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Café: Arábica encontra suporte em preocupações asiáticas e fecha em alta

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O mercado futuro do café arábica encerrou o primeiro dia de negociações da semana com ligeiras valorizações nos principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).

Maio/24 registrou um aumento de 80 pontos, sendo negociado a 185,65 cents/lbp, enquanto julho/24 apresentou uma elevação de 90 pontos, alcançando 184,90 cents/lbp. O contrato de setembro/24 teve uma valorização de 95 pontos, sendo cotado a 184,50 cents/lbp, e dezembro/24 teve uma alta de 105 pontos, atingindo 184,20 cents/lbp.

O mercado permanece atento às condições climáticas no Brasil. No entanto, com os fundamentos ainda inalterados, o café arábica encontra suporte nas preocupações relacionadas à Ásia e na expectativa de uma demanda mais robusta em meio à melhoria da economia global.

Analistas afirmam que o momento continua favorável ao produtor, especialmente para as negociações visando a próxima safra. No entanto, espera-se que a volatilidade persista, pelo menos até o início da safra brasileira.

Em Londres, o café robusta apresentou um avanço mais significativo, ainda impulsionado pelas preocupações com a oferta. Julho/24 teve uma alta de US$ 62 por tonelada, sendo negociado a US$ 3326, enquanto setembro/24 registrou uma valorização de US$ 63 por tonelada, cotado a US$ 3253. Novembro/24 teve um aumento de US$ 59 por tonelada, atingindo US$ 3177, e janeiro/24 apresentou uma alta de US$ 53 por tonelada, alcançando US$ 3108.

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No Brasil, o dia foi marcado por poucas alterações nas principais praças de comercialização do país. O tipo 6 bebida dura bica corrida teve variações nas cotações em diferentes regiões, enquanto o tipo cereja descascado também apresentou oscilações, refletindo as condições do mercado local.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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