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Soja enfrenta lentidão nos negócios no Brasil e volatilidade em Chicago: clima, câmbio e exportações ditam o ritmo do mercado

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As negociações com soja em grão seguem em ritmo lento no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a principal causa da retração é a diferença entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores.

De um lado, produtores mostram-se capitalizados e pouco dispostos a negociar, apostando em uma possível valorização da oleaginosa no mercado internacional. De outro, indústrias e exportadores mantêm postura cautelosa, atentos ao elevado estoque remanescente da safra 2024/25, à projeção de safra recorde para 2025/26, à desvalorização do dólar frente ao real e à queda nos prêmios de exportação.

Com esse cenário de impasse, os preços da soja apresentaram apenas pequenas oscilações nas principais praças acompanhadas pelo Cepea ao longo da última semana.

Chicago inicia semana em alta, mas exportações seguem como alerta

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a semana começou com leve recuperação. Por volta das 7h35 (horário de Brasília) desta segunda-feira (17), os contratos futuros de soja registravam altas entre 3,25 e 5 pontos, com o vencimento março cotado a US$ 11,41 e maio a US$ 11,50 por bushel.

Segundo analistas, o mercado internacional deixou para trás o boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado na última sexta-feira, e volta a focar nos fundamentos da demanda e nas condições climáticas na América do Sul.

A China segue no centro das atenções, embora as recentes especulações sobre novas compras ainda não tenham se confirmado. O cenário global continua influenciado por incertezas macroeconômicas e pela expectativa em torno das exportações norte-americanas.

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Soja encerra semana com oscilações regionais no Brasil

No Brasil, as cotações variam conforme o avanço do plantio e o comportamento regional da indústria.

No Rio Grande do Sul, o foco dos produtores está na semeadura, o que reduz a oferta no mercado. A TF Agroeconômica informa que os preços no porto ficaram em R$ 140,08/sc (-0,30%), enquanto no interior, em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, os valores médios foram de R$ 131,50/sc (+0,38%).

Em Santa Catarina, o mercado apresenta baixa liquidez e forte dependência das indústrias de proteína animal, principais consumidoras do grão. A cotação no porto de São Francisco ficou em R$ 139,99/sc (-0,07%).

No Paraná, o ritmo de esmagamento segue firme, impulsionado pela expectativa de aumento na mistura de biodiesel e pela expansão do consumo de proteína vegetal. Em Paranaguá, o preço atingiu R$ 139,84/sc (+0,24%), enquanto em Cascavel, Maringá e Ponta Grossa, as cotações variaram entre R$ 129,22 e R$ 132,47 por saca.

Já em Mato Grosso do Sul, produtores enfrentam graves gargalos logísticos, mas as cotações se mantêm firmes, com o preço do grão variando entre R$ 121,92 e R$ 126,64/sc nas principais praças, como Dourados e Campo Grande.

No Mato Grosso, a instabilidade climática e as interrupções no plantio elevam a insegurança do produtor. Em municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste, os preços oscilaram entre R$ 120,39 e R$ 123,40/sc, com leves altas semanais.

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Queda nas exportações dos EUA pressiona cotações

Apesar do início de semana positivo, o mercado futuro da soja nos Estados Unidos encerrou o último pregão em baixa, pressionado pela revisão nas exportações americanas.

De acordo com a TF Agroeconômica, o vencimento de novembro recuou 1,70%, enquanto o de janeiro caiu 1,96%. No complexo soja, o farelo para dezembro caiu 1,80% e o óleo, 0,20%.

A retração ocorreu após a revisão para baixo de 2,97% nas exportações dos EUA, mesmo com o relatório WASDE apresentando dados favoráveis. A confirmação de apenas 332 mil toneladas vendidas à China gerou cautela adicional no mercado, que agora aguarda novas atualizações do governo americano sobre o volume total exportado.

Ainda assim, o saldo semanal foi positivo: a soja acumulou alta de 1,00%, o farelo subiu 1,70% e o óleo avançou 0,95%, impulsionados pela recuperação registrada nos dias anteriores.

Perspectivas: atenção voltada ao clima e ao câmbio

Com o plantio da safra 2025/26 em andamento e instabilidades climáticas afetando importantes regiões produtoras do Brasil, o mercado de soja deve permanecer volátil nas próximas semanas.

A diferença entre oferta e demanda, somada às incertezas cambiais e logísticas, tende a manter os produtores cautelosos, enquanto exportadores e indústrias ajustam suas estratégias de compra.

Analistas reforçam que o desempenho do dólar, o comportamento do clima na América do Sul e o ritmo das exportações americanas seguirão como principais vetores de preço no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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