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Tarifa de 50% dos EUA contra o Brasil viola regras da OMC, afirma FGVAgro

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Em comunicado assinado pelos pesquisadores Angelo Gurgel, Cícero Lima e Leonardo Munhoz, a FGVAgro alertou que a tarifa de 50% anunciada pelo governo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, contra produtos brasileiros viola normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente o princípio da nação mais favorecida.

“A jurisprudência da OMC já condenou medidas similares por configurarem abuso da exceção de segurança nacional”, destaca a nota da instituição.

Uso da IEEPA ultrapassa limites legais, diz FGVAgro

O comunicado ainda questiona o uso da IEEPA (Lei sobre os Poderes Econômicos em caso de Emergência Internacional) como justificativa para a adoção da tarifa. Segundo os pesquisadores, a medida excede os poderes legais do Executivo norte-americano e fere o princípio da separação entre os poderes.

Estados Unidos: parceiro comercial estratégico para o Brasil

De acordo com a FGVAgro, os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil.

  • Em 2024, o país respondeu por 12% das exportações brasileiras e por cerca de 15,5% das importações.
  • 30% das exportações brasileiras para os EUA vêm do agronegócio, somando US$ 12,1 bilhões.
  • Produtos brasileiros como suco de laranja (10,94%) e açúcar (19,79%) já enfrentam altas tarifas de importação.
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Em contrapartida, os EUA representam apenas 2,5% das importações agrícolas brasileiras, focadas principalmente em insumos.

Impactos econômicos do tarifaço de 50%

A aplicação da nova tarifa pode ter efeitos expressivos na economia dos dois países.

A FGVAgro projeta uma queda de 0,16% no PIB brasileiro, enquanto o impacto nos EUA seria de 0,03%.

Em caso de retaliação por parte do Brasil, a retração pode chegar a 0,41% no PIB brasileiro e a 0,08% nos EUA.

As exportações brasileiras de alimentos para os EUA podem sofrer redução de até 75% com a entrada em vigor da tarifa.

A FGVAgro reforça que a medida anunciada por Trump não apenas contraria regras internacionais, como também pode desencadear um efeito negativo relevante para o comércio bilateral, principalmente para o setor agroexportador brasileiro. O cenário ainda é de alerta, especialmente diante da possibilidade de escalada nas tensões comerciais e respostas retaliatórias por parte do governo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC

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O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.

Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja

Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.

Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:

  • Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
  • Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
  • Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte

Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.

Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026

No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.

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Entre os destaques:

  • Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
  • Milho: 2,75 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores

No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.

Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações

Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:

  • Janeiro: alta expressiva nos embarques
  • Março e abril: consolidação do crescimento
  • Fevereiro: leve recuo pontual

Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja brasileira

A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:

  • China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
  • Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
  • Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
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No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.

Logística e demanda sustentam desempenho do agro

O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:

  • Safra robusta
  • Demanda internacional aquecida
  • Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte

A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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