AGRONEGÓCIO

STF mantém restrições para compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro no Brasil

Publicado em

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a compra de terras rurais por empresas controladas por capital estrangeiro recolocou o tema no centro das discussões jurídicas e econômicas do agronegócio brasileiro. O entendimento da Corte reforça que o Brasil permite investimentos estrangeiros em imóveis rurais, mas mantém um rígido sistema de controle e fiscalização sobre essas operações.

Em análise publicada pelo advogado Henrique Costa de Seabra, doutorando em Direito Minerário e Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), a decisão do STF não cria novas restrições, mas consolida a interpretação de que as regras já existentes são constitucionais e devem ser aplicadas de forma uniforme em todo o país.

Constituição permite compra de terras, mas com limites

Segundo Henrique Costa de Seabra, a legislação brasileira não proíbe a aquisição ou o arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros. O que existe é um regime jurídico específico, fundamentado na proteção de interesses estratégicos nacionais.

A Constituição Federal autoriza que a lei estabeleça limites e condições para esse tipo de operação, considerando fatores como soberania territorial, segurança alimentar, política agrária e desenvolvimento econômico.

Na prática, investidores estrangeiros podem atuar no mercado de terras rurais brasileiro, desde que cumpram exigências legais relacionadas a autorização prévia, limites territoriais, controle por município e restrições em áreas consideradas estratégicas, como regiões de fronteira.

Leia Também:  Prefeitura firma parceria pela inclusão com ouvidor da Defensoria Pública
Empresas brasileiras com capital estrangeiro seguem sob restrições

Um dos principais pontos debatidos no julgamento envolve a aplicação da Lei nº 5.709/1971, que equipara empresas brasileiras controladas majoritariamente por capital estrangeiro às empresas estrangeiras para fins de aquisição de imóveis rurais.

De acordo com Henrique Costa de Seabra, isso significa que a simples abertura de uma empresa no Brasil não elimina automaticamente as restrições previstas na legislação.

Foi justamente esse entendimento que o STF confirmou ao julgar, em abril de 2026, a ADPF 342 e a ACO 2.463. Por unanimidade, os ministros validaram as limitações previstas na legislação para empresas brasileiras sob controle estrangeiro.

STF reforça uniformização nacional das regras

Além de manter a validade das restrições legais, o Supremo também anulou um parecer da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo que dispensava cartórios paulistas de aplicar determinadas exigências em operações envolvendo capital estrangeiro.

Para Henrique Costa de Seabra, a medida fortalece a uniformização nacional do tema e amplia a previsibilidade jurídica para investidores, produtores rurais, empresas e agentes do setor imobiliário.

Leia Também:  Produção de etanol nos EUA cai abaixo de 1 milhão de barris por dia

A decisão também reforça a necessidade de análise criteriosa em operações rurais que envolvam participação estrangeira, especialmente em relação à composição societária das empresas, extensão das áreas negociadas, localização dos imóveis e necessidade de autorizações administrativas.

Mercado de terras segue atrativo para capital internacional

O debate ganha ainda mais relevância diante do aumento global do interesse por ativos ligados à produção agrícola, mineração, energia e recursos naturais.

Segundo Henrique Costa de Seabra, o julgamento do STF demonstra que o Brasil continua aberto ao investimento estrangeiro no agronegócio, mas sob mecanismos de controle considerados estratégicos pelo Estado brasileiro.

A interpretação adotada pela Corte busca equilibrar abertura econômica e proteção de interesses nacionais, incluindo soberania territorial, segurança alimentar e prevenção da concentração fundiária.

Segurança jurídica ganha destaque no agronegócio

Para o mercado, a decisão do STF tende a oferecer maior segurança jurídica para futuras operações envolvendo terras rurais e capital estrangeiro.

Ao mesmo tempo, o entendimento deixa claro que investidores internacionais precisarão continuar observando rigorosamente a legislação brasileira, especialmente em operações relacionadas ao agronegócio, produção de alimentos, energia e exploração de recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeito e presidente do TCE vistoriam novo espaço para crianças de creche

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá iniciou os preparativos para transferir as crianças de uma creche da capital para uma nova estrutura localizada no anexo da Capela Nossa Senhora de Fátima. O novo espaço foi apresentado nesta quinta-feira (28), durante visita do prefeito Abilio Brunini e do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo.

A mudança ocorre após cobranças do órgão fiscalizador em relação a antiga unidade, que teve o contrato de aluguel vencido e a gestão decidiu não renovar. A nova estrutura passará por adequações antes do início das atividades, com previsão de entrega entre 30 e 60 dias, segundo a prefeitura.

O novo prédio conta com salas de aula, banheiros, pátio e cozinha destinada ao preparo da merenda escolar. De acordo com o prefeito Abilio Brunini, a gestão trabalha para concluir os reparos necessários e realizar a transição ainda no período de férias escolares, evitando impacto no calendário letivo das famílias.

Ao apresentar o cronograma da mudança, o prefeito destacou que a prioridade é garantir segurança e estrutura adequada para o atendimento das crianças.

Leia Também:  China amplia cultivo de milho transgênico, mas enfrenta entraves com testes inconsistentes e ceticismo interno

“Nossa meta é entregar o mais rápido possível, entre 30 e 60 dias. Se conseguirmos concluir os ajustes durante as férias, os alunos encerram o ciclo na unidade atual e retornam já neste novo espaço”, afirmou.

Segundo a prefeitura, o imóvel ainda receberá intervenções como troca de forro, instalação de aparelhos de ar-condicionado e reforço na segurança das salas de aula.

A antiga estrutura havia sido vistoriada pelo Tribunal de Contas e apresentava problemas de infraestrutura. Durante a visita à nova unidade, o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, relembrou as condições encontradas no prédio anterior.

Ao comentar a mudança para a nova estrutura, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, destacou a repercussão da fiscalização realizada na antiga unidade e a busca por uma solução para o atendimento das crianças.

“Mostramos a situação da creche e houve uma grande repercussão. Agora, estamos acompanhando a construção de uma solução para garantir um espaço adequado às crianças”, disse.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA