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Soja brasileira enfrenta volatilidade e desafios logísticos em meio a safra recorde

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Mercado nacional opera com cautela e influência internacional

O mercado da soja no Brasil atravessa um período de forte cautela e variação nas cotações, refletindo uma combinação de fatores climáticos, logísticos e cambiais. As oscilações de preços têm sido influenciadas tanto pela oferta interna quanto pelo comportamento do mercado internacional, em especial nas bolsas de Chicago.

Segundo análises da TF Agroeconômica, o cenário segue heterogêneo entre as regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, as lavouras estão em fase final de implantação e apresentam bom potencial produtivo, embora ainda não haja colheita comercial. Santa Catarina mantém estabilidade nas principais praças, com produtores adotando uma postura mais conservadora, divididos entre venda imediata e armazenamento. Já o Paraná revisou para cima sua estimativa de produção, mas enfrenta irregularidades climáticas que afetam o avanço da colheita.

Em Mato Grosso, a colheita avança em ritmo acelerado, enquanto os preços seguem pressionados por custos de transporte e pela saturação da demanda logística — especialmente diante da expectativa de aumento de fretes nas próximas semanas.

Produção nacional deve atingir novo recorde em 2026

De acordo com projeções da Abiove, o Brasil deve alcançar um novo recorde de produção de soja em 2026, com expectativa de esmagamento de 61 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior. Esse desempenho reforça a liderança brasileira na produção global da oleaginosa e sustenta o protagonismo do país nas exportações mundiais.

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Chicago e dólar ditam o ritmo das negociações

No mercado internacional, as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) vêm registrando movimentos técnicos de ajuste, após períodos de alta. Na última sexta-feira (30), os contratos futuros caíram entre 7,50 e 8,25 pontos, com o vencimento de março cotado a US$ 10,64 por bushel.

O recuo foi influenciado pela queda do óleo de soja e pelo comportamento dos derivados, além da atenção redobrada dos investidores ao clima na América do Sul e ao ritmo da colheita brasileira.

O dólar também segue como fator central de pressão sobre os preços internos, impactando diretamente a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

Política monetária do Banco Central influencia o câmbio e os preços

O Banco Central do Brasil (BCB) tem atuado de forma estratégica para conter a volatilidade cambial e manter o equilíbrio monetário. Recentes operações de swap cambial tradicional foram realizadas para garantir liquidez e suavizar as flutuações do dólar, que segue oscilando próximo de R$ 5,00 no fim de janeiro.

De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo BCB em 29 de janeiro de 2026, o mercado financeiro projeta taxa Selic em 9,25% ao final do ano, com inflação (IPCA) estimada em 3,8% e crescimento do PIB de 1,9%. Esses indicadores influenciam diretamente a rentabilidade das exportações e o apetite de investidores no agronegócio.

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A política monetária, aliada ao controle da inflação, continua sendo uma das prioridades do Banco Central, o que mantém o real relativamente valorizado e, ao mesmo tempo, reduz a competitividade das commodities brasileiras no curto prazo.

China mantém preferência pela soja brasileira

No cenário global, a China segue como principal destino da soja nacional, favorecendo as importações do Brasil no primeiro semestre de 2026. A vantagem cambial e a abundância de oferta reforçam a competitividade do produto brasileiro frente à soja norte-americana.

Analistas apontam que o ritmo de embarques tende a se intensificar nas próximas semanas, sustentado pela colheita no Centro-Oeste e pela consolidação de novos contratos de exportação.

Logística e comercialização desafiam o produtor

Apesar das boas perspectivas de safra, problemas logísticos continuam sendo um gargalo no escoamento da produção. O aumento do custo dos fretes e a concentração de cargas nos principais portos, especialmente Santos (SP) e Paranaguá (PR), elevam o custo final e reduzem a margem do produtor.

Com isso, muitos agricultores adotam estratégias mais cautelosas de venda, aguardando variações cambiais mais favoráveis antes de comercializar grandes volumes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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