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Soja brasileira enfrenta desafios logísticos e pressão de mercado enquanto exportações crescem

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Gargalos logísticos e entraves nas negociações no Sul do Brasil

No Rio Grande do Sul, a comercialização da soja segue travada devido à combinação de perdas produtivas e dificuldades logísticas. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços reportados para pagamento em 8 de agosto indicam uma leve alta no porto, com a saca cotada a R$ 139,00 (+0,72%). No interior, os preços variam conforme cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta e Passo Fundo (pagamento no fim de agosto), R$ 132,00 em Ijuí e Santa Rosa (com pagamentos programados entre agosto e setembro) e R$ 122,00 em Panambi.

Além disso, o setor sofre com a sobreposição de safras, o que acirra a disputa por espaço em armazéns e nos transportes, refletindo em menor liquidez e reduzindo a rentabilidade dos produtores. No porto de São Francisco, por exemplo, a saca foi cotada a R$ 137,99 em 31 de julho, registrando queda de 0,50% no dia.

Paraná busca equilíbrio entre interior e porto

No Paraná, o mercado tenta se ajustar entre os preços do interior e os praticados no porto, com alguns volumes ainda sendo negociados. Em Paranaguá, a cotação foi de R$ 139,82 (-0,29%). No interior, as cotações oscilaram positivamente: Cascavel com R$ 126,25 (+0,42%), Maringá com R$ 126,73 (+0,37%), Ponta Grossa com R$ 128,05 (+0,55%) e Pato Branco com R$ 137,99 (-0,50%). Já no balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00 por saca.

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Lentidão nas vendas no Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, as vendas de soja seguem em ritmo lento, o que impede os produtores de aproveitarem os melhores momentos do mercado e compromete suas margens de lucro. As cotações nesta quinta-feira (1º) apresentaram leve valorização: R$ 122,07 em Dourados, Campo Grande e Maracaju (+1,54%), R$ 119,14 em Chapadão do Sul (+0,38%) e R$ 120,22 em Sidrolândia.

Mato Grosso amplia exportações, mas enfrenta déficit de armazenagem

Apesar do avanço nas exportações para a China, Mato Grosso enfrenta um sério déficit de armazenagem, o que reduz o poder de negociação do produtor. Os preços nas principais praças do estado nesta quinta-feira foram: Campo Verde e Primavera do Leste com R$ 120,03 (+0,36%), Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso com R$ 117,07 (+0,26%) e Rondonópolis também com R$ 120,03 (+0,36%).

Pressão internacional derruba cotações em Chicago

Na Bolsa de Chicago, a soja enfrentou mais um pregão de estabilidade nesta sexta-feira (1º), com preços abaixo dos US$ 10,00 por bushel. Às 7h20 (horário de Brasília), o contrato de setembro operava em queda de 0,25 ponto, cotado a US$ 9,69, enquanto o de novembro permanecia estável, a US$ 9,89. A pressão vem do bom desenvolvimento da safra nos Estados Unidos, beneficiada por condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste, além da demanda ainda incerta pela soja americana.

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A ausência de um acordo comercial entre China e EUA segue como um fator limitante para as cotações. Embora a China continue comprando soja, sua preferência atual recai sobre o Brasil e, em menor escala, a Argentina. A expectativa, no entanto, é de que, em algum momento, os chineses voltem a adquirir volumes relevantes da safra americana.

Cinco dias consecutivos de perdas e preocupações com tarifas

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira (31) em queda, marcando o quinto dia consecutivo de desvalorização em Chicago. O contrato de agosto caiu 0,62%, para US$ 961,75 por bushel, enquanto o de setembro recuou 0,64%, a US$ 969,50. A ausência da China nos relatórios de compras, somada à expectativa da entrada em vigor de novas tarifas comerciais impostas pelo governo dos EUA, intensifica as incertezas no mercado internacional.

Apesar das exportações americanas acumularem alta de 52,48%, a participação dos EUA nas importações chinesas caiu de 31,7% em janeiro para 6,2% em julho. Enquanto isso, o Brasil segue como principal fornecedor da commodity, respondendo por 86,6% das compras chinesas em junho.

No mercado de derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,42%, sendo negociado a US$ 261,8 por tonelada curta. Já o óleo de soja teve queda expressiva de 1,63%, fechando a US$ 55,58 por libra-peso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agropecuária do Paraná mais que dobra faturamento em seis anos e Valor Bruto da Produção alcança R$ 212,6 bilhões

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A agropecuária do Paraná consolidou sua posição como um dos principais pilares da economia estadual ao registrar um crescimento expressivo no Valor Bruto da Produção (VBP). Dados preliminares divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais mais que dobrou nos últimos seis anos, passando de R$ 98 bilhões, em 2019, para R$ 212,6 bilhões em 2025.

