AGRONEGÓCIO

Faturamento Bruto dos Cafés do Brasil Alcança R$ 66,5 Bilhões em 2024, com Crescimento de 86% nas Últimas Dez Safras

Publicado em

O faturamento bruto dos Cafés do Brasil atingiu R$ 66,5 bilhões em 2024, marcando um impressionante crescimento de 86% nas últimas dez safras. A receita da espécie Coffea arabica, conhecida como café arábica, foi estimada em R$ 48,02 bilhões, o que representa 72% do total. Já a receita da Coffea canephora, ou café robusta/conilon, alcançou R$ 18,46 bilhões, correspondendo a 28% da receita nacional.

A análise, com base nos preços médios recebidos pelos produtores de janeiro a junho de 2024, demonstra um crescimento robusto em comparação com o ano-cafeeiro de 2015, quando o faturamento total foi de R$ 35,70 bilhões. Naquele ano, a espécie Coffea arabica gerou R$ 28,96 bilhões (81,1%), e a Coffea canephora somou R$ 6,74 bilhões (18,9%). Comparado com 2024, o setor cafeeiro nacional viu um aumento de 86,24% em termos de valor bruto da produção.

Especificamente, a receita da Coffea arabica subiu 65,81% desde 2015, enquanto a da Coffea canephora cresceu notáveis 273%. Esses resultados refletem não apenas o aumento dos volumes colhidos, mas também a valorização dos preços médios dos cafés arábica e robusta.

Leia Também:  IPCA desacelera para 0,39% em novembro, com destaque para alta em alimentos e bebidas

A distribuição geográfica da produção de café no Brasil também apresenta variações significativas. A Região Sudeste, principal produtora de café, teve um faturamento bruto de R$ 56,62 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de 86% em relação aos R$ 30,44 bilhões de 2015. A Região Nordeste obteve R$ 4,63 bilhões em 2024, marcando um aumento de 70,84% desde 2015. A Região Norte destacou-se com um crescimento de 421,25%, com receita estimada em R$ 3,92 bilhões, em comparação com R$ 930,56 milhões em 2015.

A Região Sul apresentou uma redução de aproximadamente 32,8%, com faturamento passando de R$ 1,16 bilhão para R$ 781,94 milhões. Por outro lado, a Região Centro-Oeste viu um aumento de 38,27%, com receita passando de R$ 375,60 milhões para R$ 519,35 milhões.

Os dados utilizados para essa análise foram extraídos do Valor Bruto da Produção (VBP), de julho de 2024, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Esses números são também utilizados pelo Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Leia Também:  Exportações agrícolas impulsionam balança comercial de São Paulo

Valor Bruto da Produção – Julho 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

Published

on

O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

Leia Também:  Expozebu começa amanhã e quer movimentar R$ 200 milhões em leilões

Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

Leia Também:  Brasil Precisa Regulamentar Mercado de Carbono para Competir Internacionalmente

Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA