AGRONEGÓCIO

Situação logística no Rio Grande do Sul: Diagnóstico e ações governamentais

Publicado em

O governo do Rio Grande do Sul apresentou um panorama sobre o estado da logística e dos transportes diante das recentes inundações que afetaram a região. Apesar dos desafios causados pelas intensas chuvas, que dificultaram as operações nas rodovias estaduais, mais de 40 trechos em cerca de 20 estradas já foram liberados até o momento.

Situação das Estradas

Durante o pior momento das chuvas, houve 170 pontos de bloqueio em 79 rodovias, afetando 97 municípios no estado. Até a tarde de domingo (12/5), permaneciam 97 trechos com bloqueios parciais ou totais em 53 rodovias, incluindo estradas, pontes e travessias de balsas. A infraestrutura, incluindo pontes, viadutos, passarelas e túneis, também foi severamente atingida, com um relatório preliminar estimando que cerca de R$ 230 milhões serão necessários para sua recuperação.

O Secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, enfatizou o compromisso do governo em desobstruir as rodovias, priorizando a segurança e a fluidez do tráfego.

Mapa Interativo e Ações de Monitoramento

Diante da gravidade da situação, foi desenvolvido um mapa interativo que permite o acompanhamento em tempo real dos bloqueios nas rodovias. Essa ferramenta, alimentada por informações do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), auxilia na identificação dos pontos de obstrução. Além disso, foi criado um segundo mapa com rotas alternativas para os motoristas.

Leia Também:  Oferta Nacional em Alta Pressiona Preços da Batata no Rio Grande do Sul
Ações da EGR

Na área administrada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), apenas dois trechos permanecem totalmente bloqueados devido a danos estruturais. Para esses casos, a EGR já está preparando licitações para reconstrução, com previsão de entrega da ponte na ERS-130 em oito meses. A empresa também planeja pavimentar três quilômetros da estrada vicinal que liga Muçum a Vespasiano Corrêa, paralela à ERS-129, para melhor atender ao tráfego de veículos e emergências entre os municípios.

Portos, Travessias e Aeroportos

Os portos e travessias enfrentaram desafios, com operações suspensas em alguns terminais e interrupções nas travessias de balsas. O Aeroporto de Passo Fundo, tornou-se uma base importante para operações de resgate, enquanto outros aeroportos da região estão operando normalmente.

A reabertura do Aeroporto de Rio Grande foi destacada como uma medida crucial para auxiliar nas operações de socorro na região. Além disso, houve um aumento de voos regionais em aeroportos como Santo Ângelo e Passo Fundo, em resposta ao fechamento temporário do Aeroporto Salgado Filho.

Leia Também:  SBS Green Seeds mira liderança no mercado de R$ 2,58 bilhões com foco em agricultura regenerativa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Plantio lento de milho no Brasil pode impactar estoques globais e favorecer EUA

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Jayme debate investimentos em Várzea Grande e garante apoio à reeleição de Kalil

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA