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Tecnologia da Embrapa ajuda produtores a combater pragas e reduzir defensivos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acaba de dar mais um passo no avanço da agricultura de precisão no Brasil. Em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a instituição desenvolveu o MonitoraOeste — uma ferramenta digital gratuita que permite aos produtores do Oeste da Bahia monitorar, em tempo real, o risco de pragas e doenças nas lavouras de soja e algodão.

O sistema integra dados meteorológicos e informações coletadas no campo, como a captura de esporos e insetos em armadilhas, para gerar mapas de risco e alertas personalizados. Com isso, o agricultor pode decidir com mais precisão o momento certo de aplicar defensivos, evitando desperdícios e reduzindo a exposição desnecessária de plantas, solo e pessoas aos produtos químicos.

Mais do que um aplicativo, o MonitoraOeste representa uma mudança na lógica de manejo: sai o uso preventivo e generalizado de defensivos, entra o uso racional e localizado, guiado por dados. Entre os alvos monitorados estão a ferrugem asiática da soja, a mancha-da-ramulária no algodoeiro e o bicudo-do-algodão — praga que há décadas desafia a produção no cerrado baiano.

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A ferramenta está disponível em versão mobile para Android e iOS, e também em plataforma web, com visualizações por município, cultura e núcleo fitossanitário. Segundo a Embrapa, o sistema foi construído a partir de uma rede colaborativa entre pesquisadores, técnicos, produtores e instituições ligadas ao setor agrícola.

Além da Abapa, participam do projeto a Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento (Faped), o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), a Fundação Bahia, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), além de consultorias técnicas e diferentes unidades da Embrapa, como a Embrapa Algodão, Embrapa Soja e Embrapa Agricultura Digital.

A expectativa é que a adoção do MonitoraOeste cresça nos próximos ciclos, contribuindo não só para o aumento da produtividade, mas também para a redução de custos, riscos ambientais e emissões de gases de efeito estufa. Para os idealizadores, trata-se de um exemplo claro de como ciência, tecnologia e cooperação podem se traduzir em ganhos concretos para o campo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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