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Soja ganha força com alta do petróleo, valorização do óleo e mercado firme nas principais regiões produtoras

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O mercado da soja iniciou junho com viés positivo nos cenários internacional e doméstico. A combinação entre a disparada do petróleo após o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a forte valorização do óleo de soja e a firmeza das cotações em importantes praças brasileiras reforça o suporte aos preços da oleaginosa, mesmo diante de desafios como a demanda interna enfraquecida e a pressão dos prêmios de exportação.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja operaram em alta nesta segunda-feira (1º), acompanhando o avanço do complexo soja e de outras commodities agrícolas. O principal fator de sustentação veio do mercado energético, após novos episódios de confrontos entre Estados Unidos e Irã elevarem as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo.

Com os contratos do petróleo Brent e WTI registrando ganhos superiores a 3%, o mercado passou a precificar um possível aumento da demanda por biocombustíveis, cenário que beneficia diretamente o óleo de soja, matéria-prima importante para a produção de biodiesel.

Os vencimentos mais negociados da soja avançaram entre 5 e 5,5 pontos em Chicago, com o contrato julho sendo negociado próximo de US$ 11,91 por bushel. No mesmo movimento, o farelo de soja registrou valorização superior a 0,3%, enquanto o óleo avançou mais de 0,5%.

Óleo de soja amplia rentabilidade da indústria nos Estados Unidos

De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do óleo de soja vem alterando significativamente a composição das margens de rentabilidade das indústrias processadoras norte-americanas.

A demanda crescente do setor de biodiesel impulsionou as cotações do derivado ao longo de maio, ampliando sua participação nos resultados da indústria de esmagamento. O movimento também contribuiu para sustentar os preços internacionais do grão, mesmo em um cenário de ampla oferta global.

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O farelo de soja também apresentou valorização no mercado externo, impulsionado pelas expectativas de aumento da demanda internacional pelo produto norte-americano.

No Brasil, entretanto, os reflexos desse cenário seguem limitados. Segundo o Cepea, os prêmios de exportação pressionados e a menor atividade compradora no mercado interno reduzem a capacidade de repasse das altas internacionais para os preços domésticos.

Além disso, o mercado de farelo enfrenta uma demanda mais retraída, com consumidores já abastecidos realizando apenas compras pontuais para reposição de estoques.

Mercado físico mantém firmeza nas principais regiões produtoras

Apesar das limitações impostas pelo mercado interno, os preços da soja continuam apresentando sustentação em importantes estados produtores.

Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o mercado físico registrou estabilidade e altas pontuais ao longo dos últimos dias, influenciado pelo câmbio mais favorável às exportações, pela paridade internacional e por ajustes regionais de oferta.

No Rio Grande do Sul, a colheita da safra está praticamente concluída, atingindo 99% da área cultivada. As cotações permaneceram firmes, com destaque para o Porto de Rio Grande, onde a soja alcançou R$ 132,00 por saca. No interior gaúcho, os preços variaram entre R$ 124,00 e R$ 127,00 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado seguiu estável, com negócios pontuais e baixo volume de comercialização. No Porto de São Francisco do Sul, a referência permaneceu em R$ 131,00 por saca.

No Paraná, o destaque foi a valorização das ofertas no Porto de Paranaguá, que atingiram R$ 130,00 por saca. O estado encerrou a colheita da safra e projeta uma produção superior à registrada no ciclo anterior.

Já em Mato Grosso do Sul, os preços mantiveram sustentação, com negócios em Maracaju chegando a R$ 115,00 por saca.

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Em Mato Grosso, além da conclusão da colheita da soja, as atenções se voltam para o desenvolvimento da segunda safra de milho. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) projeta uma safra recorde de milho para 2025/26, ao mesmo tempo em que alerta para o aumento dos custos de produção da próxima safra de soja, especialmente em razão da alta dos fertilizantes e defensivos importados.

