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Tabaco garante renda acima da média e sucessão no campo, aponta pesquisa no RS

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Durante reunião da Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP 11, realizada nesta sexta-feira (26) em Candelária (RS), dados apresentados reforçaram a importância da cadeia produtiva do tabaco para a sucessão familiar no campo e para a geração de renda. O encontro foi liderado pelo deputado estadual Marcus Vinicius e contou com a presença de lideranças políticas, produtores e representantes do setor.

Participação e debates em Candelária

O evento reuniu autoridades como o secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, o deputado federal Marcelo Moraes, a deputada estadual Kelly Moraes e o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker. Também estiveram presentes sindicatos, lideranças regionais e produtores.

Entre os painelistas, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, abordou os “Impactos sociais e sucessão familiar no campo”, destacando as perspectivas e desafios enfrentados pela cadeia produtiva.

Contexto nacional da sucessão rural

Segundo o Censo Agropecuário 2017 do IBGE, 72% dos produtores brasileiros tinham mais de 45 anos, e a maioria não possuía sucessores definidos. Apenas 30% das propriedades rurais chegam à segunda geração, e somente 5% ultrapassam a terceira, demonstrando a fragilidade da sucessão na agricultura familiar.

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Tabaco apresenta cenário mais positivo

Em contrapartida, a pesquisa Perfil Socioeconômico dos Produtores de Tabaco da Região Sul do Brasil, realizada pelo CEPA/UFRGS em 2023, revelou que 68,2% dos produtores de tabaco têm sucessores dentro da família — índice bem acima da média nacional.

Do total, 41,8% dos jovens pretendem permanecer na propriedade cultivando tabaco, enquanto 24,2% descartam seguir com a atividade e 34,1% ainda não decidiram.

Para Valmor Thesing, esse resultado está diretamente ligado à rentabilidade da cultura: “Os números demonstram que o tabaco possui maior capacidade de retenção de sucessores, muito em função da alta renda e da qualidade de vida que proporciona às famílias produtoras”.

Renda e qualidade de vida no setor

O levantamento do CEPA/UFRGS também mostrou que os produtores de tabaco têm renda muito superior à média nacional, com quase 80% deles pertencendo aos estratos sociais A e B.

Além do ganho por hectare, outros fatores impulsionam a continuidade no setor, como o modelo de produção integrada, que assegura assistência técnica, fornecimento de insumos e garantia de compra da produção — aspectos que fortalecem a viabilidade de pequenas propriedades.

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Desafios e preocupações com a CQCT

Apesar dos resultados positivos, Thesing alertou para possíveis impactos da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). Segundo ele, medidas que desconsiderem a realidade produtiva do Brasil podem prejudicar a cadeia.

“Países concorrentes têm aumentado substancialmente seus volumes de produção. Muitos não ratificaram a Convenção-Quadro e recebem subsídios diretos de seus governos, em contraste com o tratamento dado aos produtores brasileiros”, destacou.

Próximos passos da Subcomissão

A reunião em Candelária integra uma série de encontros já realizados em Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Rio Pardo, Barão do Triunfo e Camaquã. As propostas discutidas serão consolidadas em um relatório da Subcomissão, que servirá de base para a atuação junto aos governos estadual e federal e nas negociações internacionais relacionadas à COP 11.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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