AGRONEGÓCIO

Cuiabá reforça prevenção, amplia testagens e mantém 100% de adesão ao tratamento para HIV

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A campanha Dezembro Vermelho, dedicada à prevenção ao HIV e ao enfrentamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), reforça ações em toda Cuiabá. A Secretaria Municipal de Saúde destaca que os dois Serviços de Atenção Especializada (SAEs) do município, Lixeira e CPA I, realizam juntos uma média de 6 mil atendimentos por mês, incluindo consultas, acompanhamento multiprofissional, exames e dispensação de medicamentos. As ISTs também são diagnosticadas e tratadas nas unidades básicas de saúde e nas UPAs.

A equipe multidisciplinar tem realizado busca ativa constante, garantindo que todos os novos pacientes mantenham o tratamento. O município oferece gratuitamente testes rápidos para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C, somando todos os exames realizados nos SAEs e nas demais unidades que ofertam o serviço, conforme o Programa IST/AIDS. Os testes rápidos também estão disponíveis em todas as UPAs e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), ampliando o acesso da população ao diagnóstico precoce.

Somente de exames de carga viral, essenciais para o monitoramento de pessoas vivendo com HIV, são realizados em média 1.200 por mês, além dos exames de rotina de usuários de PrEP, confirmatórios e de acompanhamento das demais ISTs. As consultas médicas e exames periódicos acontecem a cada seis meses.

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Ambos os serviços oferecem testagens rápidas, diagnóstico e tratamento de ISTs, acompanhamento de pessoas vivendo com HIV e hepatites virais, dispensação de medicamentos, PrEP e PEP, além de atendimento multiprofissional com médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e equipe de farmácia. Os serviços também registram aumento na procura por métodos de prevenção medicamentosa.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, reforça que a rede tem atuado para ampliar o acesso e reduzir barreiras. “Nossa prioridade é garantir acolhimento, diagnóstico precoce e tratamento contínuo. Em Cuiabá, mantemos 100% de adesão entre os pacientes que iniciam o tratamento, e isso é resultado de uma equipe comprometida e de serviços estruturados para atender com dignidade e sigilo.”

A secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, destaca o impacto das ações no cuidado integral. “Os SAEs são referência para toda a região e ampliamos constantemente o número de testagens e acompanhamentos. Dezembro Vermelho é um momento de reforçar essas orientações, mas o trabalho acontece o ano todo, sempre voltado para prevenção, informação e cuidado humanizado.”

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)

  • Tomada antes da relação sexual.

  • Uso contínuo (diário) ou sob demanda em situações específicas.

  • Indicada para pessoas com risco aumentado de exposição ao HIV.

  • Previne exclusivamente o HIV.

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PEP (Profilaxia Pós-Exposição)

  • Iniciada até 72 horas após uma situação de risco.

  • Tratamento de 28 dias.

  • Funciona como medida de emergência para evitar o HIV.

Em casos de violência sexual ou acidentes de trabalho, a PEP pode ser acompanhada de outras profilaxias e antibióticos, conforme avaliação da equipe de saúde.

A campanha inicia com ação especial no dia 1º de dezembro, em parceria com a UFMT, onde serão ofertadas testagens rápidas e orientações sobre prevenção.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que os SAEs oferecem atendimento sigiloso, acolhedor e centrado na pessoa, com foco não apenas no tratamento, mas também no suporte emocional e social aos usuários. O objetivo é ampliar o diagnóstico precoce, fortalecer a prevenção e garantir qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV e outras ISTs.

Onde buscar atendimento

SAE Norte – CPA I
Endereço: Rua Óbidos, s/n – CPA I

SAE Cuiabá – Bairro Lixeira
Endereço: Av. João Gomes Monteiro Sobrinho, 575 – Lixeira

Horário de atendimento:

  • Teste rápido: 7h às 16h

  • Nutrição e Psicologia: 7h às 11h e 13h às 17h

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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