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Trans Ova Registra Taxa de Prenhez de 75% com Embriões Congelados na Fazenda Nelore Beabisa

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A Trans Ova Genetics obteve resultados expressivos em um projeto de transferência de embriões bovinos realizado na Fazenda Nelore Beabisa, em Selvíria, Mato Grosso do Sul. A taxa de prenhez dos embriões congelados em Direct Transfer (DT) alcançou 75%, um índice notavelmente superior à média observada para esse tipo de biotecnologia.

Conforme o Relatório de Desenvolvimento de Gestações (DG), foram transferidos 73 embriões, resultando em 43 vacas confirmando gestação e uma taxa geral de prenhez de 59%. Esses dados destacam a eficiência do manejo, a qualidade dos embriões e a precisão no protocolo de transferência, fatores essenciais para o sucesso do projeto.

O relatório também apresentou comparações entre dois tipos de embriões utilizados: congelados DT e frescos. Dos 24 embriões congelados DT transferidos, 18 vacas ficaram prenhas, alcançando a destacada taxa de 75%. Em contraste, os embriões frescos, que geralmente apresentam uma taxa de prenhez ligeiramente superior, registraram 51% de gestações confirmadas. Esse resultado reforça a importância do manejo adequado das receptoras antes da transferência, um fator crucial para maximizar a eficácia do processo.

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Aprimoramento Genético e Estratégias de Manejo

O ponto culminante do relatório foi o desempenho dos embriões congelados DT, que atingiram quase a meta estabelecida pelo cliente. A supervisão do projeto foi conduzida pelo médico veterinário e Transferidor de Embriões da Trans Ova Genetics, Marcos Vinicius Ferreira, em dezembro de 2024. Ele destacou a importância da biotecnologia reprodutiva no melhoramento genético do rebanho. “Esses resultados mostram que cada embrião conta, e com ajustes pontuais no manejo, podemos obter resultados ainda mais expressivos. Cada prenhez confirmada se torna um ativo valioso para o negócio”, avaliou Ferreira.

O Relatório DG, ferramenta essencial para a avaliação de biotecnologias reprodutivas, permitiu um acompanhamento minucioso da evolução das gestações, índices de prenhez e perdas embrionárias. Essa análise detalhada é fundamental para que o pecuarista identifique áreas de melhoria no manejo, na escolha das receptoras e na qualidade dos embriões, contribuindo para a evolução contínua da genética do rebanho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Renegociação pode alcançar produtor que manteve contas em dia

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Produtores que sofreram perdas de safra, mas fizeram esforço para manter os pagamentos em dia, poderão ter acesso ampliado à renegociação de dívidas rurais. A mudança está no parecer apresentado nesta segunda-feira (28.09) pelo deputado Paulo Pimenta à Medida Provisória 1.376/2026. O texto também propõe incluir mais operações feitas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), dívidas convertidas em empréstimos comuns e parcelas de investimentos que vencem até o fim deste ano.
As alterações ainda não estão aprovadas. O relator apresentou um projeto de lei de conversão à comissão mista responsável pela análise da medida provisória, sem data marcada para votar o parecer. Se passar pelo colegiado, o texto seguirá para os plenários da Câmara e do Senado. Até lá, as condições já previstas na medida provisória continuam valendo; a ampliação proposta no relatório depende da votação no Congresso.
A mudança para os produtores adimplentes corrige uma limitação da redação original. A medida provisória permite que parte deles contrate a linha de composição de dívidas, mas exige que a operação tenha sido renegociada ou prorrogada anteriormente. O parecer retira essa exigência: o produtor enquadrado nos demais critérios poderá solicitar a renegociação mesmo que tenha mantido o financiamento em dia sem uma prorrogação prévia.
O relator também propõe estender esse tratamento a parcelas de financiamentos de investimento, como os usados na compra de máquinas, equipamentos e estruturas da propriedade, com vencimento até dezembro de 2026. Hoje, a medida provisória impõe condições de inadimplência para enquadrar essas parcelas. Para quem enfrenta uma perda de receita, a diferença é poder reorganizar os pagamentos antes de deixar uma prestação vencer.
Outra mudança atinge as CPRs, instrumento amplamente usado no financiamento privado da produção. A medida provisória já contempla essas cédulas, mas sob condições restritas. O parecer busca permitir a renegociação de títulos emitidos em favor de bancos, cooperativas de produção e revendas de insumos. Inclui ainda CPRs em dia, que receberiam tratamento semelhante ao das operações de custeio, e propõe uma forma de quitar títulos em atraso mediante a emissão de nova cédula.
O relatório alcança também dívidas rurais que, em negociações anteriores, foram transformadas em empréstimos comuns, como operações formalizadas por Cédula de Crédito Bancário (CCB). Embora o dinheiro tenha sido usado para a atividade agropecuária, a mudança na forma do contrato pode retirar esses débitos do alcance das regras atuais. O parecer procura considerar a origem da dívida para definir seu enquadramento.
Foram incluídas ainda operações coletivas ou grupais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e dívidas de capital de giro ligadas à atividade rural. O texto abre uma exceção para produtores que já renegociaram débitos pela Medida Provisória 1.314/2025 e sofreram uma nova perda, provocada por evento distinto e posterior ao que justificou a primeira renegociação.
O acesso não será automático. A medida provisória exige que o produtor ou a cooperativa comprove, por laudo de profissional habilitado, perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. As perdas podem decorrer de eventos climáticos ou da queda dos preços dos produtos financiados. O parecer também propõe atualizar de 31 de maio para 31 de agosto de 2026 a data usada para verificar a situação de inadimplência.
Permanecem no texto apresentado pelo relator as condições gerais de pagamento previstas na medida: prazo de até oito anos, com a primeira amortização do principal após dois anos, e juros anuais de 6% para agricultores familiares do Pronaf, 9% para produtores enquadrados no Pronamp e 12% para os demais. Nos casos mais graves definidos pela medida provisória, o prazo pode chegar a dez anos e as taxas caem para 5%, 8% e 11%, respectivamente. Os juros são pagos durante a carência.
A discussão ocorre no mesmo momento em que chega ao fim o prazo de decisão sobre o novo marco do seguro rural. As propostas atuam em momentos diferentes da vida financeira da propriedade: a apólice pode reduzir o impacto de uma perda futura, enquanto a renegociação procura reorganizar dívidas já contraídas. Para o produtor interessado nas novas hipóteses previstas no parecer, o passo decisivo agora é acompanhar a votação da comissão mista e o texto que eventualmente será aprovado pelo Congresso.

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Fonte: Pensar Agro

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