AGRONEGÓCIO

Sine Municipal tem 912 vagas de emprego com 400 sem necessidade de experiência

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O Sine Municipal, ligado à Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho, disponibiliza 912 vagas de emprego nesta terça-feira (23), com muitas oportunidades para quem está iniciando a carreira ou busca uma nova posição sem experiência prévia.

Entre as oportunidades em destaque para quem busca o primeiro emprego ou recolocação estão nove vagas para ajudante de carga e descarga de mercadoria, para candidatos sem experiência comprovada. O salário é de R$ 1,8 mil, além de benefícios como assistência médica, assistência odontológica, vale-refeição e vale-gás. Analista de negócio tem 200 vagas com salário que pode chegar a R$ 7 mil mais bonificação semanal de R$ 100. O único requisito é ensino superior completo em Administração, Ciências Contábeis ou Economia. Para pizzaiolo sem experiência há 50 vagas. O salário é de R$ 2,7 mil, com benefícios como premiação e refeitório interno.

Outras vagas que não exigem experiência são três para ajudante de cozinha, que paga R$ 1,6 mil, além de benefícios como plano de saúde e cartão cesta. Auxiliar de Estoque tem duas vagas com salário de R$ 1,6 mil, mais quebra de caixa no valor de R$ 160,00 e auxílio-alimentação de R$ 170,00. A ocupação de garçom oferece 95 vagas e salário de R$ 1,5 mil, além de comissão e refeitório interno.

Atendimento

Os interessados devem procurar o Sine, localizado na Travessa Celso Luís M. de Almeida, nº 45, bairro Poção, no prédio da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho (Smat).

O horário de atendimento é das 8h às 17h.

Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp: (65) 99251-7480.

No local, também é oferecido atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), com apoio para abertura, regularização e encerramento do registro.

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Serviços do Sine

O Sine Municipal realiza a intermediação de vagas de emprego e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal.

Informações importantes ao trabalhador

Mantenha o cadastro atualizado nos postos do Sine ou por canais digitais.

Consulta de vagas: empregabrasil.mte.gov.br

Solicitação de seguro-desemprego on-line: pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo site acima.

Exclusivo para empresas

O Sine também dispõe de canais exclusivos para empresas interessadas em anunciar vagas. O contato pode ser feito pelos telefones:

(65) 3645-7216 ou 3645-7237,
WhatsApp: (65) 99255-2450,
e e-mail: [email protected].

Confira as oportunidades

Açougueiro – 02
Ajudante de carga e descarga de mercadoria – 18
Ajudante de cozinha – 04
Analista de mídias sociais – 01
Analista de negócio – 200
Analista de suporte técnico – 02
Assistente administrativo – 01
Atendente de lojas – 13
Atendente de padaria – 07
Atendente de telemarketing – 02
Auxiliar administrativo – 02
Auxiliar de armazenamento – 03
Auxiliar de conservação de obras civis – 01
Auxiliar de cozinha – 03
Auxiliar de estoque – 02
Auxiliar de lavanderia – 02
Auxiliar de limpeza – 04
Auxiliar de linha de produção – 108
Auxiliar de logística – 65
Auxiliar de mecânico de autos – 05
Auxiliar de operação – 30
Auxiliar técnico de mecânica – 05
Auxiliar técnico na mecânica de máquinas – 02
Barman – 05
Caixa de loja – 02
Camareira de hotel – 02
Comprador – 01
Conferente de logística – 03
Consultor de vendas – 05
Coordenador de restaurante – 01
Cozinheiro em geral – 02
Cozinheiro geral – 01
Empregado doméstico nos serviços gerais – 02
Empregado doméstico arrumador – 01
Encarregado de expedição – 01
Estoquista – 03
Fiscal de loja – 04
Garçom – 95
Instalador reparador de redes telefônicas e de comunicação de dados – 03
Mecânico – 05
Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) – 07
Montador – 05
Montador de estrutura metálica – 06
Motorista de caminhão – 08
Motorista de caminhão basculante – 65
Motorista entregador – 01
Operador de caixa – 35
Operador de empilhadeira – 01
Operador de escavadeira – 03
Operador de máquinas de construção civil e mineração – 03
Operador de máquinas fixas em geral – 05
Operador de motoniveladora – 08
Operador de rolo compactador – 31
Operador de sistema de informática (teleprocessamento) – 02
Operador de telemarketing ativo e receptivo – 01
Operador de trator (minas e pedreira) – 04
Pizzaiolo – 50
Programador de comunicação de sistema – 02
Promotor de vendas – 13
Recepcionista secretária – 01
Repositor em supermercado – 15
Repositor de mercadorias – 02
Serralheiro montador – 01
Servente de obra – 02
Soldador – 05
Técnico automotivo – 01
Técnico mecânico (máquinas) – 01
Vendedor interno – 19

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#PraCegoVer
A imagem mostra a Carteira de Trabalho e Previdência Social sendo entregue de uma mão para a outra.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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