Mercado acompanha clima nos EUA e possível aumento das compras chinesas

Além da geopolítica, os investidores monitoram o desenvolvimento da nova safra norte-americana. As condições climáticas permanecem favoráveis ao avanço do plantio e ao estabelecimento inicial das lavouras, embora o comportamento do fenômeno El Niño continue sendo acompanhado pelos participantes do mercado.

Outro fator que mantém os operadores atentos é a possibilidade de ampliação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos. A expectativa ganhou força após os recentes encontros diplomáticos entre os governos de Washington e Pequim, que sinalizaram avanços nas negociações comerciais.

Perspectiva para os próximos dias

A soja inicia junho sustentada por um conjunto de fatores positivos: petróleo em alta, valorização do óleo de soja, firmeza das exportações e expectativa de maior demanda internacional.

No Brasil, embora os prêmios de exportação e a demanda doméstica ainda limitem ganhos mais expressivos, o cenário internacional favorável e a estabilidade observada nas principais regiões produtoras indicam manutenção do suporte aos preços no curto prazo.

Os próximos movimentos do petróleo, das relações comerciais entre Estados Unidos e China e das condições climáticas nas lavouras norte-americanas devem continuar ditando o ritmo dos mercados nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do feijão desaceleram após forte alta em maio; compradores reduzem ritmo de negócios

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O mercado brasileiro de feijão encerrou maio com sinais de acomodação após um período de fortes valorizações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a última semana do mês foi marcada pela redução do interesse comprador, movimento que contribuiu para desacelerar os negócios e pressionar parte das cotações.

A retração da demanda ocorreu após sucessivas altas registradas ao longo de maio, período em que os preços do feijão atingiram níveis recordes em diversas regiões produtoras. O cenário refletiu uma postura mais cautelosa dos agentes do mercado, especialmente diante da recomposição da oferta em algumas praças.

Feijão carioca sente maior pressão com avanço da oferta

De acordo com pesquisadores do Cepea, a entrada de novos lotes comerciais provenientes do Paraná aumentou a disponibilidade de produto no mercado, impactando principalmente o segmento do feijão carioca.

Com maior oferta disponível, compradores reduziram a urgência nas aquisições, adotando uma postura mais seletiva nas negociações. Esse comportamento limitou novos avanços nos preços e gerou pressão sobre as cotações da variedade, que vinha acumulando ganhos expressivos ao longo dos últimos meses.

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A expectativa dos agentes é de que a evolução da oferta nas próximas semanas continue sendo um fator determinante para o comportamento do mercado.

Feijão preto mantém firmeza e sustenta valorização

Diferentemente do observado no mercado do feijão carioca, o feijão preto apresentou maior resistência à pressão vendedora e manteve sustentação nos preços.

A menor disponibilidade do produto e a continuidade da demanda em determinados mercados contribuíram para preservar o movimento de valorização registrado ao longo de maio.

Segundo o Cepea, o feijão preto intensificou sua trajetória de alta durante o mês, consolidando um dos melhores desempenhos recentes entre as principais categorias comercializadas no país.

Maio registra recordes históricos para o mercado de feijão

Os dados do Cepea/CNA mostram que maio foi um mês de forte valorização para o setor. As cotações do feijão carioca renovaram recordes nas médias mensais, enquanto o feijão preto registrou uma das mais intensas altas da série histórica.

De acordo com o levantamento, ambas as variedades apresentaram as maiores variações mensais desde o início da série de acompanhamento, em setembro de 2024.

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O resultado reflete um período marcado por oferta mais ajustada, demanda aquecida e menor disponibilidade de produto de qualidade superior em importantes regiões produtoras.

Perspectivas para o mercado

Para as próximas semanas, o mercado deverá acompanhar atentamente a evolução da oferta nas principais regiões produtoras e o comportamento dos compradores após o forte ciclo de valorização observado em maio.

A entrada de novos volumes no mercado poderá influenciar principalmente o feijão carioca, enquanto o feijão preto tende a continuar sustentado caso a disponibilidade permaneça limitada.

Apesar da desaceleração dos negócios no encerramento do mês, os fundamentos de mercado ainda indicam preços em patamares historicamente elevados, mantendo a atenção de produtores, atacadistas e varejistas em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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