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SMS intensifica ações com mutirão extra e vistoria mais de 2 mil imóveis

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, em conjunto com a Vigilância Sanitária, a Limpurb (Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana) e a Defesa Civil, tem reforçado as ações de combate às arboviroses na capital. Nesta quarta-feira (26), a edição extra do mutirão ‘Todos Contra a Dengue” realizou vistorias e notificações em imóveis no bairro Jardim Florianópolis, dentro da mobilização de combate às Arboviroses.

Durante o mutirão, foram fiscalizados 2.165 imóveis, incluindo terrenos baldios notificados e casas abandonadas vistoriadas. A escolha do Jardim Florianópolis para esta edição se deu devido ao alto número de casos de arboviroses, às condições socioeconômicas e ao índice de autoinfestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Dentre as novidades desta edição, destaca-se a inclusão do atendimento odontológico para identificar possíveis sintomas bucais relacionados às arboviroses. “Estamos alertando a população sobre a importância de buscar orientação médica e odontológica caso apresentem sintomas de arbovirose, pois podem comprometer também o aparelho bucal”, destacou a coordenadora da Vigilância em Zoonoses, Alessandra Carvalho.

Sobre a continuidade dos mutirões, a SMS informou que haverá uma avaliação dos resultados para decidir sobre a permanência das mobilizações. “Antecipamos essa edição, que ocorreria no sábado de carnaval, para evitar transtornos e garantir maior adesão da população. Agora, vamos reavaliar a eficiência da estratégia antes de definir a continuidade das ações”, informou Alessandra.

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Ainda conforme a coordenadora, apesar da intensificação das ações, os números de arboviroses continuam elevados, reforçando a necessidade do engajamento popular. “Temos avançado em diversas frentes, mas a luta contra o mosquito Aedes aegypti depende da participação de todos. Precisamos que a população abra suas residências para a visita dos agentes e realize denúncias caso identifique focos do mosquito. Somente com essa colaboração conseguiremos reduzir os casos e proteger a saúde de todos”, alertou.

O cenário epidemiológico de Cuiabá preocupa as autoridades de saúde. De acordo com o último boletim da Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento de 204,5% nos casos confirmados de dengue e de 1.913,3% nos casos de chikungunya em comparação ao mesmo período do ano passado. Além disso, 90% das residências vistoriadas apresentaram focos do mosquito. Diante desse quadro alarmante, o município decretou situação de emergência e intensificou as ações de controle e prevenção.

A atuação dos fiscais da Vigilância Sanitária tem sido essencial para a eliminação de criadouros e a fiscalização de imóveis com irregularidades sanitárias. Para reforçar esse trabalho, foi criado um canal de denúncias no site da Prefeitura de Cuiabá, onde a população pode informar sobre possíveis focos do mosquito em terrenos baldios e imóveis abandonados.

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A Vigilância Sanitária reforça a importância da colaboração de todos os cidadãos na eliminação dos criadouros do mosquito. A população deve manter seus quintais limpos, eliminar recipientes com água parada e permitir o acesso dos agentes de endemias e fiscais da vigilância sanitária para as inspeções. Pequenas atitudes podem fazer a diferença na prevenção das arboviroses e na proteção da saúde coletiva.

Para denúncias e mais informações sobre as ações de combate ao Aedes aegypti, acesse o site oficial: www.cuiaba.mt.gov.br.

#PraCegoVer

A imagem ilustra três agentes de saúde uniformizados realizando uma vistoria em um terreno baldio no bairro Jardim Florianópolis. A ação faz parte de um mutirão que visa fiscalizar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

MP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores

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A Medida Provisória 1.376/2026, criada para permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, entra nesta semana em uma fase decisiva no Congresso sem que produtores tenham acesso amplo e uniforme às novas linhas de crédito. A partir de sábado (29.08), o texto passa a tramitar em regime de urgência e começa a bloquear a votação de outras matérias na Câmara dos Deputados.

O primeiro período de vigência da MP termina em 12 de setembro. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias caso a votação não seja concluída, mas o calendário expõe a distância entre a urgência financeira das propriedades e o ritmo de execução da medida. A comissão mista encarregada de analisar o texto foi instalada em 12 de agosto e ainda precisa aprovar um parecer antes que a proposta siga para os plenários da Câmara e do Senado.

Enquanto o Congresso discute alterações, os produtores enfrentam dificuldades para transformar a autorização legal em contratos. A regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi publicada em 23 de julho, mas a portaria que permitiu ao Tesouro Nacional equalizar as taxas de juros saiu apenas em 13 de agosto, quase um mês depois da edição da MP.

A Portaria 2.423 autorizou limites próximos de R$ 25,8 bilhões para operações com juros subsidiados. Os recursos foram distribuídos entre dez bancos e sistemas cooperativos, incluindo Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia, Banco de Brasília, Banpará, Sicoob, Sicredi, Cresol, Credicoamo e Banco DLL.

A publicação retirou um dos principais entraves regulatórios, mas não tornou a contratação automática. Cada instituição ainda precisa organizar seus procedimentos internos, verificar o enquadramento das dívidas e analisar a capacidade de pagamento, o risco e as garantias apresentadas pelo produtor. Até agora, não foi divulgado um balanço nacional consolidado que mostre quanto dos R$ 25,8 bilhões já se converteu efetivamente em contratos.

A diferença entre o volume autorizado e o tamanho do problema também aumenta a pressão. Levantamento elaborado a partir de informações do Banco Central aponta que o crédito rural acumulava R$ 197,2 bilhões em saldos considerados problemáticos em junho, equivalentes a aproximadamente 22,5% da carteira ativa.

Desse total, R$ 38,1 bilhões estavam inadimplentes, R$ 20,9 bilhões correspondiam a operações em atraso, R$ 31,6 bilhões haviam sido prorrogados e R$ 106,4 bilhões estavam em financiamentos já renegociados. Os números indicam que o valor disponível nas linhas subsidiadas poderá atender apenas a uma parcela da demanda.

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O próprio Banco do Brasil, principal financiador do campo, identificou uma carteira potencial de até R$ 100 bilhões que poderia ser enquadrada na medida. O montante envolve aproximadamente 113 mil clientes, entre produtores inadimplentes e tomadores com contratos anteriormente prorrogados ou renegociados.

A MP atende produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que comprovem perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025. Também é necessário demonstrar redução mínima de 30% da renda bruta esperada, causada por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços dos produtos financiados.

A comprovação depende de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado. Esse requisito é um dos pontos questionados por representantes do setor, principalmente em regiões nas quais as perdas foram generalizadas e já reconhecidas por levantamentos oficiais, decretos de emergência e registros das próprias instituições financeiras.

Pelas regras gerais, agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Para os médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite é de R$ 2 milhões, com taxa de 9%. Os demais produtores podem acessar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano.

Nessa modalidade, o prazo de pagamento chega a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação. Os juros, contudo, precisam ser pagos durante o período de carência.

Há condições melhores para produtores que comprovem perdas mais severas. Quem registrar prejuízos em pelo menos três safras, provocados por eventos climáticos extremos, e redução mínima de 40% da renda poderá obter prazo de até dez anos. Os limites chegam a R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores, com taxas de 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

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Mesmo preenchendo os requisitos, o produtor não tem aprovação garantida. O risco das operações continua sob responsabilidade das instituições financeiras, que podem exigir novas garantias ou negar o crédito após a análise. Essa condição ajuda a explicar por que a existência de recursos autorizados não significa que todo produtor endividado conseguirá aderir.

O prazo para contratação termina em 12 de novembro. Como parte desse período já foi consumida pela regulamentação, produtores e entidades do setor alertam para o risco de concentração dos pedidos nas últimas semanas, demora na análise dos documentos e esgotamento dos limites disponíveis em determinadas instituições.

No Congresso, a quantidade de propostas de mudança revela a insatisfação com o alcance do texto original. A MP recebeu 144 emendas. Entre as alterações sugeridas estão a inclusão de mais operações de investimento, capital de giro e Cédulas de Produto Rural (CPRs), a ampliação das datas de enquadramento, a redução das exigências para comprovação das perdas e a extensão dos prazos de pagamento.

Também há pressão para que a medida contemple produtores que renegociaram contratos anteriormente, mas voltaram a perder safras, além daqueles cujas dívidas foram transferidas, cedidas ou substituídas por outros instrumentos financeiros. O desafio será ampliar o público sem elevar o custo fiscal a um nível que impeça um acordo para a aprovação.

Para o produtor, a orientação é procurar imediatamente a instituição credora e formalizar o interesse na renegociação. Contratos, extratos das operações, comprovantes de perdas, registros de produtividade, documentos fiscais e laudos técnicos devem ser reunidos antes da abertura do pedido. O protocolo da solicitação também é importante para demonstrar que a procura ocorreu dentro do prazo.

A entrada da MP em regime de urgência aumenta a pressão política, mas não resolve os obstáculos encontrados nas agências bancárias. O resultado da medida será definido menos pelo volume anunciado e mais pela quantidade de produtores que conseguirem superar as exigências, aprovar o crédito e assinar os contratos até novembro.

Fonte: Pensar Agro

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