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Café Gripp: Um Sucesso de Exportação e Turismo Rural

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A jornada do Café Gripp começou nas encantadoras montanhas de Alto Jequitibá, situadas na região do Caparaó, e agora alcança os Estados Unidos. A primeira exportação deste ano marca um novo capítulo para a cafeicultora Paula Gripp e sua família, que celebram o envio de uma pequena remessa de 10 quilos com grande significado emocional.

Rumo à Exportação: Um Caminho Facilitado

O ingresso no mercado de exportação foi facilitado pela participação da família no projeto Agro.Br da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Apex-Brasil e o Sistema Faemg Senar. Esse programa proporciona suporte e consultoria para produtores interessados em exportar, como destaca o consultor do projeto em Minas Gerais, Paulo Március: “É preciso perder o medo e começar. A exportação está ao alcance de todos”.

Café de Qualidade e Empreendedorismo Rural

O Café Gripp surgiu em 2018 quando a família retornou ao campo após anos morando em São Paulo. Para Paula, que era cabeleireira, a transição para a vida rural foi desafiadora, mas hoje ela reconhece que foi a melhor decisão. Focada em produzir cafés de alta qualidade, Paula e sua família se capacitaram por meio de cursos oferecidos pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Alto Jequitibá e pelo Senar Minas, adquirindo habilidades fundamentais para a atividade.

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Uma Família Engajada e Diversificada

Todos na família estão envolvidos no negócio rural, desde o cultivo até a torrefação. Além disso, a família investiu em uma cafeteria dentro da propriedade, inaugurada em 2019, que se tornou um ponto de referência para os amantes do café especial e também para turistas que buscam experiências autênticas no campo.

Turismo Rural: Um Novo Horizonte

Para Paula, a cafeteria é mais do que um ponto de venda, é uma forma de promover o café especial e explorar o potencial turístico da região. Mesmo durante a pandemia, o estabelecimento prosperou, atraindo ciclistas e visitantes interessados em conhecer as belezas naturais do Caparaó.

Orgulho e Reconhecimento

O sucesso da família Gripp não passa despercebido. Jorge Rodrigo Farias, agente de desenvolvimento rural do Sindicato dos Produtores Rurais de Alto Jequitibá, destaca o exemplo de dedicação e parceria que a família representa. Além disso, ele ressalta a importância do acompanhamento técnico oferecido pelo programa ATeG Café+Forte para o crescimento e aprimoramento dos negócios.

O Café Gripp não apenas comercializa café, mas também compartilha uma história de empreendedorismo, compromisso com a qualidade e valorização do turismo rural, tornando-se um orgulho para a comunidade local e um exemplo inspirador para outros produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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