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Taxa de Desemprego da OCDE Estável em 5% em Julho de 2024

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A taxa de desemprego nos países que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) manteve-se estável em 5% durante o mês de julho de 2024. Em relação ao mês anterior, junho, o índice não apresentou variação em 16 nações do bloco, registrou queda em 9 e alta em 7. Entre os membros, seis países reportaram taxas de desemprego inferiores a 3%, enquanto a Espanha se destacou por ser o único país com índice de dois dígitos.

O número total de desempregados na OCDE teve um leve aumento, atingindo 34,8 milhões de pessoas, com as maiores altas observadas no Japão e nos Estados Unidos.

Na União Europeia e na zona do euro, as taxas de desemprego mantiveram-se em mínimos históricos de 6% e 6,4%, respectivamente, em julho. Na Alemanha, a taxa permaneceu inalterada em 3,4%. Fora do continente europeu, o Japão e os Estados Unidos registraram aumentos em seus índices de desemprego durante o mês, enquanto a maioria dos demais países da OCDE apresentou estabilidade ou quedas nos números.

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No mês seguinte, agosto, a taxa de desemprego nos Estados Unidos pouco variou, mantendo-se em 4,2%, enquanto no Japão houve uma elevação para 2,7%. De maneira geral, a taxa de desemprego na OCDE seguiu praticamente estável tanto para homens quanto para mulheres, com índices de 4,9% e 5,2%, respectivamente, em julho de 2024. Embora o desemprego feminino tenha superado o masculino no bloco, na União Europeia e na zona do euro, o cenário se inverteu em 55% dos 38 países da OCDE.

No que diz respeito às faixas etárias, a taxa de desemprego entre os jovens, de 15 a 24 anos, e os trabalhadores com mais de 25 anos, também manteve-se estável. Entretanto, o desemprego juvenil segue elevado, alcançando 20% ou mais em 10 países da OCDE.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Itália acelera importação de frutas tropicais e entra na disputa global por manga e abacate

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Mercado de frutas tropicais cresce e impulsiona nova estratégia agrícola na Itália

O crescimento do mercado global de frutas tropicais vem redesenhando a dinâmica do agronegócio europeu e posicionando a Itália como um dos principais polos emergentes de consumo e importação de manga e abacate. O movimento ganhou destaque durante o último dia da Macfrut 2026, realizada em Rimini, onde especialistas, varejistas e pesquisadores discutiram o avanço dessas culturas.

O interesse crescente do consumidor europeu e o aumento dos investimentos ao longo da cadeia produtiva têm ampliado as oportunidades para países produtores e também para regiões italianas, especialmente o Sul do país, que avalia a expansão do cultivo em meio às mudanças climáticas.

Importações crescem mais de 400% e consolidam novo padrão de consumo

Durante o seminário “Mango and Avocado Explosion”, o diretor da Fruitimprese, Pietro Mauro, apresentou dados que evidenciam a forte expansão do mercado italiano.

A Itália já ocupa a 7ª posição entre os maiores importadores de manga da Europa, com crescimento de 412% em volume entre 2011 e 2025 e alta de 556% em valor no mesmo período. Nos últimos cinco anos, o avanço foi de 80% em volume e 67% em valor.

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No caso do abacate, o país figura como o 5º maior importador europeu, com expansão de 367% em volume nos últimos 15 anos e salto de 700% em valor. Entre 2020 e 2025, o crescimento foi de 142% em volume e 144% em valor.

Consumo interno confirma tendência de expansão

O aumento da demanda também se reflete no comportamento do consumidor italiano. Entre 2024 e 2025, as compras de manga cresceram 67% em volume e 60% em valor, mesmo com leve queda de 4% nos preços.

Já o abacate apresentou desempenho ainda mais expressivo, com alta de 39% em volume e 40% em valor, enquanto os preços permaneceram praticamente estáveis, indicando maior acessibilidade e consolidação do produto no mercado.

Produção no Sul da Itália pode ganhar força com clima favorável

Segundo o professor Paolo Inglese, do Departamento de Ciências Agrárias, Alimentares e Florestais da Universidade de Palermo, o avanço das culturas tropicais na Itália — especialmente na Sicília — pode estruturar uma cadeia produtiva mais competitiva.

A estratégia estaria baseada em três pilares: qualidade, cadeias curtas de distribuição e sustentação de preços. No entanto, o especialista alerta que o setor ainda enfrenta desafios relacionados à mudança climática e à adaptação das culturas tropicais ao ambiente mediterrâneo.

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Varejo amplia participação de manga e abacate nas gôndolas

No setor de varejo, o crescimento das frutas tropicais também já é evidente. Representantes da Coop e da Conad destacaram a forte expansão das vendas.

Segundo Fabio Ferrari, responsável nacional pelo setor de frutas e importação da Coop, o abacate registrou crescimento de 60% em volume nos últimos quatro anos.

Já Nicola Buoso, comprador sênior de frutas exóticas da Conad, destacou que o abacate já ultrapassou o abacaxi em faturamento dentro da categoria de frutas exóticas, consolidando sua posição como um dos produtos mais relevantes do segmento.

Tendência global reforça nova fronteira do agronegócio

Os dados apresentados na Macfrut 2026 reforçam que manga e abacate deixaram de ser produtos de nicho na Europa e passaram a integrar um mercado em plena expansão.

Com o avanço do consumo, o crescimento das importações e o interesse em produção local, a Itália se consolida como um dos novos centros estratégicos da cadeia global de frutas tropicais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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