% no rendimento médio. Os maiores produtores são o Pará (149,4 mil toneladas) e Bahia (120,0 mil toneladas), que apresentou um aumento de 5,3% em relação a outubro, resultado do crescimento de 10,0% na área colhida e da redução de 4,2% no rendimento médio. Em relação a 2022, a produção declinou 4,8%, resultado da redução do rendimento médio, principalmente, que caiu 9,0%. A área colhida apresentou crescimento de 4,8%.
CAFÉ (em grão) ‒ A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi de 3,4 milhões de toneladas, ou 56,3 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 0,7% em relação ao mês anterior e aumento de 7,6% ante 2022. O rendimento médio, de 1 762 kg/ha, por sua vez, aumentou 0,1% no comparativo mensal e 4,2% no anual.
Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,3 milhões de toneladas, ou 38,9 milhões de sacas de 60 kg, aumentos de 1 077 toneladas (0,0%) em relação a outubro e de 14,7% em relação ao ano anterior. Em 2023, embora a safra do café arábica seja de bienalidade negativa, a estimativa da produção cresceu frente a 2022. O clima beneficiou as lavouras, promovendo uma “inversão dessa bienalidade”.
Para o café canéfora (ou conillon), a estimativa da produção foi de 1.044,1 mil toneladas ou 17,4 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 2,2% em relação ao mês anterior e declínio de 5,5% em relação a 2022, em função do declínio de 8,4% no rendimento médio.
CASTANHA-DE-CAJU (amêndoa) ‒ A estimativa da produção de castanha-de-caju foi de 122,7 mil toneladas, declínios de 2,3% em relação ao mês anterior e de 16,6% no comparativo anual. A área colhida, por sua vez, teve expansão de 0,3% no comparativo anual. Os maiores produtores brasileiros de castanha-de-caju são Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. A produção do Ceará, de 69,6 mil toneladas, representou 56,7% do total nacional; a do Piauí, de 21,0 mil toneladas, 17,1%; e a do Rio Grande do Norte, de 20,7 mil toneladas, 16,8%.
A produção do Ceará e a do Rio Grande do Norte aumentaram, em novembro, 2,6% e 6,6%, respectivamente, quando comparado ao mês anterior. Já a produção piauiense declinou 21,8%. Apesar da maior produção cearense, o rendimento médio é menor (254 kg/ha) se comparado ao do Piauí (287 kg/ha) e ao do Rio Grande do Norte (429 kg/ha).
CEREAIS DE INVERNO (em grão) ‒ Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Com relação ao trigo (em grão), a produção deve alcançar 8,9 milhões de toneladas, declínios de 2,8% em relação a outubro e de 11,3% em relação a 2022, quando o Brasil colheu a maior safra da história. A área plantada cresceu 9,0% em relação ao ano anterior, com o rendimento médio declinando 18,5%, para 2 607 kg/ha.
O Sul deve responder por 86,9% da produção tritícola nacional em 2023. No Paraná, segundo maior produtor nacional de trigo, com participação de 41,0% no total, a produção foi estimada em 3,7 milhões de toneladas, declínio de 5,3% em relação a outubro e crescimento de 7,9% em relação a 2022. No Rio Grande do Sul, principal produtor tritícola do país em 2023, com participação de 41,8% do total nacional, a estimativa de produção alcançou 3,7 milhões de toneladas, declínio de 29,6% em relação a 2022, aguardando-se uma redução de 28,3% na produtividade, causada pelo clima excessivamente chuvoso durante o ciclo da cultura.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, aumento de 1,0% em relação a outubro, contudo, decréscimo de 9,3% em relação a 2022. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 760,1 mil toneladas, declínio de 16,8% em relação a 2022; e Paraná, com 272,6 mil toneladas, aumentos de 10,1% em relação ao mês anterior e de 22,4% em relação ao que foi colhido em 2022. A Região Sul deve contribuir com 97,4% da produção brasileira de aveia em 2023. O clima excessivamente chuvoso prejudicou safra de 2023 e a qualidade dos grãos. A colheita encontra-se encerrada.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 416,3 mil toneladas, declínios de 15,7% em relação a outubro e de 17,3% em relação ao que foi produzido em 2022. Em termos anuais, o declínio no rendimento médio foi de 19,3%. Os maiores produtores de cevada são o Paraná, com 278,0 mil toneladas, declínio de 22,5% em relação a outubro e de 19,2% em relação a 2022; e Rio Grande do Sul, com 114,7 mil toneladas, declínio de 19,6% em relação ao que foi produzido em 2022. Esses estados devem ser responsáveis por 94,3% da produção brasileira de cevada em 2023. O clima excessivamente chuvoso prejudicou a safra de 2023.
FEIJÃO (em grão) ‒ A estimativa da produção das três safras de feijão em 2023 foi de 3,0 milhões de toneladas, declínio de 1,2% em relação a outubro. Nessa avaliação, as Unidades da Federação com maior participação na estimativa de produção da safra foram Paraná (23,0%), Minas Gerais (19,6%), Goiás (12,0%), Mato Grosso (10,0%) e Bahia (8,1%). A estimativa de produção da 1ª safra de feijão foi de 973,6 mil toneladas, decréscimo de 2,7% frente à estimativa de outubro, resultado, principalmente, do declínio de 3,2% na área colhida. O crescimento no rendimento médio foi de 0,4%. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, declínio de 1,0% frente outubro, havendo reduções de 2,0% na área a ser colhida e crescimento de 0,9% no rendimento médio. Com relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção foi de 789,7 mil toneladas, crescimento de 0,5% frente à estimativa de outubro, com a área a ser colhida aumentando 0,4%.
MILHO (em grão) ‒ A estimativa para a produção do milho totalizou 131,0 milhões de toneladas, declínio de 0,5% em relação a outubro de 2023, embora em relação ao mesmo período de 2022 este valor signifique um aumento de 18,9%. A área colhida apresentou queda de 0,7%, quando comparado ao mês anterior, chegando a 147,1 mil hectares; entretanto, o rendimento médio teve um aumento de 0,2%, chegando a 5 919 kg/ha que, quando comparado ao ano de 2022, aumentou 14,0%. Com uma representatividade de 7,5% na produção nacional, a Região Nordeste apresentou as maiores perdas, chegando a 320,5 mil toneladas (-3,1%). A produção brasileira de milho, em 2023, é recorde da série histórica do IBGE.
O milho 1ª safra teve uma variação mensal negativa (-0,8%), queda de 227,3 mil toneladas, totalizando uma produção de 27,8 milhões de toneladas. Uma redução de 1,6% na área colhida, ou 84 710 hectares, justificou essa redução, já que a produtividade apresentou um crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior (5 360 kg/ha).
A estimativa do milho 2ª safra foi de 103,3 milhões de toneladas, declínio de 415,7 mil toneladas (-0,4%) frente a outubro de 2023. Em relação ao ano anterior, houve aumentos de 21,9% na produção; de 6,4% na área a ser colhida e de 14,6% no rendimento médio.
SOJA (em grão) ‒ A produção alcançou 151,7 milhões de toneladas, retração de 0,1% em relação a outubro. Contudo, representa um aumento de e de 26,9% em comparação à quantidade produzida em 2022, devendo representar quase metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no Brasil no ano. A recuperação da produtividade das lavouras frente a 2022, foi o principal fator responsável por esse aumento.
À exceção do Rio Grande do Sul, que sofreu com mais um ano de forte estiagem, as lavouras nas demais Unidades da Federação apresentaram boas condições no campo, confirmando um novo recorde de produção da leguminosa no País, superando o volume alcançado em 2021. O novo ajuste da produção em relação ao mês anterior se deve, principalmente, redução de 314,9 mil toneladas no Mato Grosso e 57,1 mil toneladas na produção no Piauí.
SORGO (em grão) ‒ A estimativa de novembro para a produção do sorgo foi de 4,3 milhões de toneladas, aumentos de 1,9% em relação a outubro, e de 49,9% em relação ao obtido em 2022. No comparativo com outubro, houve reavaliações na produção de sorgo apenas no Nordeste e no Centro-Oeste. No Nordeste, a produção teve aumento de 26,0%; a área, de 18,3%, e o rendimento médio, de 6,5%. Piauí, Pernambuco e Alagoas foram os responsáveis por esses ajustes na região que representa 6,0% do sorgo produzido no Brasil. No Centro-Oeste, as reavaliações ocorreram no Mato Grosso e em Goiás, que tem a maior participação nacional (32,7%).
UVA ‒ A produção brasileira de uvas foi de 1 721,5 mil toneladas em 2023, com alta de 2,4% em relação a outubro e de 14,6% ante 2022. Em novembro, a safra foi impactada pela alta de 10,1% na produção de Pernambuco, segundo maior produtor do país. A área colhida aumentou 10,2%. O perímetro irrigado de Petrolina/PE e Juazeiro/BA concentra a produção da uva fina de mesa, com foco na exportação e, na última década, também no mercado interno.
Fonte: IBGE
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
Published
1 hora agoon
7 de junho de 2026By
Da Redação
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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