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Curso especializado fortalece técnicas da equipe de proteção do Executivo Municipal

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Com sentimento de missão cumprida e uma nova consciência profissional, 25 agentes da Prefeitura de Cuiabá concluíram o Curso de Nivelamento de Segurança de Dignitários, realizado no Batalhão da ROTAM, no bairro Dom Aquino. A capacitação, inédita na capital, marcou um passo decisivo na estruturação do modelo de segurança institucional implantado pela atual gestão municipal.

Durante uma semana de atividades teóricas e práticas, os participantes, entre policiais militares que integram o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e motoristas da Prefeitura, vivenciaram treinamentos intensivos de direção evasiva e tática, tiro policial, doutrina de segurança de autoridades, inteligência protetiva e primeiros socorros em combate.

O curso, coordenado pelo secretário-adjunto municipal de Segurança Institucional, Hudson Leite de Campos, foi desenvolvido em parceria com a Polícia Militar de Mato Grosso e reuniu instrutores de elite de diferentes forças de segurança. “Na minha avaliação, os resultados foram plenamente atingidos. Conseguimos elevar o nível de proficiência técnica do GSI e despertar nos agentes a importância da atualização constante.

O secretário-adjunto, que é responsável pela segurança do prefeito, da primeira-dama, da vice-prefeita e de seus familiares, ressalta que a segurança institucional exige preparo permanente.

Desafios e vocação

Segundo Hudson, o principal desafio enfrentado foi conciliar a disponibilidade dos profissionais com as rotinas operacionais da segurança pública. “Há um esforço incontestável dos organizadores e dos próprios policiais, que se desdobram para estar presentes durante uma semana inteira de instruções. O comprometimento de todos foi o que garantiu o sucesso do curso”, observou.

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O secretário-adjunto também destacou os critérios que norteiam a escolha de agentes para atuar na segurança institucional. “O profissional de proteção precisa, antes de tudo, estar disposto a se arriscar em defesa da autoridade. É uma função que exige lealdade, profissionalismo, discrição, controle emocional, preparo físico e domínio técnico em situações de risco. É um trabalho de vocação e responsabilidade”, pontuou.

Da sala de aula à rotina operacional

O curso de nivelamento faz parte de um programa maior de padronização e profissionalização da segurança de dignitários. O objetivo é que o aprendizado adquirido em aula se traduza em práticas reais e conscientes. “Queremos que, no cotidiano, os agentes percebam os protocolos adequados e ajam com consciência situacional diante de diferentes cenários de risco. Esse é o passo que transforma o conhecimento técnico em doutrina operacional”, explicou Hudson.

Reconhecimento e próximos passos

O encerramento contou com agradecimentos ao major Thiago Pereira, superintendente da Casa Militar, e ao major Reiners, responsável pela instrução de tiro, que elogiou a iniciativa da Prefeitura e a dedicação dos participantes. “Essa parceria com a Casa Militar e com a Polícia Militar fortalece nossa base técnica e demonstra que a Prefeitura está comprometida em estruturar um modelo de segurança institucional sólido e moderno”, avaliou Hudson.

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Em sua fala final, o secretário-adjunto citou um versículo bíblico que resume o espírito da formação. “Como está em Provérbios 24:5: ‘O homem sábio é forte, e quem tem conhecimento consolida a sua força.’ Esse curso é justamente sobre isso: transformar conhecimento em força e preparo”.

Com a conclusão do nivelamento, o próximo passo será a implantação do Curso de Proteção de Dignitários, com 200 horas de duração, abrangendo simulações avançadas e módulos aprofundados sobre inteligência, contra-emboscada e condução de autoridades em situações críticas.

O objetivo, afirma Hudson, é consolidar uma equipe cada vez mais qualificada e pronta para atuar com técnica, prudência e humanidade. “Esse é o pontapé inicial da segurança institucional municipal, um trabalho técnico, humano e necessário, que marca uma nova fase na proteção das nossas autoridades e na valorização dos profissionais que se dedicam a essa missão”, concluiu.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra momento em que o instrutor de tiro palestra aos alunos do Curso de Nivelamento de Segurança Institucional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Trump taxa o Brasil por “trabalho escravo”, mas compra 30 vezes mais de “países suspeitos”

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Os Estados Unidos começaram a cobrar, nesta sexta-feira (24.07), uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de que o país não impediria de maneira efetiva a importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo.

Para parte das exportações brasileiras, a nova tarifa será somada à sobretaxa de 25% (veja aqui) que entrou em vigor na quarta-feira (22), elevando o adicional a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a cobrança acumulada alcança setores como calçados, máquinas e equipamentos, incluindo maquinário agrícola, peças, vestuário e produtos químicos não farmacêuticos. Café e suco de laranja ficaram isentos das duas medidas, enquanto a celulose será atingida somente pelos 12,5%. A incidência final dependerá do código tarifário de cada mercadoria.

