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Tendências desfavoráveis: Queda significativa nos contratos futuros do açúcar em Nova York e Londres

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Os contratos futuros do açúcar sofreram uma notável queda em Nova York e Londres na segunda-feira (18), conforme relatos da agência de notícias britânica Reuters. Os revendedores observam uma pressão significativa no mercado, impulsionada pela iminente volta das chuvas ao Brasil na próxima semana. Além disso, a falta de seguimento nas compras, após as quedas da semana passada, resultou em sinais técnicos pessimistas.

Os dados recentes sobre a produção de açúcar nas últimas duas semanas no Brasil indicam um avanço na safra, mesmo no final do ano, gerando otimismo em relação à oferta global. O Barchart adiciona que os preços do açúcar enfrentam pressão nas últimas cinco semanas devido ao aumento na produção brasileira do produto.

Apesar desses desafios, o mercado ainda encontra suporte na Índia e Tailândia. A Associação Indiana de Usinas de Açúcar divulgou que as indústrias produziram 7,4 milhões de toneladas métricas de açúcar entre 1º de outubro e 15 de dezembro, representando uma queda de 10,7% em relação ao ano anterior. Além disso, a Índia permitiu que as usinas de açúcar desviem até 1,7 milhão de toneladas de açúcar para a produção de etanol.

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Bolsas Internacionais: Desempenho Negativo em Nova York e Londres

Na ICE Futures em Nova York, todos os contratos encerraram com quedas. O contrato de março/24 diminuiu 68 pontos, sendo negociado a 21,31 centavos de dólar por libra-peso. Da mesma forma, o contrato de maio/24 registrou uma queda de 58 pontos, com um valor de negociação de 20,68 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, a tendência foi semelhante, com todos os contratos fechando no negativo. O contrato de março/24 sofreu uma redução de 14,20 dólares, sendo negociado a US$ 612,60. Já o contrato de maio/24 apresentou uma diminuição de 13,70 dólares, com um valor de negociação de US$ 595,90.

Açúcar Cristal e Etanol Hidratado: Variações nos Mercados Internos

O açúcar cristal encerrou em baixa no Indicador do Cepea/Esalq da USP, registrando uma desvalorização de 0,29% em comparação com o dia anterior, com a saca de 50 quilos sendo transacionada por R$ 151,44.

Quanto ao etanol hidratado, observou-se uma pequena valorização, segundo os dados do Indicador Diário de Paulínia. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 1.948,50/m³, refletindo um aumento de 0,49% em relação ao dia anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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