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Sorgo: Uma Alternativa Estratégica no Campo Brasileiro

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O sorgo, até então considerado uma opção secundária nas propriedades agrícolas brasileiras, tem mostrado um potencial crescente para se consolidar como uma alternativa vantajosa, especialmente diante das adversidades climáticas e da escassez de janelas para o cultivo de outras culturas. Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), a produção brasileira de sorgo dobrou nas últimas quatro safras, alcançando cerca de 5 milhões de toneladas e posicionando o Brasil como o terceiro maior produtor mundial do grão. A tendência de crescimento, segundo especialistas, deve se manter nos próximos anos.

Considerado uma opção versátil no campo, o sorgo tem se destacado como uma excelente alternativa para os produtores que enfrentam a dificuldade de conciliar o calendário de plantio com as mudanças climáticas, além de representar uma fonte adicional de renda. Wedersom Urzedo, engenheiro agrônomo e responsável pelo desenvolvimento de mercado da Advanta Seeds nas regiões de Minas Gerais e São Paulo, explica que, ao ser cultivado como segunda safra, o sorgo pode gerar uma rentabilidade superior a outros modelos tradicionais de cultivo.

“Hoje, o sorgo é uma cultura que, se bem manejada e com o avanço genético disponível, tem o potencial de produzir até 200 sacas por hectare”, destaca Urzedo. Entre os benefícios dessa cultura, destaca-se a sua tolerância a períodos de déficit hídrico, seu bom desempenho no sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e sua eficácia no processo de recuperação de pastagens degradadas. Além disso, o sorgo é uma alternativa econômica para a alimentação de suínos, aves e bovinos, sendo comercializado por um valor mais acessível quando comparado ao milho, tradicionalmente mais caro.

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Desafios no manejo do sorgo

Embora o sorgo seja conhecido por sua resistência, muitos produtores cometem erros no manejo nutricional, o que pode comprometer seu potencial produtivo. Urzedo enfatiza: “Costumamos dizer que o sorgo enfrenta a seca, mas não é tolerante à fome. Por isso, é essencial que os produtores não descuidem das questões nutricionais durante o ciclo da cultura.”

O sucesso no cultivo do sorgo depende de um planejamento cuidadoso, incluindo a escolha do melhor momento para o plantio e a escolha de variedades adaptadas às condições locais. Além disso, o preparo adequado do solo e o monitoramento contínuo durante o ciclo são cruciais. Durante o início da safra, quando a cultura está mais vulnerável a pragas como percevejos e lagartas, é fundamental manter o controle sobre esses agentes para garantir uma boa uniformidade da lavoura.

Inovações tecnológicas no cultivo

A Advanta Seeds tem se dedicado ao desenvolvimento de tecnologias que visam melhorar a produtividade do sorgo. Entre as inovações, destaca-se o sorgo Igrowth, que oferece uma série de benefícios, incluindo tolerância aos herbicidas do grupo químico das imidazolinonas, o que garante uma lavoura mais limpa e facilita a colheita. Além disso, o sorgo Igrowth tem um excelente desempenho quando consorciado com braquiária, proporcionando maior cobertura do solo, mais formação de palhada e supressão de plantas daninhas.

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De acordo com Urzedo, essa tecnologia é particularmente vantajosa para as culturas subsequentes. “No caso da soja, por exemplo, quando as condições climáticas não são favoráveis e a chuva é insuficiente, a boa cobertura deixada pelo sorgo ajuda a manter a umidade no solo. Além disso, o sorgo com essa tecnologia contribui para a supressão de plantas daninhas, resultando em economia de herbicidas e auxiliando no controle da cigarrinha, um dos maiores inimigos do milho”, conclui.

Com essas inovações e a crescente valorização do sorgo, a cultura se consolida como uma alternativa estratégica para o produtor brasileiro, capaz de enfrentar os desafios climáticos e ainda garantir boas perspectivas de rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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