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Por causa do excesso de chuva, Adapar prorroga plantio da soja em duas regiões do Paraná

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Os produtores rurais de duas regiões do Paraná terão mais tempo para fazer o plantio da soja na safra 2023/24. A medida foi tomada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), depois de o Estado ter sido atingido por fortes chuvas nos últimos meses. As precipitações extremas ocasionaram a necessidade de replantio de diversas lavouras. Por isso, os agricultores das áreas mais afetadas, agora, terão a chance de fazer a semeadura para além da janela inicialmente prevista.

O documento que define as datas de plantio na safra 2023/24 é a Portaria 886 de 2023, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Por essa norma, ficaram estabelecidos três calendários distintos, para três regiões do Paraná (ver mapa). As propriedades mais atingidas pelas chuvas de 2023 estão dentro das zonas 1 e 3.

Antes, a data-limite para plantio nas duas áreas era, respectivamente, o dia 18/01/2024 (zona 1) e 15/01/2024 (zona 3). Agora, propriedades nessas duas áreas terão até o dia 31 de janeiro para lançar as sementes à terra. Já na zona 2, não houve qualquer alteração e o prazo final para plantio da oleaginosa segue sendo o dia 20/12/2023.

Cadastro

Porém, a ampliação de prazo não é automática, os sojicultores das regiões 1 e 3 precisarão cadastrar suas áreas na Adapar, preenchendo um formulário específico. Cada produtor terá que entrar no site da agência e seguir os passos descritos, fornecendo as informações necessárias, para que possa fazer o plantio fora da janela inicial.

“Cerca de 1% da área total de soja costuma ser semeada tardiamente no Estado, majoritariamente no Sudoeste e Sudeste do Paraná, justamente regiões nas quais houve excesso de chuvas em outubro/novembro”, avalia Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR. “Essa condição impediu a semeadura de culturas que antecedem a soja, como milho e feijão, ou exigiu replantio em algumas áreas. Dessa forma, serão colhidas mais tarde, atrasando a implantação da soja em janeiro”, completa Ana.

FAEP tem acompanhado tema

O calendário de plantio da soja causou polêmica em 2023. A primeira portaria publicada pelo Mapa (840 de 2023), em 7 de julho, encurtava a janela de semeadura para 100 dias, ou seja, o Paraná inteiro teria apenas de 11 de setembro a 19 de dezembro para implantar a cultura. Após reivindicação da FAEP, em ofício enviado no dia 12 de julho, para que voltasse em vigor os 140 dias, o Mapa (entre diversas idas e vindas) não atendeu a demanda. Somente depois de a FAEP ter sugerido a divisão do Estado em “lotes”, o Mapa, no dia 15 de setembro, aceitou fatiar o calendário paranaense em três, chegando à atual configuração (que agora passou a ter prevista excepcionalidade estabelecida pela Adapar em virtude das intempéries).

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Confira os municípios por região
Região 1

Adrianópolis; Agudos do Sul; Almirante Tamandaré; Antonina; Antônio Olinto; Arapoti; Araucária; Balsa Nova; Bituruna; Bocaiúva do Sul; Campina do Simão; Campina Grande do Sul; Campo do Tenente; Campo Largo; Campo Magro; Candói; Cantagalo; Carambeí; Castro; Cerro Azul; Colombo; Contenda; Coronel Domingos Soares; Cruz Machado; Curitiba; Doutor Ulysses; Fazenda Rio Grande; Fernandes Pinheiro; Foz do Jordão; General Carneiro; Goioxim; Guamiranga; Guarapuava; Guaraqueçaba; Guaratuba; Imbaú; Imbituva; Inácio Martins; Ipiranga; Irati; Itaperuçu; Ivaí; Jaguariaíva; Lapa; Mallet; Mandirituba; Matinhos; Morretes; Palmas; Palmeira; Paranaguá; Paula Freitas; Paulo Frontin; Piên; Pinhais; Pinhão; Piraí do Sul; Piraquara; Ponta Grossa; Pontal do Paraná; Porto Amazonas; Porto Vitória; Prudentópolis; Quatro Barras; Quitandinha; Rebouças; Reserva; Reserva do Iguaçu; Rio Azul; Rio Branco do Sul; Rio Negro; São João do Triunfo; São José dos Pinhais; São Mateus do Sul; Sengés; Teixeira Soares; Telêmaco Borba; Tibagi; Tijucas do Sul; Tunas do Paraná; Turvo; União da Vitória e Ventania.

