AGRONEGÓCIO

TecnoAgro 2026 projeta novo recorde de público e amplia vitrine tecnológica

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Chapadão do Sul (distante 333 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, realiza, de 17 a 19 deste mês a TecnoAgro 2026,com a expectativa de consolidar o evento entre as principais vitrines tecnológicas do agronegócio do Estado. A programação deve reunir mais de 100 empresas entre expositoras, parceiras e convidadas.

No ano passado, a feira recebeu mais de 21 mil visitantes, segundo a organização. Para 2026, a expectativa é superar esse número, impulsionada pelo aumento do número de expositores, pela ampliação da infraestrutura do parque tecnológico e pelo calendário favorável à comercialização de insumos para a safra 2026/27.

Embora a organização não divulgue oficialmente o volume financeiro movimentado, estimativas de mercado indicam que eventos de porte semelhante no Centro-Oeste costumam registrar negócios na casa de centenas de milhões de reais, considerando vendas de máquinas, implementos, sementes, defensivos, sistemas de irrigação e serviços financeiros. Em edições anteriores, expositores relataram crescimento consistente no volume de propostas fechadas e encaminhadas durante e após a feira, refletindo o ambiente de crédito rural e o desempenho da safra.

Realizada há quase três décadas, a TecnoAgro consolidou-se como plataforma de difusão de tecnologia aplicada à produção de soja, milho, algodão e pecuária — cadeias que sustentam o dinamismo econômico da região nordeste de Mato Grosso do Sul.

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A cada edição, a Fundação Chapadão promove melhorias estruturais no parque tecnológico, com foco em logística interna, segurança, conforto e ampliação das áreas demonstrativas. O objetivo é oferecer condições adequadas para demonstrações de campo, vitrines de cultivares e apresentação de soluções em agricultura de precisão, biotecnologia e manejo sustentável.

Para 2026, o cenário de mercado é marcado por custos ainda pressionados em alguns insumos, mas com expectativa de recomposição de margens em culturas como soja e milho, dependendo do comportamento cambial e da demanda internacional. Esse contexto tende a estimular decisões estratégicas de investimento em tecnologia, elevando a relevância de feiras regionais como ambiente de comparação técnica e negociação direta com fornecedores.

Está confirmada a participação do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de representantes de entidades do setor produtivo e autoridades estaduais e municipais. A feira conta com apoio do Governo do Estado, por meio da SEMADESC, da Fundect, além de parcerias com Aprosoja/MS, Famasul, Senar/MS, Sindicato Rural de Chapadão do Sul e Ampasul.

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A presença institucional reforça o peso estratégico do agronegócio na economia sul-mato-grossense. O Estado está entre os principais produtores nacionais de soja e milho e amplia, ano após ano, sua participação em mercados internacionais, sustentado por ganhos de produtividade e incorporação tecnológica.

Com mais de 100 empresas confirmadas e programação técnica voltada à inovação, a TecnoAgro 2026 deve funcionar como termômetro das intenções de investimento do produtor rural para o próximo ciclo agrícola. Em um ambiente de maior seletividade no crédito e busca por eficiência operacional, a tendência é que o foco esteja em tecnologias capazes de reduzir custos por hectare e elevar produtividade.

SERVIÇO

TecnoAgro 2026
📍 Fundação Chapadão – BR-060, Km 11
📌 Chapadão do Sul (MS)
📅 17 a 19 de março de 2026

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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