AGRONEGÓCIO
Tecnologias Avançadas Revolucionam Produção de Café no Cerrado Mineiro
Publicado em
4 de julho de 2024por
Da RedaçãoA cafeicultura brasileira, especialmente na região do Cerrado Mineiro, destaca-se por suas práticas sustentáveis e pela adoção de sistemas inovadores na produção de café. A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) está na vanguarda dessas inovações ao introduzir uma linha de produção industrial exclusiva para o rebeneficiamento de cafés especiais, focada na meticulosa qualidade dos grãos em pequenos volumes, processando até 3.600 kg por hora.
Automatização e Eficiência
O novo maquinário, totalmente automatizado, oferece 108 opções de rotas para o rebeneficiamento dos grãos. Equipado com sensor de inteligência artificial para manutenção preditiva, o sistema monitora KPIs (indicadores-chave de desempenho) garantindo controle preciso da produção e manutenção. “Projetado para processar cafés de alta qualidade de forma seletiva, nosso sistema melhora o rendimento, a seleção e a classificação dos grãos”, destaca Célio Barreto, Gerente de Inovação e Tecnologia da Expocacer.
Alta Capacidade Produtiva
As unidades de armazenamento da Expocacer (I e II) estão equipadas com quatro linhas de rebeneficiamento de café, capazes de processar até 30.000 kg por hora, equivalente a 500 sacas de 60 kg. Essa capacidade é crucial para atender à crescente demanda por cafés especiais no mercado global.
Redução de Custos e Aumento da Disponibilidade
A introdução de sensores de IA para prevenção preditiva resultou em uma redução significativa de 20% nos custos de manutenção e um aumento de 10% na disponibilidade do maquinário. Essa tecnologia monitora vibrações e temperatura em tempo real, antecipando necessidades de manutenção sem interromper a produção.
Indústria 4.0 e Sustentabilidade
A Expocacer está avançando rumo à excelência na Indústria 4.0, integrando IA, automação, robótica, IoT e computação em nuvem. Essas tecnologias não só automatizam e otimizam processos, mas também melhoram a conectividade e a agilidade operacional. “Nossa indústria está se tornando mais autônoma, usando simulações virtuais para testar novos layouts e processos, garantindo eficiência operacional sem grandes investimentos físicos”, explica Flávia Madureira, Diretora de Operações e Logística da Expocacer.
Inovação Sustentável
Além do rebeneficiamento avançado, os cafeicultores no Cerrado Mineiro adotam práticas como irrigação inteligente, usando sensores para monitorar umidade do solo e condições meteorológicas. Algoritmos de machine learning otimizam o uso da água, garantindo sustentabilidade ambiental e eficiência na produção.
Futuro Promissor
“Estamos comprometidos em oferecer as melhores técnicas de produção, aliadas à sustentabilidade, para produtores e consumidores. O futuro da cafeicultura é um terreno fértil para inovações que promovam eficiência e qualidade”, conclui Célio Barreto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho recua no Brasil com início da colheita da safrinha e pressão do mercado internacional
Published
5 minutos agoon
1 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado brasileiro de milho iniciou junho sob forte pressão baixista, refletindo o avanço da colheita da segunda safra, a retração dos compradores no mercado físico e o cenário internacional desfavorável. A combinação entre expectativa de maior oferta, recuo das cotações em Chicago e enfraquecimento da paridade de exportação tem mantido os preços em queda em diversas regiões produtoras do país.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que os preços do cereal voltaram a recuar na maior parte das praças acompanhadas, influenciados principalmente pela ausência de compradores ativos no mercado spot e pela expectativa de entrada mais intensa da safrinha nas próximas semanas.
A colheita ainda está concentrada nos estados de Mato Grosso e Paraná, mas já exerce impacto relevante sobre as negociações. Em Sorriso (MT) e no Norte do Paraná, as médias parciais de maio registraram quedas de 11% e 8%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Safrinha aumenta oferta e amplia pressão sobre os preços
Segundo analistas de mercado, a perspectiva de uma safra volumosa reforça a postura cautelosa dos compradores, que aguardam preços ainda mais baixos com o avanço dos trabalhos de campo entre junho e julho.
