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Avanço das chuvas impulsiona plantio de soja no Brasil, mas atraso permanece

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De acordo com a AgRural, o plantio da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 18% da área prevista até quinta-feira (17), um avanço significativo em relação aos 8% registrados na semana anterior, impulsionado pelas chuvas que melhoraram em diversos estados. No entanto, esse índice ainda representa um atraso em comparação aos 30% do mesmo período do ano passado.

Tanto o Brasil em geral quanto o estado de Mato Grosso apresentam os menores níveis de plantio para esta época do ano desde a safra 2020/21. Em contrapartida, Paraná e Mato Grosso do Sul estão experimentando o ritmo mais acelerado de plantio desde 2017/18 e 2018/19, respectivamente, conforme dados divulgados pela AgRural.

Com a melhora gradual das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte/Nordeste, a expectativa é que o plantio ganhe mais ritmo na segunda quinzena de outubro. No Sul, onde as chuvas têm restringido o avanço das máquinas, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a janela de plantio é mais longa, e o ritmo mais lento não é motivo de grande preocupação.

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Além disso, o plantio de milho verão 2024/25 alcançou 48% da área estimada no Centro-Sul do Brasil até a mesma data, uma elevação em relação aos 41% da semana anterior e próximo aos 46% registrados no ano passado. Os trabalhos estão quase concluídos no Sul, onde as lavouras se desenvolvem de forma satisfatória, beneficiadas pelas chuvas das últimas semanas. Nos demais estados, os produtores estão priorizando a semeadura de soja ou aguardando melhores condições climáticas para avançar com os trabalhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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