AGRONEGÓCIO
Soja em Chicago: Preços Estáveis Após Disparada de Quase 30 Pontos; Demanda Chinesa e Esmagamento Recorde Movimentam o Mercado
Publicado em
18 de novembro de 2025por
Da RedaçãoO mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) opera em ajustes leves e estabilidade nesta terça-feira (18), após registrar uma forte alta de quase 30 pontos na sessão anterior. O sentimento de recuperação da demanda da China e dados recordes de esmagamento nos EUA seguem no foco dos investidores, servindo de “combustível” para as cotações.
Soja Recua Levemente em Ajuste Após Alta Expressiva
Na manhã desta terça-feira, os futuros da soja operavam com um leve recuo, em um movimento de realização de lucros após a expressiva valorização de segunda-feira.
- Cotações: Por volta das 6h10 (horário de Brasília), os contratos registravam quedas de 2 a 3 pontos. A posição janeiro era cotada a US$ 11,55 por bushel e a março era negociada a US$ 11,60 por bushel.
- Subprodutos: O farelo de soja também realiza parte dos lucros, após fechar a sessão anterior com alta superior a 2%. Em contraste, o óleo de soja estende seus ganhos e opera em campo positivo, subindo mais de 0,5% nos contratos mais negociados.
Demanda Chinesa: O Principal Fator de Impulso para os Preços
A expectativa e a confirmação de compras por parte da China continuam sendo o principal motor do mercado.
- Compras Confirmadas: O mercado reagiu positivamente à notícia de que a China adquiriu sete barcos de soja nos EUA nos últimos dias.
- Reafirmação Política: A alta da segunda-feira foi impulsionada por declarações do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a China retomaria as compras de produtos agrícolas americanos.
- Visão de Analistas: Analistas e consultores de mercado afirmam que a demanda chinesa funcionando na prática no mercado norte-americano é o combustível essencial para a continuidade dos ganhos em Chicago.
Esmagamento e Exportações dos EUA Acima do Esperado
Os números operacionais dos EUA também trouxeram sustentação aos preços, indicando forte atividade de processamento e exportação.
- Recorde de Esmagamento: A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) reportou que o esmagamento de soja atingiu 227,647 milhões de bushels em outubro, superando a expectativa do mercado, que era de 209,522 milhões. O dado representa um aumento significativo em relação ao mês anterior.
- Inspeções de Exportação: As inspeções de exportação de soja dos EUA totalizaram 1.176.307 toneladas na semana encerrada em 17 de novembro, conforme o USDA, superando o volume da semana anterior.
Variação da Soja em Chicago (Sessão Anterior)
Na sessão de segunda-feira, os contratos futuros registraram forte valorização após a decepção com o relatório do USDA e a recapitulação das vendas diárias durante a paralisação do governo.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 32,75 centavos de dólar (ou 2,91%), a US$ 11,57 1/4 por bushel.
A posição março avançou 27,25 centavos de dólar (ou 2,39%), a US$ 11,63 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 8,30 (2,57%), a US$ 330,80 por tonelada. O óleo com vencimento em dezembro ganhou 0,99 centavo (1,97%), fechando a 51,14 centavos de dólar.
Fatores de Atenção no Macro e Microcenário
Além da demanda chinesa e dos dados de esmagamento, o mercado segue atento a outros fatores:
- Aversão ao Risco: A terça-feira é marcada por uma maior aversão ao risco no mercado global, o que leva à queda de quase todas as commodities, incluindo as agrícolas, energéticas e metálicas.
- Clima no Brasil: O desenvolvimento da nova safra no Brasil continua sob observação, com algumas regiões gerando preocupação em relação ao clima.
- Comercialização: O comportamento da comercialização em outras principais origens também segue no radar dos traders.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
Published
2 horas agoon
8 de junho de 2026By
Da Redação
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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