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Transformação Rural: Família Roth Transita da Bovinocultura para a Olericultura

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A história da Novo Horizonte Hortifruti, localizada na Linha Aparecida, em Iporã do Oeste, no extremo-oeste catarinense, é um exemplo notável de resiliência e adaptação. A empresa, liderada pela Família Roth, faz uma transição inspiradora da bovinocultura leiteira para a olericultura, refletindo uma visão empreendedora e inovadora.

Até 2016, a Família Roth se dedicava à bovinocultura leiteira, mas enfrentou um revés com o diagnóstico de tuberculose em seu rebanho. Diante dessa situação, a decisão de mudar o rumo da propriedade rural foi tomada com base nas capacitações contínuas que a família vinha realizando. Durante esse período, Dulce Follmann Roth, esposa de Inácio Roth, participava do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), gerido pela Cooperoeste em São Miguel do Oeste, com foco na produção de frutas e verduras.

Com o conhecimento adquirido e a necessidade de sustentar a propriedade, a família decidiu investir na produção de hortaliças. “Escolhemos a olericultura por exigir um investimento inicial menor, e assim surgiu o ‘Novo Horizonte'”, explica Cleison Felipe Wolfart, genro dos empreendedores, ao relatar a origem do nome do novo empreendimento.

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Desafios e Capacitação

Ao migrar para a olericultura, a família enfrentou diversos desafios, como a falta de conhecimento técnico sobre produção de alimentos saudáveis e a obtenção de recursos iniciais e contínuos. As dificuldades incluíam a definição dos produtos a serem cultivados, o mercado-alvo, a origem das mudas, a precificação e os trâmites burocráticos.

Para superar esses desafios, Inácio Roth e sua filha mais velha, Jucelaine (atualmente fora da propriedade), participaram do curso Negócio Certo Rural oferecido pelo Sebrae/SC. Este curso auxiliou na compreensão de conceitos essenciais para o planejamento e administração de negócios rurais, incluindo diagnóstico da propriedade, seleção de ideias de negócios, análise de viabilidade, gestão da produção e comercialização.

Em 2023, Inácio e sua filha mais nova, Tatiane Roberta Roth, participaram do Empretec Rural, um programa do Sebrae/SC que visa aumentar a rentabilidade, estimular novos negócios e gerar empregos. O Empretec Rural desenvolve habilidades para detectar oportunidades, estabelecer metas desafiadoras e melhorar a eficiência dos negócios. Atualmente, a família está envolvida no Programa Agentes Locais de Inovação Rural (ALI), que oferece suporte personalizado para inovação em micro e pequenas empresas.

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Produção e Futuro

A propriedade de 9,7 hectares destina 4,5 hectares para a produção de frutas e verduras. A família Roth oferece mais de 40 itens a cerca de 100 clientes, produzindo aproximadamente 35.000 unidades de hortaliças folhosas e brássicas e 8.000 quilos de frutas e tubérculos por ano. O excedente é transformado em produtos semiprocessados e processados.

Cleison destaca que a empresa está em processo de registro da marca Novo Horizonte para rotulagem de seus produtos e planeja agregar valor à produção, especialmente na linha de semiprocessados e processados. Além disso, a família está avaliando a expansão para novos mercados e preparando o processo de sucessão para garantir a continuidade do negócio. “Os desafios são parte de qualquer atividade, mas a satisfação vem ao atingirmos nossos objetivos, proporcionando alimentos saudáveis aos nossos clientes”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABPA rebate denúncia de contaminação em frango brasileiro exportado à Grécia e reforça segurança sanitária

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) contestou informações divulgadas por um veículo internacional sobre uma suposta contaminação por Salmonella em carne de frango brasileira exportada à Grécia. Segundo a entidade, a narrativa apresenta inconsistências técnicas e não encontra respaldo nos sistemas oficiais de monitoramento sanitário da União Europeia.

Inconsistências técnicas colocam denúncia em dúvida

De acordo com a ABPA, o volume citado na reportagem — cerca de 3 toneladas — não condiz com os padrões logísticos do comércio internacional de carne de frango. As exportações brasileiras são realizadas, majoritariamente, em contêineres refrigerados com capacidade entre 25 e 27 toneladas, o que torna o dado apresentado incompatível com a prática do setor.

Outro ponto destacado pela entidade é a impossibilidade de vincular o suposto caso ao início de qualquer fluxo comercial relacionado ao acordo entre União Europeia e Mercosul. Isso porque o processo envolve etapas rigorosas de certificação sanitária, autorização e logística internacional, que demandam tempo e cumprimento de protocolos específicos.

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Sistema europeu não registra ocorrência

A ABPA também ressaltou que não há qualquer registro do caso no Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), sistema oficial da União Europeia utilizado para notificações sanitárias envolvendo alimentos.

A ausência de notificação no sistema europeu, segundo a entidade, impede a confirmação do episódio nos termos divulgados, enfraquecendo a credibilidade da informação veiculada.

Critérios sanitários seguem padrões internacionais

No âmbito técnico, a associação destaca que a interpretação apresentada sobre a presença de Salmonella não considera os critérios aplicáveis à carne crua. Esses parâmetros seguem normas internacionais e são monitorados de forma rigorosa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O sistema brasileiro de controle sanitário conta ainda com auditorias frequentes realizadas por autoridades da Comissão Europeia, o que reforça a confiabilidade dos processos produtivos e de exportação.

Brasil reforça compromisso com segurança dos alimentos

Diante do episódio, a ABPA reiterou a robustez do sistema sanitário nacional e o compromisso da cadeia produtiva com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar.

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de carne de frango, com presença consolidada em mercados exigentes, incluindo países da União Europeia, o que exige conformidade contínua com protocolos rigorosos de qualidade e rastreabilidade.

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Setor mantém credibilidade no mercado internacional

Mesmo diante de episódios pontuais de questionamento, a indústria brasileira de proteína animal segue respaldada por sistemas de controle reconhecidos internacionalmente, o que sustenta sua competitividade e acesso a mercados estratégicos.

A ABPA reforça que segue acompanhando o caso e à disposição para esclarecimentos, mantendo o compromisso com a transparência e a segurança dos produtos exportados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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