AGRONEGÓCIO

Oportunidades e Desafios do Diesel no Brasil em Debate

Publicado em

Em 2023, as vendas de diesel B no Brasil ultrapassaram 65 bilhões de litros, apresentando um crescimento de quase 4% em relação ao ano anterior. Para 2024, a previsão é que esse número chegue a 66,6 bilhões. Esse aumento na demanda não apenas indica oportunidades para o setor, mas também traz desafios significativos, uma vez que o consumo de diesel é um importante indicador da atividade econômica.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) realizará no próximo dia 18 de julho, às 8h, no Auditório da FGV em São Paulo, o seminário intitulado “Desafios para o Segmento Diesel no Brasil nos Próximos 20 Anos”.

O evento reunirá especialistas, autoridades, representantes do governo, acadêmicos e membros da indústria para discutir as perspectivas e os obstáculos que o setor enfrentará até 2044. Entre os principais temas a serem abordados estão:

  • Projeções de oferta e demanda do diesel em relação ao crescimento econômico e tendências de mercado.
  • Compatibilidade entre biocombustíveis e motores, destacando avanços tecnológicos e regulatórios.
  • Descarbonização dos combustíveis, com foco em estratégias e políticas para a redução das emissões.
  • Impactos ambientais do uso de diesel e alternativas para mitigar esses efeitos.
  • Avaliação das normas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE).
  • Certificação e padrões de qualidade do biodiesel.
  • Inovação, mobilidade, novas rotas tecnológicas, transição e segurança energética.
Leia Também:  Lucas do Rio Verde recebe prêmio Lixo Zero Brasil na categoria educação

O seminário não apenas visa discutir os desafios enfrentados pelo setor, mas também buscar soluções para o desenvolvimento sustentável da indústria diesel no Brasil. O evento proporcionará insights estratégicos e promoverá um diálogo construtivo entre os participantes, enfatizando a interatividade e o debate sobre diferentes perspectivas.

A participação no evento é gratuita, mas as vagas são limitadas e é necessário realizar inscrição prévia. Para mais informações sobre a programação e inscrições, acesse o site: abiove.org.br/seminario-diesel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

Published

on

A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

Leia Também:  Política Nacional de Cibersegurança já está vigorando no Brasil

A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

Leia Também:  Governo cria Selo AgroSP para certificar e diferenciar produtos do agro de São Paulo

Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA