AGRONEGÓCIO

Terminal Integrador de Guará celebra 10 anos e consolida posição como principal elo na cadeia de açúcar da VLI

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Inaugurado em 2015, o Terminal Integrador de Guará (SP) completa dez anos como peça-chave da VLI — empresa que opera ferrovias, portos e terminais. Nesse período, o volume movimentado triplicou: saltou de 1,38 milhão para 4,5 milhões de toneladas na safra 2024/25.

Participação decisiva nas exportações

Na última temporada, o terminal respondeu por cerca de 70 % das 6,2 milhões de toneladas que a VLI transportou pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP).

Especialista em açúcar VHP

O ativo opera exclusivamente com açúcar VHP (Very High Polarization) proveniente de 29 usinas parceiras, reforçando o papel estratégico do Sudeste na liderança brasileira de produção e exportação do adoçante.

Armazém cocriado com a Tereos

Em 2020, um acordo com a Tereos — referência em açúcar, etanol e energia de biomassa — viabilizou um novo armazém no site. A instalação elevou a capacidade estática para 160 mil toneladas e, aliada a tecnologia de ponta, garantiu maior agilidade no despacho rumo à Baixada Santista.

“Com o terminal de Guará, entregamos eficiência que se traduz em competitividade para nossos clientes na rota de exportação via Santos”, destaca Marcelo Cardoso, diretor de Operações da VLI para o Corredor Sudeste.

Corredor Sudeste: logística integrada

O Corredor Sudeste conecta agricultores e indústrias de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal ao Tiplam, movimentando principalmente açúcar, grãos e fertilizantes. Dois terminais — Guará (SP) e Uberaba (MG) — fazem o transbordo da carga para a ferrovia, ampliando a abrangência do sistema.

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Menos caminhões, mais sustentabilidade

Todo o fluxo de exportação do Tiplam é ferroviário, reduzindo o tráfego rodoviário na Baixada Santista e emitindo até nove vezes menos CO₂ do que o modal rodoviário, segundo a VLI.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio

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Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026

O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.

O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação

Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:

  • Atraso na colheita da soja
  • Antecipação de compras no fim de 2025
  • Ajustes tributários, como aumento do ICMS

No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.

Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda

No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:

  • Recuperação da produção agrícola
  • Desempenho da atividade industrial
  • Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
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Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.

Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações

Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.

Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.

Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.

Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico

No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.

O desempenho é impulsionado por:

  • Aumento da mistura obrigatória para B15
  • Crescimento da demanda por diesel
  • Busca por alternativas para reduzir dependência externa

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.

Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.

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O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.

Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

Cenário internacional ainda traz incertezas

Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.

Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:

  • Transporte de cargas
  • Produção agroindustrial
  • Cadeias logísticas

Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.

A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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