Região 2

Abatiá; Altamira do Paraná; Alto Paraíso; Alto Paraná; Alto Piquiri; Altônia; Alvorada do Sul; Amaporã; Anahy; Andirá; Ângulo; Apucarana; Arapongas; Arapuã; Araruna; Ariranha do Ivaí; Assaí; Assis Chateaubriand; Astorga; Atalaia; Bandeirantes; Barbosa Ferraz; Barra do Jacaré; Bela Vista do Paraíso; Boa Esperança; Boa Ventura de São Roque; Boa Vista da Aparecida; Bom Sucesso; Borrazópolis; Braganey; Brasilândia do Sul; Cafeara; Cafelândia; Cafezal do Sul; Califórnia; Cambará; Cambé; Cambira; Campina da Lagoa; Campo Bonito; Campo Mourão; Cândido de Abreu; Capitão Leônidas Marques; Carlópolis; Cascavel; Catanduvas; Centenário do Sul; Céu Azul; Cianorte; Cidade Gaúcha; Colorado; Congonhinhas; Conselheiro Mairinck; Corbélia; Cornélio Procópio; Corumbataí do Sul; Cruzeiro do Oeste; Cruzeiro do Sul; Cruzmaltina; Curiúva; Diamante do Norte; Diamante do Sul; Diamante D’Oeste; Douradina; Doutor Camargo; Engenheiro Beltrão; Entre Rios do Oeste; Esperança Nova; Farol; Faxinal; Fênix; Figueira; Floraí; Floresta; Florestópolis; Flórida; Formosa do Oeste; Foz do Iguaçu; Francisco Alves; Godoy Moreira; Goioerê; Grandes Rios; Guaíra; Guairaçá; Guapirama; Guaporema; Guaraci; Guaraniaçu; Ibaiti; Ibema; Ibiporã; Icaraíma; Iguaraçu; Iguatu; Inajá; Indianópolis; Iporã; Iracema do Oeste; Iretama; Itaguajé; Itaipulândia; Itambaracá; Itambé; Itaúna do Sul; Ivaiporã; Ivaté; Ivatuba; Jaboti; Jacarezinho; Jaguapitã; Jandaia do Sul; Janiópolis; Japira; Japurá; Jardim Alegre; Jardim Olinda; Jataizinho; Jesuítas; Joaquim Távora; Jundiaí do Sul; Juranda; Jussara; Kaloré; Laranjal; Leópolis; Lidianópolis; Lindoeste; Loanda; Lobato; Londrina; Luiziana; Lunardelli; Lupionópolis; Mamborê; Mandaguaçu; Mandaguari; Manoel Ribas; Marechal Cândido Rondon; Maria Helena; Marialva; Marilândia do Sul; Marilena; Mariluz; Maringá; Maripá; Marumbi; Matelândia; Mato Rico; Mauá da Serra; Medianeira; Mercedes; Mirador; Miraselva; Missal; Moreira Sales; Munhoz de Melo; Nossa Senhora das Graças; Nova Aliança do Ivaí; Nova América da Colina; Nova Aurora; Nova Cantu; Nova Esperança; Nova Fátima; Nova Londrina; Nova Olímpia; Nova Santa Bárbara; Nova Santa Rosa; Nova Tebas; Novo Itacolomi; Ortigueira; Ourizona; Ouro Verde do Oeste; Paiçandu; Palmital; Palotina; Paraíso do Norte; Paranacity; Paranapoema; Paranavaí; Pato Bragado; Peabiru; Perobal; Pérola; Pinhalão; Pitanga; Pitangueiras; Planaltina do Paraná; Porecatu; Porto Rico; Prado Ferreira; Presidente Castelo Branco; Primeiro de Maio; Quarto Centenário; Quatiguá; Quatro Pontes; Querência do Norte; Quinta do Sol; Ramilândia; Rancho Alegre; Rancho Alegre D’Oeste; Ribeirão Claro; Ribeirão do Pinhal; Rio Bom; Rio Branco do Ivaí; Rolândia; Roncador; Rondon; Rosário do Ivaí; Sabáudia; Salto do Itararé; Santa Amélia; Santa Cecília do Pavão; Santa Cruz de Monte Castelo; Santa Fé; Santa Helena; Santa Inês; Santa Isabel do Ivaí; Santa Lúcia; Santa Maria do Oeste; Santa Mariana; Santa Mônica; Santa Tereza do Oeste; Santa Terezinha de Itaipu; Santana do Itararé; Santo Antônio da Platina; Santo Antônio do Caiuá; Santo Antônio do Paraíso; Santo Inácio; São Carlos do Ivaí; São Jerônimo da Serra; São João do Caiuá; São João do Ivaí; São Jorge do Ivaí; São Jorge do Patrocínio; São José da Boa Vista; São José das Palmeiras; São Manoel do Paraná; São Miguel do Iguaçu; São Pedro do Iguaçu; São Pedro do Ivaí; São Pedro do Paraná; São Sebastião da Amoreira; São Tomé; Sapopema; Sarandi; Serranópolis do Iguaçu; Sertaneja; Sertanópolis; Siqueira Campos; Tamarana; Tamboara; Tapejara; Tapira; Terra Boa; Terra Rica; Terra Roxa; Toledo; Tomazina; Três Barras do Paraná; Tuneiras do Oeste; Tupãssi; Ubiratã; Umuarama; Uniflor; Uraí; Vera Cruz do Oeste; Wenceslau Braz e Xambrê.