O argumento norte-americano, porém, esbarra nos próprios números e mostra que a decisão é eminentemente política. Segundo levantamento do Global Slavery Index, elaborado pela fundação Walk Free e apresentado ao G20, os Estados Unidos importam anualmente US$ 169,6 bilhões em mercadorias suspeitas de terem sido produzidas com trabalho forçado e nenhum desses países foi sobretaxado. No caso brasileiro, o montante é de US$ 5,6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28,5 bilhões, ou seja 30 vezes mais.

A classificação da fundação Walk Free não significa que todas essas mercadorias tenham sido comprovadamente produzidas por trabalhadores escravizados, mas mostra que o mercado norte-americano permanece como um dos principais destinos mundiais de bens provenientes dessas cadeias que se utilizam de mão de obra escravizada.

Entre as compras dos Estados Unidos classificadas como de risco estão US$ 107,6 bilhões em eletrônicos procedentes principalmente da China e da Malásia. Também aparecem US$ 52,4 bilhões em roupas produzidas em países como China, Vietnã, Bangladesh, Índia e Malásia. A lista inclui ainda pescados, madeira e produtos têxteis.

Outra incoerência: a nova cobrança não proíbe a entrada dessas mercadorias. Os produtos originados em cadeias apontadas como vulneráveis ao trabalho forçado poderão continuar chegando aos Estados Unidos desde que os importadores paguem o imposto adicional.

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que “investigou” o Brasil não formalizou uma acusação de que os produtos brasileiros estão sendo fabricados com trabalho escravo. Apenas frisou que inexiste uma proibição de importação considerada suficientemente abrangente, para impedir que mercadorias produzidas nessas condições em terceiros países entrem no Brasil, e daqui cheguem aos Estados Unidos .

Essa foi uma forma de justificar o injustificável, já que o Brasil possui uma estrutura própria de repressão ao trabalho análogo à escravidão. O artigo 149 do Código Penal enquadra como crime situações envolvendo trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida. O país também mantém grupos móveis de fiscalização e um cadastro público de empregadores responsabilizados administrativamente, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão em mais de 8 mil ações fiscais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Somente em 2025, foram resgatadas 2.772 pessoas, enquanto as fiscalizações resultaram no pagamento de aproximadamente R$ 9,4 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias. A versão mais recente da Lista Suja foi atualizada em 14 de julho deste ano.

Esses números não significam que o problema esteja eliminado no território brasileiro. Eles demonstram, entretanto, que o país reconhece a existência das irregularidades, investiga denúncias, responsabiliza empregadores e retira trabalhadores das situações encontradas. O próprio relatório produzido pelo USTR registra manifestações apresentadas durante a investigação que destacaram a existência de uma estrutura legal e institucional consolidada no Brasil.

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Outro ponto que relativiza a justificativa humanitária está no amplo conjunto de exceções definido pelos Estados Unidos. Ficaram protegidas da nova tarifa matérias-primas que possam provocar desabastecimento, produtos capazes de gerar impactos econômicos mais amplos e mercadorias que não possam ser produzidas em quantidade suficiente no território norte-americano.

A lista de exceções alcança itens de interesse direto do agronegócio, como determinados produtos de origem animal, sementes, insumos para fertilizantes e defensivos, couros, madeira, café solúvel sem aromatização e volumes de açúcar importados dentro das cotas estabelecidas. Na prática, a aplicação da medida será determinada não apenas pelo argumento relacionado ao trabalho forçado, mas também pela necessidade de preservar o abastecimento e os custos da economia americana.

Para o agro brasileiro, o impacto será desigual. Produtos incluídos nas exceções poderão continuar entrando sem a nova cobrança, enquanto os demais ficarão sujeitos aos 12,5%. Nos casos em que a tarifa se somar à sobretaxa de 25% estabelecida em outra investigação comercial, a cobrança nominal poderá alcançar 37,5%, dependendo da classificação aduaneira de cada mercadoria.

O momento escolhido para colocar a medida em vigor também chama atenção. A nova tarifa começou a valer exatamente quando terminou a cobrança global temporária de 10% criada anteriormente pelo governo norte-americano. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as chamadas tarifas recíprocas, que variavam de 10% a 50%. Agora, Washington recorreu à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para recompor uma barreira de alcance semelhante sob outra fundamentação jurídica.

A coincidência entre o calendário eleitoral e o aumento das barreiras comerciais mostra que as tarifas norte-americanas deixaram de ser apenas um instrumento de política comercial e passaram a integrar o ambiente político brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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