O avanço nominal de 117% evidencia o fortalecimento do agronegócio paranaense, resultado da expansão da produção agrícola, do desempenho da pecuária, da valorização de diversas cadeias produtivas e da recuperação das condições climáticas nas últimas safras.

O Valor Bruto da Produção é um dos principais indicadores econômicos do setor agropecuário, reunindo aproximadamente 350 produtos, entre grãos, carnes, leite, frutas, hortaliças, produtos florestais, flores e demais atividades desenvolvidas no campo.

Pecuária lidera crescimento e representa mais da metade do VBP

A pecuária permaneceu como a principal responsável pelo crescimento da agropecuária paranaense. Em 2025, o segmento respondeu por 53% de todo o Valor Bruto da Produção estadual, alcançando faturamento de R$ 111,7 bilhões, frente aos R$ 48,7 bilhões registrados em 2019.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas cadeias de frango de corte, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte e recria para engorda, beneficiadas tanto pelo aumento da produção quanto pela valorização dos produtos no mercado.

O frango de corte manteve-se entre as atividades econômicas mais importantes do Estado, movimentando R$ 35,5 bilhões e representando cerca de 17% do VBP estadual. Já a produção leiteira ultrapassou a marca de 4,7 bilhões de litros, enquanto a recria para engorda alcançou faturamento de R$ 7,1 bilhões.

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Agricultura registra forte expansão com soja e milho em destaque

A agricultura também apresentou desempenho expressivo no período analisado. O Valor Bruto da Produção agrícola passou de R$ 45 bilhões para R$ 91,2 bilhões entre 2019 e 2025, crescimento nominal de 103%.

A soja permaneceu como a principal atividade individual da agropecuária paranaense, gerando R$ 42,3 bilhões em faturamento. O milho também teve participação decisiva, com produção das duas safras somando aproximadamente 21 milhões de toneladas e movimentando R$ 19,1 bilhões.

Segundo o levantamento, a recuperação das condições climáticas na safra 2024/2025 favoreceu o aumento da produtividade nas principais culturas de verão e inverno, contribuindo diretamente para a elevação da renda dos produtores rurais.

Setor florestal amplia participação na economia estadual

O segmento florestal também apresentou evolução consistente ao longo dos últimos anos. O faturamento passou de R$ 4,4 bilhões em 2019 para R$ 9,7 bilhões em 2025, crescimento de 121%.

As atividades ligadas à produção de madeira, papel, celulose e demais produtos florestais passaram a representar aproximadamente 5% do Valor Bruto da Produção agropecuária do Paraná, reforçando a diversificação da economia rural do Estado.

Desempenho do campo impulsiona PIB e fortalece exportações

O crescimento do agronegócio teve impacto direto sobre a economia paranaense. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado avançou 2,8% em 2025, superando o crescimento de 2,3% registrado pela economia brasileira.

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No setor primário, a expansão foi ainda mais expressiva, chegando a 13,1%, acima da média nacional da agropecuária, que ficou em 11,7%.

O desempenho foi sustentado pela recuperação da produção agrícola e pelos recordes registrados nas cadeias de proteínas animais, como frangos, suínos, peixes, leite e ovos.

O fortalecimento do setor também refletiu na logística e no comércio exterior. Em 2025, os portos do Paraná movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas, o maior volume da história e um crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estiveram soja, milho, açúcar, óleos vegetais, madeira e outros itens do agronegócio.

Indicador mede a força econômica do campo

O Valor Bruto da Produção Agropecuária é calculado anualmente pelos técnicos do Deral a partir do levantamento dos preços recebidos pelos produtores e dos volumes produzidos em todos os municípios paranaenses.

Os dados divulgados para 2025 ainda são preliminares e permanecerão abertos para eventuais contestações por parte dos municípios durante o prazo legal. Após a análise dos recursos, o Deral publicará os números definitivos do indicador, que serve como uma das principais referências para avaliar o desempenho econômico da agropecuária paranaense.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, o crescimento do VBP demonstra a capacidade de adaptação e a competitividade do agronegócio paranaense. Segundo ele, os resultados refletem o trabalho dos produtores rurais, das cooperativas, das entidades do setor e das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção no Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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