Nem mesmo os episódios climáticos observados em algumas regiões produtoras foram suficientes para interromper o movimento de baixa. Temperaturas elevadas e falta de chuvas em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, além de geadas registradas no Paraná, seguem sendo monitoradas, mas não alteraram significativamente a percepção de oferta abundante.
As exceções ficaram por conta de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde os preços apresentaram maior firmeza. No território gaúcho, a colheita da safra de verão está praticamente concluída, reduzindo a disponibilidade imediata do cereal.
Mercado futuro acumula perdas em maio
Na B3, os contratos futuros do milho encerraram maio em queda, acompanhando o comportamento observado na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em setembro acumulou recuo de 5,44% no mês, enquanto a média Cepea registrou desvalorização de 2,99%.
O movimento foi impulsionado pela retirada dos prêmios de risco geopolítico nos mercados internacionais, pelo avanço do plantio norte-americano e pela manutenção de estoques considerados confortáveis, fatores que ampliam o poder de negociação dos compradores.
Em Chicago, os contratos também encerraram maio no vermelho. O vencimento julho acumulou perda superior a 5% no mês, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos e a menor preocupação com riscos climáticos no curto prazo.
Comercialização segue lenta nas principais regiões produtoras
O mercado físico permanece marcado pela baixa liquidez. Em diversas regiões, compradores e vendedores seguem distantes nas negociações.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. Em Santa Catarina, produtores pedem valores próximos de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda trabalha em torno de R$ 65,00.
No Paraná, os elevados estoques limitam reações nos preços, com negócios próximos de R$ 60,00 a R$ 65,00 por saca. Já em Mato Grosso do Sul, o avanço da colheita da segunda safra mantém as cotações entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
Nos portos, a situação também não favorece os vendedores. Em Santos, as indicações variam entre R$ 65,00 e R$ 69,00 por saca. Em Paranaguá, os preços oscilam entre R$ 65,00 e R$ 68,00.
Especialistas recomendam intensificar vendas e proteger margens
Diante do atual cenário, analistas recomendam cautela aos produtores e maior disciplina comercial. A orientação é aproveitar eventuais repiques de preços para avançar nas vendas do milho disponível, evitando retenção excessiva na expectativa de recuperação imediata das cotações.
A avaliação predominante é de que os fundamentos seguem baixistas no curto prazo. A entrada da safrinha, combinada com a pressão internacional e o dólar mais fraco frente ao real, reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Para a safra 2025/26, especialistas defendem a comercialização escalonada e a utilização de ferramentas de proteção de preços, como operações de hedge, especialmente para volumes ainda não negociados.
Cooperativas e cerealistas também encontram oportunidades no atual ambiente de mercado, aproveitando a pressão sazonal para ampliar posições de compra e fortalecer operações de armazenagem, enquanto as indústrias consumidoras podem manter aquisições graduais sem necessidade de antecipação agressiva.
Mercado internacional mantém viés negativo
No cenário global, o milho continua pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, pela desaceleração das exportações semanais dos Estados Unidos e pela ausência de compras expressivas por parte da China.
Apesar disso, alguns fatores limitam quedas mais acentuadas. Entre eles estão a persistência da seca em Nebraska, um dos principais estados produtores dos EUA, e o desempenho acumulado das exportações norte-americanas ao longo da temporada.
Os investidores também acompanham atentamente os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre os mercados de energia e commodities agrícolas.
Perspectiva para junho
A tendência para as próximas semanas permanece de pressão sobre os preços do milho no Brasil. O avanço da colheita da safrinha deverá aumentar significativamente a disponibilidade do cereal no mercado interno, enquanto a demanda segue cautelosa.
Com compradores aguardando melhores oportunidades e exportações enfrentando dificuldades de competitividade, o setor deve continuar monitorando o ritmo da colheita, as condições climáticas e o comportamento das bolsas internacionais, fatores que serão determinantes para a formação dos preços durante junho e julho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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