AGRONEGÓCIO

Leilão Parceria Genética em Santana do Livramento Alcança R$ 2,4 Milhões em Faturamento

Publicado em

Santana do Livramento abriu a temporada de vendas de Primavera com sucesso, lotando o Parque da Associação Rural do município. O leilão presencial, realizado no local, contou com a participação de criadores e investidores de diversas regiões. As cabanhas La Coxilha, de Cacequi (RS), e Sossego Angus e Brangus, de Santana do Livramento (RS), promoveram a comercialização de 380 animais, gerando um faturamento de R$ 2,44 milhões, com destaque para as raças Angus, Brangus e Ultrablack.

Os criatórios ofereceram uma ampla variedade de animais, incluindo exemplares de elite e novilhas selecionadas. As fêmeas Angus atingiram média de R$ 11.280,00, enquanto os touros da mesma raça alcançaram R$ 16.800,00. No segmento Brangus, a média dos ventres foi de R$ 10.320,00, com os machos sendo vendidos a uma média de R$ 17.973,33. Já as fêmeas Ultrablack foram comercializadas por uma média de R$ 6.800,00.

“O Parceria Genética foi uma oportunidade de fechar bons negócios em um momento de recuperação do mercado. O preço do boi gordo está em alta, e há um movimento expressivo em busca de matrizes e reprodutores”, destacou Eduardo Knorr, leiloeiro da Knorr Leilões. O evento também teve apoio comercial da Tellechea e Bastos.

Leia Também:  Crescimento das Exportações de Genética Avícola no Brasil em Setembro

A união entre os dois criatórios foi destacada pelo lote mais valorizado da noite. A vaca Brangus Shi-Raz, uma doadora compartilhada entre a Sossego e a La Coxilha, foi arrematada por R$ 31.200,00 pelo criador Rodrigo Zeni, da Cabanha 4 Irmãos, de Cacequi (RS). Cliente habitual do Parceria Genética, Zeni já possui filhas da mesma matriz e estava ansioso pela aquisição. “Essa fêmea já nos trouxe mais de R$ 567 mil em produtos vendidos ao longo dos anos neste leilão. É um prazer poder compartilhar essa genética com nossos clientes”, afirmou Gabriel Barros, proprietário da La Coxilha.

Para Fábio Escosteguy, que administra a Sossego com o pai Luiz Pedro Escosteguy, o leilão foi um sucesso. “Livramento é uma praça de grande relevância, e essa parceria, que vai além da genética, tem tudo para perdurar por muitos anos”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Indústria global do etanol e do açúcar se reúne em São Paulo, com a presença do IICA

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Governador e ministro Camilo Santana participam de reunião com secretários estaduais de Educação

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA