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Crescimento do VBP no Paraná Reflete Desenvolvimento Sustentável em Todo o Estado

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O Valor Bruto de Produção (VBP) do Paraná triplicou nos últimos dez anos, consolidando-se como um pilar essencial do desenvolvimento econômico estadual. Em 2023, os principais produtos do agronegócio paranaense—soja, frango de corte, suínos, milho e leite—contribuíram significativamente para o total de R$ 198,8 bilhões, representando 54% do VBP. Esse resultado indica um crescimento nominal de 3% em comparação a 2022, além de um aumento real de 11%, considerando a inflação.

“O que os números demonstram é a robustez do agronegócio como motor da nossa economia. O setor agropecuário do Paraná tem mostrado que é viável aumentar a produção e a produtividade de forma sustentável, obtendo resultados expressivos a cada ano”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

Segundo Junior Ruiz Garcia, coordenador do grupo de estudos em macroeconomia ecológica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), “sem a agricultura, não há desenvolvimento. Quando os municípios conseguem produzir seus próprios alimentos, ficam menos vulneráveis a oscilações de preços e à escassez, promovendo uma estabilidade social e econômica.”

No contexto de 2023, o setor pecuário destacou-se, respondendo por 48,8% do VBP, enquanto a agricultura contribuiu com 46,6%. Os grãos apresentaram um desempenho 17% superior ao do ano anterior, com a soja isoladamente representando 25% do total. As florestas plantadas, por sua vez, perderam participação para 4,7%, reflexo da desvalorização dos preços.

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Em comparação, há dez anos, o VBP paranaense era de R$ 69,1 bilhões, o que demonstra um crescimento notável ao longo da última década. Atualmente, 35 municípios apresentam VBP superior a R$ 1 bilhão, em contraste com apenas três cidades que alcançavam esse montante em 2013.

Destaque em Toledo e Desenvolvimento Local

Toledo, na região Oeste do estado, se destaca como o município com o maior VBP, alcançando R$ 4,5 bilhões em 2023, com a produção de suínos de corte gerando mais de R$ 1,3 bilhão. Essa prosperidade se reflete diretamente na economia local, uma vez que o sucesso do campo beneficia outros setores.

“Os recursos provenientes da agropecuária são convertidos em qualidade de vida. Esse dinheiro circula e se multiplica dentro do município, tornando Toledo uma das melhores cidades para se viver”, ressalta Cristiano Dall’oglio da Rocha, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit). O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Toledo é de 0,768, superior à média paranaense e nacional.

Além disso, o VBP é um critério importante para o cálculo do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos municípios, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento local. Quanto maior o VBP, maior a parcela do ICMS recebida.

Relação Direta com a Economia Local

A produção agropecuária estabelece uma conexão clara com o progresso dos municípios. Ubiratã, por exemplo, obteve um VBP de R$ 1,3 bilhão em 2023 e se tornou um canteiro de obras, tanto públicas quanto privadas, devido ao bom desempenho do agro. “Nossa economia é baseada na agropecuária”, destaca Thiago Munhoz D’Alécio, secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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O PIB per capita de Ubiratã, com R$ 82,3 mil, também é um dos mais altos do estado. Em Castro, a capital nacional do leite, a produção láctea representa 50% do VBP, que foi de R$ 3,9 bilhões em 2023. Essa prosperidade atrai investimentos e impulsiona o setor imobiliário, os serviços e a educação.

VBP vs. PIB: Distinções Importantes

É fundamental esclarecer a diferença entre o Valor Bruto de Produção (VBP) e o Produto Interno Bruto (PIB). O VBP mede o volume dos produtos multiplicado pelo preço, enquanto o PIB reflete a soma de todos os bens e serviços finais produzidos ao longo de um ano. Em 2023, o PIB paranaense totalizou R$ 665,6 bilhões, com o setor agropecuário respondendo por R$ 73,6 bilhões, em contraste com o VBP de R$ 198,8 bilhões.

O crescimento do VBP no Paraná, portanto, não apenas reforça a importância do agronegócio para a economia, mas também demonstra como essa força produtiva se traduz em desenvolvimento urbano e qualidade de vida para a população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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