AGRONEGÓCIO

Agricultores Mineiros Afetados pela Seca Poderão Renegociar Dívidas

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Agricultores de Minas Gerais que foram duramente impactados pela seca poderão renegociar suas dívidas com o Banco do Brasil, principal operador de crédito agrícola do país. Em reunião realizada na segunda-feira (30), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) confirmou, junto à instituição financeira, a criação de condições exclusivas para revisão de contratos e parcelas.

Bruno Machado, gerente de Agronegócios do Banco do Brasil para Minas Gerais, informou que a renegociação abrangerá tanto contratos de custeio quanto parcelas com vencimento em 2023. Ele ressaltou ainda que, apesar do processo de renegociação, os produtores – sejam pequenos, médios ou grandes – continuarão com acesso às linhas de crédito. Para obter essas condições, os agricultores devem procurar uma agência do banco. Atualmente, Minas Gerais detém a maior carteira agrícola do Banco do Brasil, com R$ 52 bilhões em investimentos, parte dos R$ 330 bilhões aplicados nacionalmente.

O secretário de Agricultura, Thales Fernandes, destacou a importância desse apoio ao produtor rural. “É crucial dar suporte aos agricultores diante das adversidades climáticas. Essa parceria mostra a força do agronegócio mineiro e a relevância do crédito para manter nossa agropecuária forte, gerando emprego e renda e impulsionando o estado”, afirmou.

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Programa Garantia-Safra

Outro auxílio disponível para os produtores prejudicados pela seca é o Programa Garantia-Safra. Em 2023, o governo de Minas destinou aproximadamente R$ 5,7 milhões ao Fundo Garantia-Safra 2023/2024, um aumento de 12% em relação ao repasse anterior. Esse incremento possibilitou um crescimento de 11% no número de agricultores beneficiados, atingindo cerca de 40 mil produtores.

O benefício anual de R$ 1,2 mil é pago aos agricultores de municípios que comprovem perdas de 50% ou mais das culturas, seja por seca ou chuvas excessivas. O programa atende a residentes na área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Ações de Prevenção e Mitigação

Além do apoio financeiro, os agricultores de Minas Gerais estão contando com o auxílio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) para adaptar suas práticas à seca. Técnicas como o uso de plantas de cobertura para aumentar a infiltração de água e a utilização de palhada, para proteger o solo, têm sido incentivadas.

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Outras iniciativas recomendadas incluem a construção de barragens para captação de água, o terraceamento (conhecido como “curvas de nível”) e o cercamento de nascentes, além da recomposição das matas ciliares em rios e córregos. Essas ações visam minimizar os impactos da estiagem e promover uma agricultura mais resiliente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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