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Sucuri recebe primeira audiência pública da história e marca novo momento de diálogo em Cuiabá

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O Distrito do Sucuri, a apoximadamente 11 quilômetros do centro de Cuiabá, viveu uma noite considerada histórica nesta quarta-feira, ao sediar, pela primeira vez, uma audiência pública com a presença do prefeito Abilio Brunini e de secretários municipais para discutir o novo Plano Diretor da capital. Durante três horas, moradores, lideranças e autoridades participaram de um amplo debate com espaço para apresentação, esclarecimentos e troca direta de ideias.

Com cerca de 7 mil habitantes, o distrito foi incluído na agenda de encontros que a Prefeitura vem promovendo em diferentes regiões urbanas e rurais, ampliando a participação popular na construção das diretrizes que vão orientar o crescimento da cidade nos próximos anos.

Durante a audiência, o prefeito Abilio Brunini apresentou pontos do Plano Diretor, respondeu dúvidas e detalhou como o planejamento urbano será executado. Ele reforçou que a presença da gestão no distrito demonstra compromisso com o desenvolvimento equilibrado da cidade. “Se estamos aqui, debatendo pela primeira vez na história o plano diretor nessa comunidade, é porque temos real interesse de fazer com que essa região, assim como todas as outras, avancem de forma igual em Cuiabá”.

O prefeito também explicou que a execução de projetos depende da integração entre instrumentos como Plano Diretor, Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual LOA, e destacou a importância da corresponsabilidade entre poder público e moradores. Entre as ações mencionadas, estão investimentos em arborização, infraestrutura e organização urbana.

A realização da audiência no Sucuri foi destacada como um marco institucional. Para o coordenador-geral do distrito, Miguel Jorge Silva Moraes, o encontro simboliza uma mudança na relação entre gestão pública e comunidade. “Esta audiência pública é um marco para o distrito de Sucuri, pois nunca houve um evento específico para tratar do Plano Diretor aqui. É essencial trazer a população para perto da gestão para que o poder público sinta, de fato, as necessidades da comunidade”, afirmou.

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Segundo ele, a atuação da subprefeitura tem buscado transformar demandas históricas em ações concretas, com foco em infraestrutura, saneamento e espaços de lazer, incluindo a análise para construção de um miniestádio, antigo desejo dos moradores.

O secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Botura Portocarrero, avaliou o encontro como positivo e destacou o engajamento da população. “A participação da comunidade demonstra o interesse em um trabalho mais amplo, que é o Plano Diretor de toda a cidade. Discutimos questões que impactam diretamente a região, sempre com o foco em uma cidade voltada para as pessoas”, disse.

Ele também ressaltou que o diálogo no Sucuri representa o início de uma série de discussões regionais, reforçando a importância de compreender as características culturais e urbanas de cada localidade.

Voz da comunidade

Moradores participaram ativamente do debate, apresentando demandas e avaliando positivamente a iniciativa. A empresária Marilene Cavalcante de Almeida destacou a importância de ser ouvida e apontou a necessidade de arborização e melhorias na gestão de resíduos.

Já o aposentado Cláudio Marques de Almeida ressaltou a regularização fundiária como prioridade, enquanto o microempresário Jackson Mariano de Carvalho destacou o potencial de crescimento da região, impulsionado por novos investimentos.

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Para o comerciante Marçal Watanabe, o momento representa avanço no planejamento urbano. “A iniciativa mostra que a população está sendo ouvida. Com as melhorias certas, a região tem grande potencial de crescimento”.

A proposta do Plano Diretor já está disponível para consulta pública e envio de sugestões por toda a sociedade no link: https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/23/outros/2026-04-23-15-00-plano-diretor-2026-69ea6c6716c34.pdf A iniciativa busca garantir transparência e construção coletiva das políticas urbanas.

