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Suinocultura brasileira encerra 2025 com recordes e margens históricas; setor projeta novo ciclo de crescimento em 2026

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Produção e consumo de carne suína atingem níveis recordes no Brasil

O setor de suinocultura encerrou 2025 com crescimento expressivo em praticamente todos os indicadores. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o ano foi marcado por recordes em abates, produção, exportações e consumo interno, consolidando-se como um dos períodos mais prósperos para a atividade no país.

Os preços do suíno vivo mantiveram-se estáveis no fim do ano, em torno de R$ 8,90 por quilo (referência em São Paulo), com equilíbrio sustentado por uma demanda externa consistente e um mercado doméstico aquecido, impulsionado pelo aumento do consumo de proteínas animais no quarto trimestre.

Exportações de carne suína crescem 12% em 2025

Mesmo após uma desaceleração em novembro, quando os embarques somaram 92 mil toneladas, o mês de dezembro registrou 118,6 mil toneladas exportadas, um salto de 25,6% em relação ao mês anterior.

Com isso, o quarto trimestre de 2025 encerrou com alta de 5,8% nas exportações frente ao mesmo período de 2024, e o acumulado do ano mostrou avanço de 12%.

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O desempenho reflete a força competitiva da carne suína brasileira, que segue ampliando presença em mercados estratégicos, sustentada por preços competitivos e qualidade do produto.

Produção e consumo interno também batem recordes

Do lado da oferta, a suinocultura brasileira registrou crescimento de 3% nos abates no quarto trimestre de 2025 e deve encerrar o ano com alta de 3,5%.

Com carcaças mais pesadas, a produção total de carne atingiu 5,6 milhões de toneladas, aumento de 4,7% em relação a 2024 — o maior volume da história.

Esse avanço permitiu que o consumo doméstico também atingisse recorde, chegando a 4,1 milhões de toneladas, impulsionado pela oferta ampla e preços competitivos frente a outras proteínas.

Com margens médias de 25% em 2025 — o maior patamar em duas décadas —, o Itaú BBA classifica o período como um dos melhores anos da história da suinocultura nacional.

Custos de produção e cenário internacional favorecem 2026

O relatório aponta que 2026 começa com preços internos acomodados, mas margens sustentadas por custos de ração mais baixos. O bom desempenho das lavouras de milho e soja no Brasil e em outros países da América do Sul deve manter o cenário favorável ao produtor.

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Para o próximo ano, o Itaú BBA projeta crescimento de 2% na produção de carne suína e alta de 5% nas exportações, o que deve abrir espaço para um leve aumento no consumo interno.

Desafios e oportunidades para o comércio internacional

O Brasil deve se beneficiar da estagnação da produção americana e da retração europeia, ganhando competitividade em mercados como Japão, Filipinas, Vietnã e países da América do Sul.

Por outro lado, China e México devem representar desafios em 2026.

A China, que foi o segundo principal destino da carne suína brasileira em 2025, enfrenta excesso de oferta interna, o que pode limitar novas compras. Já o México, que importou 77 mil toneladas em 2025, reduziu o potencial de expansão após fixar cotas de importação de 51 mil toneladas para países sem acordo de livre comércio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio brasileiro pode ampliar liderança global com proteína animal, tecnologia e biocombustíveis, afirma presidente da ABAG

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O agronegócio brasileiro reúne condições únicas para ampliar sua participação no mercado internacional de alimentos, proteínas e energia renovável. A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Ingo Plöger, durante o Veja Fórum Agro 2026, realizado nesta segunda-feira (16), em São Paulo.

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, novas barreiras comerciais e crescente preocupação com a segurança alimentar, Plöger destacou que o Brasil possui vantagens competitivas relevantes para atender à demanda mundial por alimentos de forma eficiente e sustentável.

Segundo ele, a capacidade de integrar diferentes etapas da cadeia produtiva permite ao país atender consumidores de diversos mercados com produtos adaptados às mais variadas exigências.

Brasil se consolida como fornecedor estratégico de alimentos e proteínas

Durante o painel “Novas Oportunidades no Agro Brasileiro”, que reuniu representantes do setor público, pesquisadores e lideranças do agronegócio, o presidente da ABAG ressaltou que poucos países possuem a mesma capacidade brasileira de produzir alimentos em larga escala, com diversidade e competitividade.

Para Plöger, a combinação entre produtividade, tecnologia e eficiência logística coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar sua presença no comércio internacional, especialmente em segmentos ligados à proteína animal.

O executivo destacou ainda que a crescente demanda global por alimentos reforça a importância estratégica do agronegócio brasileiro para a segurança alimentar mundial.

Internacionalização da tecnologia agrícola é próxima fronteira

Além da exportação de commodities agrícolas, Plöger defendeu que o Brasil avance na exportação de conhecimento e inovação desenvolvidos para a agricultura tropical.

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Na avaliação do dirigente, um dos próximos passos estratégicos para o país será ampliar a atuação internacional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), levando tecnologias adaptadas às condições tropicais para outras regiões do mundo.

A África foi apontada como um dos mercados com maior potencial para receber cooperação técnica e transferência de conhecimento brasileiro, em função de suas características climáticas e de seu potencial de expansão produtiva.

Segundo o presidente da ABAG, a experiência acumulada pelo Brasil ao longo das últimas décadas na transformação de áreas tropicais em regiões altamente produtivas representa um diferencial competitivo que pode gerar novas oportunidades econômicas e diplomáticas.

Produção de alimentos e biocombustíveis caminham juntas

Outro destaque da participação de Plöger foi a defesa do modelo brasileiro de integração entre produção de alimentos, proteína animal e biocombustíveis.

O executivo argumentou que a experiência brasileira demonstra ser possível ampliar a produção de energia renovável sem comprometer a oferta de alimentos. Pelo contrário, os sistemas produtivos adotados no país permitem ganhos de eficiência e aproveitamento de coprodutos.

O milho foi citado como exemplo dessa integração, uma vez que a cultura abastece simultaneamente a indústria de etanol, a produção de proteína animal e diversos segmentos da cadeia alimentar.

De acordo com Plöger, essa característica diferencia o Brasil em debates internacionais sobre sustentabilidade e transição energética, especialmente diante das discussões sobre redução das emissões de carbono.

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Agro impulsiona desenvolvimento regional e geração de oportunidades

Ao abordar os impactos econômicos e sociais do setor, o presidente da ABAG ressaltou que o agronegócio tem desempenhado papel fundamental na geração de renda, empregos e oportunidades em diferentes regiões do país.

Segundo ele, estados e municípios com forte dinamismo agropecuário vêm registrando crescimento econômico, atração de mão de obra qualificada e fortalecimento de pequenos e médios empreendimentos.

O executivo destacou ainda que grande parte da população brasileira vive em cidades de médio porte diretamente conectadas às cadeias produtivas do agronegócio, reforçando a importância do setor para o desenvolvimento regional.

Visão estratégica para as próximas décadas

Para a ABAG, o fortalecimento da competitividade, da inovação e do empreendedorismo será determinante para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro nas próximas décadas.

Plöger afirmou que o setor deve ser tratado como uma política de Estado, dada sua relevância para a economia nacional, para a geração de empregos e para a inserção do Brasil no comércio internacional.

Na avaliação do dirigente, o agronegócio continuará sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do país, consolidando sua posição estratégica tanto para o mercado interno quanto para a segurança alimentar global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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