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Solo seco deixa produtores da Índia cautelosos no plantio de trigo, apesar da alta de preços

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A área de plantio limitada, juntamente com a ameaça de temperaturas mais altas do que o normal no primeiro trimestre, que reduzem a produtividade, pode obrigar o segundo maior produtor de trigo do mundo a manter sua proibição de exportação ou até mesmo forçá-lo a recorrer às importações, disseram eles.

Os agricultores do país haviam plantado trigo em 8,6 milhões de hectares em 17 de novembro, uma queda de quase 5,5% em relação ao ano anterior, de acordo com dados compilados pelo Ministério da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores da Índia.

Enquanto os produtores de trigo dos principais estados produtores do norte, Haryana, Punjab e Uttar Pradesh, contam com irrigação confiável que provavelmente ajudará a manter a produtividade, os agricultores do estado central de Madhya Pradesh, o segundo maior produtor depois de Uttar Pradesh, estão mudando para culturas que consomem menos água, disseram autoridades do setor.

A área de cultivo de trigo em Madhya Pradesh pode cair cerca de 10% em relação ao ano anterior, disse um funcionário sênior de um importante comprador privado de trigo, que não quis se identificar.

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“Devido à redução das chuvas e à disponibilidade limitada de água para irrigação, observou-se uma mudança do trigo para o grão-de-bico em certas áreas de Madhya Pradesh”, disse ele.

No estado vizinho de Maharashtra, o agricultor Avinash Phalke, no início deste mês, plantou sorgo em três acres em vez de trigo.

“Nosso poço quase secou, o que nos deixou sem opção a não ser plantar uma cultura que requer menos água. Optei pelo sorgo porque ele também fornece forragem para o gado”, disse ele.

Os níveis de umidade do solo diminuíram e os reservatórios caíram, já que a Índia recebeu este ano as menores chuvas de monções desde 2018, depois que o padrão climático El Niño fez de agosto o mais seco em mais de um século.

Um atraso na colheita de arroz em Punjab, Haryana e Uttar Pradesh retardou o plantio de trigo, que será acelerado nas próximas semanas, disse à Reuters Gyanendra Singh, diretor do Instituto Indiano de Pesquisa de Trigo e Cevada, administrado pelo estado.

A Índia produz apenas uma safra de trigo por ano, com plantio em outubro e novembro e colheita a partir de março.

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Nova Délhi aumentou o preço de compra de trigo do governo para 2.275 rúpias por 100 kg para 2024, embora os preços atuais sejam quase 25% mais altos — uma discrepância rara.

“O nível de umidade do solo é uma preocupação em alguns estados, mas a decisão do governo de aumentar o Preço Mínimo de Apoio em 7% manterá o interesse dos agricultores pelo trigo”, disse Nitin Gupta, vice-presidente sênior da Olam Agri India.

Para as culturas de inverno, como trigo e colza, as temperaturas mais altas do que o normal entre dezembro e março, geralmente observadas durante os anos de El Niño, podem prejudicar os rendimentos, disse Ashwini Bansod, vice-presidente de pesquisa de commodities da Phillip Capital India Pvt. Ltd.

As condições do El Niño continuarão no hemisfério norte durante o período de abril a junho, informou um meteorologista do governo dos EUA no início deste mês.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leilão da VPJ cresce 30% e fortalece expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste

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A expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste brasileiro ganhou força com o sucesso da segunda edição do Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste. Realizado durante a Expoalagoas Genética, em Maceió (AL), o evento movimentou quase R$ 1,3 milhão e registrou crescimento de cerca de 30% em relação ao ano passado, consolidando a estratégia de expansão da VPJ Pecuária na região.

O remate reuniu investidores de nove estados brasileiros e confirmou o aumento da demanda por genética de alta performance voltada à pecuária de corte de qualidade. O Nordeste respondeu por 63% das compras realizadas, com destaque para criadores de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

Ao todo, foram comercializados 57 lotes entre machos e fêmeas das raças Brangus e Ultrablack, além de 122 pacotes de embriões de doadoras da VPJ Genetics.

Touro Brangus é destaque e reforça modelo de investimento genético

O principal destaque do leilão foi a negociação de 50% do reprodutor Brangus VPJ MALVADO FIV 2096, arrematado por R$ 68 mil pelo pecuarista alagoano Rafael Tenório.

O touro integra um modelo de negócios adotado pela VPJ Pecuária, no qual investidores que adquirem participação em reprodutores presentes em centrais de genética recebem royalties proporcionais à comercialização de sêmen.

MALVADO está atualmente em coleta na Semex e se destaca por apresentar desempenho de excelência nos principais índices da raça. O animal figura entre os TOP 1% para Índice de Desmama, Índice Final e Índice de Carcaça, combinando produtividade, precocidade e qualidade de carne.

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Filho do norte-americano CB NEW STANDARD 817J3, o reprodutor carrega genética considerada rara tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Rafael Tenório também ampliou sua participação na genética VPJ ao adquirir 50% do Ultrablack VPJ EL CID FIV 156 por R$ 40 mil. O animal é considerado um dos principais touros Ultrablack produzidos no país e também está em coleta para produção de sêmen.

Fêmeas valorizadas e demanda aquecida impulsionam negócios

Entre as fêmeas, o destaque ficou para a Brangus VPJ FLORA FIV 2090, irmã própria de MALVADO, negociada por R$ 44 mil com o criador Roberto Cavalcante, da Paraíba.

Segundo o empresário e selecionador Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária, o desempenho do leilão acompanha um dos momentos mais favoráveis da pecuária de corte brasileira.

De acordo com ele, a demanda aquecida por carne bovina premium e as bonificações pagas por qualidade têm elevado o interesse dos pecuaristas por genética superior.

O criador destaca que o mercado vive forte valorização em toda a cadeia produtiva, impulsionado tanto pelo cenário doméstico quanto pelas exportações brasileiras de carne bovina.

Brangus e Ultrablack ampliam espaço na pecuária brasileira

No segmento Brangus, 15 touros foram comercializados, movimentando R$ 301 mil, com média superior a R$ 20 mil por animal. As 23 fêmeas negociadas somaram R$ 469,6 mil.

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Já os 122 embriões ofertados alcançaram R$ 95,6 mil em vendas, demonstrando o interesse crescente pela multiplicação genética das linhagens da VPJ.

Na raça Ultrablack, sete machos movimentaram R$ 158,4 mil, enquanto dez fêmeas somaram R$ 168 mil em negócios.

Segundo a VPJ Pecuária, o avanço da procura pelas duas raças está diretamente ligado à busca por animais mais precoces, adaptados às condições climáticas brasileiras e capazes de entregar melhor desempenho produtivo aliado à qualidade de carne.

Nordeste ganha protagonismo na genética bovina

O desempenho do leilão reforça o crescimento do Nordeste como polo estratégico para a pecuária de alto valor agregado no Brasil.

Cerca de 30% dos participantes desta edição foram novos investidores, indicando expansão do interesse regional pela genética especializada.

Com mais de três décadas de atuação no melhoramento genético do Aberdeen Angus, a VPJ Pecuária está entre os grupos pioneiros no desenvolvimento e fortalecimento das raças Brangus e Ultrablack no país.

A empresa mantém foco em seleção genética voltada para produtividade, eficiência alimentar, adaptação ao clima tropical e qualidade de carne, características cada vez mais valorizadas pela pecuária moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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