Próximos encontros

A audiência no Sucuri integra o cronograma de reuniões públicas que seguem nas próximas semanas:

30 de abril – Pedra 90 (Praça Ana Martinha da Silva) – 19h
04 de maio – CPA I (Ginásio Verdinho) – 19h
05 de maio – Dom Aquino (Ginásio Dom Aquino) – 19h
06 de maio – Distrito da Guia (Escola Benedita Xavier) – 19h

A proposta do Plano Diretor permanece disponível para consulta pública, permitindo que moradores, entidades e especialistas contribuam com sugestões.

A realização da audiência no Distrito do Sucuri reforça um movimento de aproximação entre gestão pública e população, marcado pelo diálogo direto, reconhecimento das realidades locais e construção coletiva de soluções. Para os moradores, além de um evento inédito, a iniciativa representa a possibilidade concreta de participar das decisões que impactam o futuro da região e da cidade como um todo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Milho: clima pressiona safrinha, B3 reage e mercado físico segue travado no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerra o dia com sinais mistos, refletindo um cenário típico de transição entre fundamentos climáticos e dinâmica de oferta. De acordo com análise atualizada da TF Agroeconômica, o avanço nos contratos futuros na B3 contrasta com a baixa liquidez no mercado físico, onde compradores seguem cautelosos e vendedores resistem a novas quedas.

Clima muda o rumo do milho e sustenta preços na B3

A principal variável no radar dos agentes é o clima. A preocupação com o desenvolvimento da segunda safra (safrinha) ganhou força após alertas sobre falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

A Conab destacou condições adversas em estados como Goiás e Minas Gerais, com registros de estresse hídrico. No Paraná, as temperaturas elevadas combinadas com chuvas irregulares começam a impactar o potencial produtivo, elevando o chamado “prêmio climático” nas cotações.

Esse cenário sustentou os preços na B3. O contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 68,77, com alta diária de R$ 0,56, embora ainda acumule leve recuo semanal. Já o julho de 2026 encerrou a R$ 69,82, com estabilidade no dia e ganho na semana. O setembro de 2026 avançou para R$ 72,05, refletindo maior sensibilidade às incertezas climáticas.

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Além do clima, o suporte veio também da valorização do dólar e do comportamento da Bolsa de Chicago, fatores que seguem influenciando diretamente a formação de preços no Brasil.

Mercado físico trava com baixa liquidez e cautela dos compradores

Apesar do suporte externo e climático, o mercado físico segue travado em diversas regiões do país, com poucos negócios efetivos.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negociações pontuais. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,18 e leve alta semanal. A menor disponibilidade em algumas áreas, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais acentuadas.

Em Santa Catarina, o impasse entre vendedores e compradores continua limitando os negócios. As pedidas giram próximas de R$ 75,00, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, as cotações oscilam entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços relevantes.

No Paraná, a pressão recente reforçou a postura defensiva do mercado. As indicações estão próximas de R$ 65,00, enquanto a demanda se posiciona em torno de R$ 60,00 CIF, ampliando o spread e dificultando o fechamento de negócios.

Oferta pressiona no Centro-Oeste, mas bioenergia limita quedas

No Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade de milho voltou a pressionar os preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. A entrada mais intensa de oferta no mercado físico mantém o viés negativo no curto prazo.

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Por outro lado, o setor de bioenergia segue atuando como importante canal de absorção da produção, ajudando a equilibrar parcialmente o mercado. Ainda assim, esse fator não tem sido suficiente para alterar de forma significativa o cenário de preços no curto prazo.

Perspectiva: clima segue como principal driver

A análise da TF Agroeconômica indica que o mercado deve continuar altamente sensível às condições climáticas nas próximas semanas. A definição do potencial produtivo da safrinha será determinante para o comportamento dos preços, especialmente na B3.

Enquanto isso, o mercado físico tende a permanecer com baixa liquidez, à espera de maior clareza sobre a oferta e de melhores oportunidades de negociação.

Em resumo, o milho no Brasil vive um momento de transição: sustentado pelo risco climático nos futuros, mas ainda travado pela cautela e pela dinâmica de oferta no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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