AGRONEGÓCIO

Show Rural Coopavel de Inverno Apresenta Pacotes Tecnológicos para Cultivos de Alta Performance

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Entre os dias 27 e 29 de agosto, a quinta edição do Show Rural Coopavel de Inverno, em Cascavel, no Oeste do Paraná, reunirá informações sobre pacotes tecnológicos destinados à produção de culturas de inverno com alto desempenho. Embora o trigo seja a estrela do evento, empresas também apresentarão suas melhores soluções para aveia, triticale, centeio e plantas de cobertura.

Trigo em Foco

O agrônomo Rogério Rizzardi, coordenador geral do Show Rural, destaca o trigo como um exemplo de potencial econômico. “Atualmente, com as tecnologias disponíveis, a produção de trigo pode gerar resultados tão significativos quanto os obtidos com outras culturas, como a soja”, afirma. O objetivo é alcançar uma produtividade mínima de seis mil quilos por hectare, superando a média atual de 3,8 mil quilos no Oeste do Paraná.

Cultivares de Alta Performance

Mais da metade das 40 cultivares a serem apresentadas serão de trigo de alta performance, muitas delas em lançamento. Rizzardi enfatiza a importância de personalizar o pacote tecnológico de acordo com as condições do solo e o investimento desejado. “Se o produtor busca atingir seis mil quilos por hectare, precisará escolher uma cultivar de maior potencial. Caso contrário, pode optar por variedades mais resistentes que se adequem à sua realidade”, complementa.

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Demonstração Prática

Nesta edição, 42 expositores estarão presentes, além de especialistas disponíveis para esclarecer dúvidas. Os visitantes poderão observar o desempenho prático dos pacotes tecnológicos em parcelas preparadas. Os técnicos também apresentarão resultados de manejo adequado do solo, considerando suas condições químicas, físicas e biológicas.

Facilidade na Produção

O Show Rural Coopavel de Inverno visa mostrar aos produtores que é viável e simples produzir trigo com alto desempenho. O pacote tecnológico envolve a escolha da melhor cultivar, manejo apropriado e cuidados culturais, como controle de plantas invasoras e doenças, além da seleção do sistema nutricional mais indicado, incluindo bioestimulantes e adubação foliar.

Aprimoramento do Solo

Esta edição também abordará a cobertura de áreas com mix de plantas, buscando melhorias nas condições biológicas do solo. “Investir em um solo de qualidade agora potencializa os resultados das culturas de verão. As melhorias realizadas no inverno se refletem em produtividades mais altas na soja e no milho”, ressalta Rizzardi. Outros temas abordados incluem a produção de alimentos para a pecuária de leite e corte, agroecologia e manejo de fruticultura.

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Palestras Técnicas e Acesso Gratuito

A Coopavel, junto a parceiros, promoverá palestras técnicas sobre o uso de biológicos e suas vantagens, além da fisiologia do trigo. Assim como nas edições de verão, o evento oferecerá acesso gratuito ao parque, com vagas de estacionamento disponíveis e almoço cortesia. Os portões abrirão diariamente a partir das 8h30.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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