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Soja avança mais de 1% em Chicago nesta terça-feira com apoio de derivados e demais grãos

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Os contratos futuros da soja registram alta expressiva na manhã desta terça-feira (8) na Bolsa de Chicago, com avanço superior a 1% entre os vencimentos mais negociados. Por volta das 5h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 12 e 12,50 pontos, com o contrato para maio sendo negociado a US$ 9,95 por bushel e o de agosto a US$ 10,04.

A valorização do grão acompanha o desempenho positivo dos seus derivados. O farelo de soja subia 1%, alcançando US$ 291,30 por tonelada curta, enquanto o óleo registrava alta de 1,15%, sendo cotado a 45,66 centavos de dólar por libra-peso.

Os mercados de milho e, especialmente, o de trigo também operavam de forma mista, contribuindo para o movimento de recuperação da soja. Além disso, o petróleo — tanto o tipo Brent quanto o WTI — apresentava estabilidade no início do dia, favorecendo o ambiente macroeconômico.

Apesar do otimismo momentâneo, o cenário global continua marcado pela instabilidade decorrente do agravamento da guerra comercial, o que mantém os agentes financeiros em alerta. Os investidores seguem ajustando suas posições à medida que novas informações surgem, aguardando possíveis revisões por parte do governo norte-americano, especialmente no que se refere às decisões do presidente Donald Trump, além dos fundamentos específicos de cada mercado.

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No setor de grãos, a nova safra dos Estados Unidos começa a ganhar forma em meio a esse contexto de tensões comerciais, o que exige monitoramento constante e pode influenciar significativamente o rumo das negociações nos próximos meses.

A expectativa é de que o mercado mantenha um comportamento volátil, com espaço para novas surpresas. No Brasil, as atenções permanecem voltadas aos prêmios de exportação, que seguem exigindo cautela por parte dos agentes do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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