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Startup utiliza insumos orgânicos e traz novidade para a indústria agropecuária, agrícola, veterinária e outras

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O Brasil se tornou um celeiro de empresas que se dedicam ao desenvolvimento de soluções inovadoras para resolver desafios de vários setores econômicos. A cada dia, novas ideias saem do papel e dão a oportunidade de revolucionar produtos e serviços, facilitando o dia a dia das companhias e reduzindo impactos ambientais. Focada em setores como saúde, agropecuária, cuidados pessoais e sanitização médico-hospitalar, a Beeotec, startup focada em biotecnologia, vem se destacando nos últimos tempos, utilizando a ciência para desenvolver demandas reais, com a utilização de insumos da biodiversidade brasileira para criar ativos para essas indústrias, por meio da química verde.

Criada em 2021, em Curitiba (PR) , a partir da incorporação de outra startup de Santa Rita do Sapucaí (MG), como uma sociedade anônima e tendo a governança como um de seus pontos altos de gestão, além de capital próprio, a Beeotec nasceu das mãos de cinco sócios com ampla experiência em diversos mercados (atualmente são 11 sócios estratégicos distribuídos nas unidades de negócio) – que foram em busca de tornar esses ativos escaláveis e sustentáveis, de forma natural, e lucrativos para seus clientes.

De acordo com Erlei Guimarães, sócio e CEO da empresa, o país é o melhor lugar para a prática desse tipo de inovação, graças à sua forte biodiversidade. “Há um aumento significativo da demanda por ativos sustentáveis, refletindo uma maior conscientização dos consumidores e uma regulação que se consolida nacional e internacionalmente a cada dia. Temos uma infinidade de insumos com grande potencial para ajudar as empresas a desenvolver seus negócios, por meio da aplicação de tecnologia, que pode contribuir para que o Brasil se torne um polo importante de inovações sustentáveis”, diz.

Um dos grandes feitos da Beeotec foi a criação do Beeocitrix®°, IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) / insumo produzido a partir do aperfeiçoamento do processo de diluição da própolis e outros fitoterápicos em água, que tem como ponto alto uma baixa toxicidade para seres humanos. Inicialmente pensado para a ser aplicada na área hospitalar, como um ingrediente sanitizante de alto nível, graças aos investimentos em pesquisas feitos pela deep tech, descobriu-se a possibilidade de desenvolvimento de múltiplas formulações para outras atividades, que se tornaram áreas de negócios da empresa.

Erlei destaca que a Beeotec atua junto às indústrias por meio da prática de inovação aberta, com o licenciamento da tecnologia e fornecimento do IFA Beeocitrix®, cuja patente já foi depositada em 47 países e encontra-se em processo de aprovação regulatória junto ao MAPA e ANVISA. “Isso permite que o país avance de sua tradicional e reconhecida vocação de exportador de commodities para produtor e exportador de produtos processados localmente com alto valor adicionado, gerando renda e empregos no Brasil e elevando seu papel de importante ator no desenvolvimento de soluções sustentáveis”. Além disso, amplia o espectro de atuação, podendo exportar produtos para os cinco continentes, mercados que têm uma regulação rígida no que diz respeito à toxicidade dos produtos que chegam até lá de outros países.

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As principais apostas

Na área de saúde humana, a Beeotec atua por meio da BeeHealth, que, utilizando o insumo à base de própolis possibilitou o desenvolvimento de potentes sprays bucal e nasal para tratamento das principais síndromes respiratórias como sinusite, rinite, covid-19, Influenza, Tuberculose, entre outras. “Isso ajuda a reduzir a quantidade de internações mais longas e mortalidade por conta dessas doenças”, ressalta Guimarães.

