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Equipes da Prefeitura atuam com rapidez e garantem atendimento seguro em Cuiabá

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Equipes da Prefeitura de Cuiabá realizaram um parto de emergência dentro de uma ambulância durante a transferência de uma gestante, na noite deste sábado, na capital. A ocorrência foi marcada por rapidez, técnica e emoção.

Por volta das 21h05, a gestante Marlice Dias Aguiar, moradora da região do Cinturão Verde, deu entrada na Policlínica do Pedra 90 já com sinais avançados de trabalho de parto. A Policlínica do Pedra 90 é gerenciada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, pela Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, e não é uma unidade estruturada para a realização de partos.

Após acolhimento e avaliação inicial, a equipe identificou cerca de 6 centímetros de dilatação e bolsa já rompida, quadro que indicava evolução rápida. Diante disso, foi iniciada imediatamente a preparação para transferência à maternidade de referência, o Hospital e Maternidade Santa Helena.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que situações como essa evidenciam o preparo das equipes. “Esse tipo de ocorrência mostra, na prática, a capacidade de resposta da nossa rede de saúde. Mesmo diante de um cenário inesperado e fora do ambiente hospitalar, os profissionais atuaram com rapidez, segurança técnica e sensibilidade, garantindo um desfecho positivo para mãe e bebê. É esse compromisso com a vida que orienta o nosso trabalho todos os dias.”

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A paciente recebeu medicação para alívio da dor, foi estabilizada e encaminhada em ambulância, acompanhada pelo médico especialista em urgência e emergência, Dr. Alexsandro Marques, além das enfermeiras Jaqueline e Núbia. Durante o trajeto, nas imediações da rotatória do Tijucal, próximo ao Atacadão, o trabalho de parto evoluiu para o período expulsivo. Sem tempo hábil para chegar à maternidade, a equipe decidiu realizar o parto dentro da ambulância.

O médico responsável pelo atendimento, Dr. Alexsandro Marques, ressaltou a complexidade da ocorrência. “Não se trata de uma situação corriqueira na prática da urgência e emergência, pois o parto extra-hospitalar exige tomada de decisão rápida, controle emocional, segurança técnica e atuação imediata diante de possíveis complicações maternas e neonatais.”

O pequeno Akiles Ferreira nasceu por volta das 21h20, com 43 centímetros e cerca de 2,3 kg, apresentando bom vigor e chorando logo após o nascimento. “Realizar esse procedimento dentro de uma ambulância, com recursos limitados e sob pressão, reforça a importância do preparo profissional e da capacidade de adaptação diante de cenários críticos”, completou o médico.

Em um momento de emoção, o pai, Jenivaldo Ferreira, acompanhou todo o procedimento e foi convidado a cortar o cordão umbilical do filho.

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O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, reforçou que, mesmo não sendo atribuição das policlínicas realizar partos, a equipe agiu com precisão. “Os profissionais demonstraram capacidade técnica e organização para conduzir uma situação crítica, garantindo um desfecho seguro para mãe e bebê.”

Após o parto, mãe e recém-nascido foram encaminhados ao Hospital e Maternidade Santa Helena, onde receberam atendimento complementar da equipe de plantão. Na unidade, o bebê foi novamente avaliado, pesado e medido, confirmando estado de saúde estável.

A avó paterna do recém-nascido, Francisca Norato Carvalho, emocionada, resumiu o sentimento da família. “Foi um susto muito grande, a gente ficou com o coração na mão, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Ver meu neto nascer com saúde, mesmo numa situação dessas, é uma bênção e uma alegria que não cabe no peito.”

O caso chama atenção por se tratar de um parto extra-hospitalar, situação de alta complexidade na urgência e emergência. Embora não seja rotina das policlínicas, a atuação rápida e humanizada da equipe foi essencial para transformar um momento crítico em uma história de superação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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