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Exportações de diesel da Rússia caem em outubro devido a proibição e manutenções

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As exportações marítimas de diesel e gasóleo dos portos da Rússia caíram 11% em outubro em relação ao mês anterior, para cerca de 2,55 milhões de toneladas, devido a grandes trabalhos de manutenção nas refinarias e à proibição da exportação de combustíveis, segundo dados de traders e do LSEG.

A capacidade ociosa de refino de petróleo primário em outubro ficou em 4,915 milhões de toneladas, uma queda de cerca de 1,9% em relação a setembro, de acordo com cálculos da Reuters.

A Rússia proibiu temporariamente as exportações de gasolina e diesel a partir de 21 de setembro para lidar com a escassez doméstica, mas suspendeu as restrições ao combustível de bunker e ao gasóleo com alto teor de enxofre.

O embargo foi parcialmente suspenso em 9 de outubro, com a Rússia retomando as exportações de diesel de teor de enxofre ultrabaixo (ULSD) por meio dos oleodutos da Transneft, desde que o fabricante forneça pelo menos 50% do diesel produzido para o mercado doméstico.

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O total de cargas de diesel em outubro do porto russo de Primorsk, a principal saída para as exportações de ULSD e totalmente dependente de remessas por oleodutos, aumentou 10% em relação ao mês anterior e 40% em relação a um plano inicial de 977.000 toneladas, de acordo com dados do LSEG e de traders.

DESTINOS DE EXPORTAÇÃO

Embora a Turquia tenha permanecido como o principal destino das exportações marítimas russas de diesel e gasóleo em outubro, os embarques de combustível caíram 43% em relação ao mês anterior, para cerca de 605.000 toneladas, segundo dados do LSEG.

Cerca de 180 mil toneladas de diesel carregadas nos portos russos em outubro ainda não têm um destino confirmado e parte delas também pode ser enviada para a Turquia.

Os carregamentos de diesel para o Brasil a partir de portos russos aumentaram 0,8% em relação a setembro, para 590.000 toneladas, segundo os dados de transporte.

No mês passado, cerca de 680.000 toneladas de diesel e gasóleo de portos russos estavam indo para países africanos, incluindo Líbia, Togo, Marrocos, Senegal e Costa do Marfim, mostraram os dados do LSEG.

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Outras 270 mil toneladas de diesel da Rússia em outubro foram destinadas a transferências de navio para navio perto do porto grego de Kalamata, com destinos finais para essas cargas ainda não conhecidos.

Todos os dados de remessa acima são baseados na data de partida da carga.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar

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A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.

Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.

El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar

De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.

O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.

A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.

Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima

Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.

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A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.

Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.

Formação de estoques pode sustentar preços internacionais

Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.

Entre eles estão:

  • preocupações com redução no uso de fertilizantes;
  • aumento das operações de hedge;
  • formação preventiva de estoques;
  • incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.

Produção global de etanol deve crescer em 2026

O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.

A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.

O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.

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Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis

Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.

A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.

Entre os movimentos citados pela entidade estão:

  • o avanço do E32 no Brasil;
  • discussões sobre E25 na Índia;
  • ampliação do E20 na União Europeia.

Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético

Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.

O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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