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Região 3

Ampére; Barracão; Bela Vista da Caroba; Boa Esperança do Iguaçu; Bom Jesus do Sul; Bom Sucesso do Sul; Capanema; Chopinzinho; Clevelândia; Coronel Vivida; Cruzeiro do Iguaçu; Dois Vizinhos; Enéas Marques; Espigão Alto do Iguaçu; Flor da Serra do Sul; Francisco Beltrão; Honório Serpa; Itapejara D’Oeste; Laranjeiras do Sul; Manfrinópolis; Mangueirinha; Mariópolis; Marmeleiro; Marquinho; Nova Esperança do Sudoeste; Nova Laranjeiras; Nova Prata do Iguaçu; Pato Branco; Pérola D’Oeste; Pinhal de São Bento; Planalto; Porto Barreiro; Pranchita; Quedas do Iguaçu; Realeza; Renascença; Rio Bonito do Iguaçu; Salgado Filho; Salto do Lontra; Santa Izabel do Oeste; Santo Antônio do Sudoeste; São João; São Jorge D’Oeste; Saudade do Iguaçu; Sulina; Verê; Virmond e Vitorino.

Fonte: FAEP/SENAR-PR

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia do Boi: Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2026 e reforça protagonismo no agro

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Avanço da produção, crescimento do rebanho e papel estratégico da carne bovina na alimentação colocam o Brasil no centro do mercado global, com atenção à saúde e ao consumo equilibrado.

Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Celebrado em 24 de abril, o Dia do Boi marca um momento histórico para o agronegócio brasileiro. O país consolidou sua posição como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos e reforçando sua relevância no cenário global.

Dados recentes apontam que a produção nacional atingiu 11,1 milhões de toneladas em abates fiscalizados, crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE. Quando considerados os abates informais, o volume total chega a 12,3 milhões de toneladas, conforme estimativas do setor.

Pecuária brasileira cresce com força e amplia presença nacional

A força da pecuária se distribui por todo o território nacional, com destaque para o Mato Grosso, que mantém a liderança com cerca de 14,4% do rebanho brasileiro.

Outros estados, como Bahia, Pará e Tocantins, também registram crescimento expressivo no número de animais, ampliando a base produtiva e fortalecendo a cadeia da carne bovina no país.

Consumo interno segue elevado no Brasil

No mercado doméstico, a carne bovina continua sendo um dos principais itens da dieta do brasileiro. O consumo médio anual gira em torno de 30 quilos por pessoa, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

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Esse patamar reforça a importância da proteína animal tanto para a alimentação quanto para a economia nacional, movimentando toda a cadeia produtiva.

Consumo equilibrado é essencial para a saúde

Especialistas destacam que, apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de carne vermelha deve ser feito com moderação, especialmente por grupos específicos.

A recomendação geral indica ingestão semanal entre 350 e 500 gramas de carne vermelha já preparada, o equivalente a duas a três porções.

Pessoas com risco cardiovascular, histórico de câncer colorretal, doenças renais ou condições metabólicas devem ter atenção redobrada, priorizando cortes magros e evitando o consumo excessivo.

Escolha de cortes influencia qualidade da dieta

A diferença entre os cortes está diretamente relacionada ao teor de gordura e ao valor calórico.

Cortes magros como patinho, coxão mole, lagarto, músculo e filé mignon são mais indicados para o consumo frequente. Já opções com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim, devem ser consumidas com menor frequência.

Além disso, práticas como retirar a gordura aparente, evitar frituras e reduzir o consumo de carnes muito tostadas contribuem para uma alimentação mais saudável.

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Benefícios nutricionais reforçam importância da carne bovina

Quando consumida de forma equilibrada, a carne bovina pode trazer benefícios relevantes para a saúde. Entre os principais destaques estão:

  • Proteína de alto valor biológico, essencial para manutenção e ganho de massa muscular
  • Fonte de ferro heme, com alta absorção pelo organismo
  • Rica em vitamina B12, importante para o sistema nervoso
  • Presença de zinco, que contribui para a imunidade
  • Aporte de nutrientes essenciais, especialmente em dietas com alimentos de origem animal

Especialistas reforçam que não existe um único padrão alimentar ideal, e que a dieta deve ser individualizada, considerando necessidades, estilo de vida e preferências de cada pessoa.

Conclusão: liderança global e consumo consciente caminham juntos

O avanço da produção de carne bovina coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global do agronegócio, consolidando a força da pecuária nacional.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre produção, consumo e saúde se torna cada vez mais relevante, reforçando a importância de práticas sustentáveis e de uma alimentação consciente para garantir o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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