No segmento veterinário, a BeeVet é focada em saúde animal e oferece um suplemento que se destaca por promover maior imunidade, digestibilidade e controle de doenças para o gado bovino (e também em aves e suínos), além de contribuir para reduzir a baixa emissão de metano entérico (através do trato digestivo), um dos principais emissores de gases de efeito estufa no Brasil, que é considerado o terceiro país que mais emite esse tipo de poluente. Erlei enfatiza que o produto vem de encontro ao esforço das grandes indústrias mundiais do setor de proteína animal em investir em iniciativas para reduzir o impacto disso em suas atividades, alcançando o objetivo de obter um rebanho neutro em carbono segundo diretrizes globais. “Essa tecnologia pode ajudar especialmente em relação à inclusão de aditivos nas dietas dos animais, reduzindo a emissão de metano entérico”. Por conta da inovação de seu produto, a Beeotec foi a única empresa brasileira selecionada para participar do programa australiano “Less Methane”, com o intuito de mitigar a emissão dos gases. “Na primeira fase do projeto, tivemos o segundo melhor resultado global em testes se comparado a mais de 30 produtos globais avaliados”, enfatiza.

Na agropecuária, a BeeAgro desenvolveu o BeeoGarden°, um bioestimulante que ajuda a aumentar a resistência sistêmica das plantas, e o BeeoFruit°, um adjuvante retardante de amadurecimento de frutas. “O BeeoGarden° tem apresentado excelentes resultados em 3 anos de testes de campo em cafezais, apresentando maior resistência às condições climáticas adversas, como é o caso das secas e geadas, redução da ferrugem e melhoria da qualidade da bebida, proporcionando aumento de até 31% na produtividade”, diz Erlei. Além disso, propicia redução de custos de colheita, com a maior saúde e qualidade dos frutos e bebida “No caso dos cafeicultores, o ganho por hectare pode chegar a R$25 mil, segundo nossas avaliações”.

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Já o BeeoFruit°, de acordo com o CEO da deep tech, surgiu por conta da demanda da indústria de bananas – o Brasil é o quarto maior produtor mundial da fruta, com 7 milhões de toneladas/ano. “O país exporta apenas 1% da produção por via aérea por conta do prazo curto de qualidade do produto. Em testes realizados com a aplicação do insumo, as bananas levaram cerca de quatro semanas para amadurecer, preservando a qualidade das frutas”. E demonstrou poder substituir sanitizantes e fungicidas químicos utilizados no processo de higienização pós-colheita, reduzindo as restrições regulatórias para levar o produto para o mercado externo.

Na área de cuidados pessoais, encontram-se em testes finais com parceiros da indústria e com resultados muito positivos e surpreendentes, inovadoras formulações em âmbito global, como um protetor solar natural em base aquosa, com FPS até 60, que é absorvido rápida e naturalmente pela pele, não saindo na água e nem deixando sensação de oleosidade, principal queixa dos produtos tradicionais.

Tudo isso com base, também, em alicerces de sustentabilidade ambiental e social. Com o apoio do Governo do Paraná, Beeotec apóia um importante projeto de fomento ao ecossistema de biotecnologia verde. Seu objetivo é, em até 5 anos, possibilitar que famílias em situação de vulnerabilidade efetuem o manejo de até 45 mil colméias para produção de própolis, gerando-lhes renda digna e com potencial de retirar até 30% das famílias do litoral paranaense da linha de extrema pobreza.

Reconhecimento no mercado

No dia 18 de outubro, a Beeotec ficou em 7º lugar na categoria Biotech Startups no ranking promovido pela 100 Open Startups, organização que anualmente elege as 100 startups do Brasil mais ativas em inovação aberta com as grandes empresas.

Na edição 2023, 4177 startups, 5348 corporações, 908 agentes do ecossistema e 244 cidades se inscreveram e foram auditadas pela organização. “Não poderíamos estar mais felizes. É uma honra para nós termos alcançado uma posição de tamanho destaque entre tantas startups com imenso potencial de negócios. A partir de agora, fazemos parte do maior ranking corporativo de inovação aberta do Brasil”, diz Erlei.

Realizado pela 100 Open Startups desde 2016, o ranking é considerado a principal fonte para grandes empresas e investidores que estão em busca das startups mais atraentes para os negócios.

Fonte: Assessoria de Imprensa Beeotec

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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