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Oferta Nacional em Alta Pressiona Preços da Batata no Rio Grande do Sul

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O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (28), trouxe dados atualizados sobre a produção de batata-doce e batata no Rio Grande do Sul, com ênfase no desenvolvimento das lavouras e nas condições de comercialização.

Na região de Passo Fundo, a colheita da batata já começou no município de Ibiraiaras. Aproximadamente 5% da área cultivada, que totaliza 650 hectares, foi colhida até o momento. Segundo a Emater/RS, as lavouras apresentam um desenvolvimento normal, e o produto colhido tem se mostrado de boa qualidade.

No entanto, o mercado enfrenta dificuldades devido à grande oferta de batatas em nível nacional, que tem exercido pressão sobre os preços. Atualmente, os produtores gaúchos recebem, em média, R$ 70,00 por saca de batata branca e R$ 100,00 pela batata rosa, valores considerados desafiadores para o setor.

Enquanto isso, a produção de batata-doce segue em ritmo escalonado na região administrativa de Lajeado, especialmente em municípios como Feliz. Esse formato de cultivo permite colheitas praticamente durante todo o ano, mesmo no período de entressafra. Muitos agricultores também estão dedicados à multiplicação de ramas para recuperar áreas afetadas por eventos climáticos adversos.

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De acordo com a Emater/RS, não foram identificados problemas fitossanitários nas lavouras de batata-doce. O preço médio de comercialização permanece estável, variando entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por quilo, refletindo a boa demanda do mercado local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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