AGRONEGÓCIO

Pressão Cambial Supera Valorização em Chicago e Afeta Preços da Soja em Junho

Publicado em

O mês de junho foi marcado por uma desvalorização significativa nos preços da soja nas principais regiões produtoras do Brasil. Apesar da valorização do dólar, a forte queda nos contratos futuros da soja em Chicago teve um impacto decisivo na formação dos preços domésticos.

Mesmo com os prejuízos causados pelo excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, o panorama global de oferta e demanda continua favorável, indicando uma oferta abundante. Até o momento, apesar das altas temperaturas e algumas inundações, o clima não tem prejudicado de forma consistente a produção no cinturão agrícola dos Estados Unidos.

No Brasil, o preço da saca de 60 quilos de soja caiu de R$ 134,50 para R$ 133,00 em Passo Fundo (RS) durante o mês de junho. Em Cascavel (PR), o valor diminuiu de R$ 132,00 para R$ 128,50. Em Rondonópolis (MT), a cotação se manteve estável em R$ 125,00. Já no Porto de Paranaguá, o preço recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00.

Leia Também:  Serra da Mantiqueira projeta safra recorde de azeite em 2026

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro registraram uma queda acumulada de 6,3% em junho, sendo cotados a US$ 11,10 por bushel na manhã da sexta-feira, 28. O bom desenvolvimento das lavouras americanas contribuiu para a baixa nos preços.

A depreciação dos preços internos da soja não foi ainda maior devido à valorização do dólar. A moeda norte-americana disparou em junho, acumulando uma alta de 5,5% e superando R$ 5,55 na manhã da sexta-feira, 28. As preocupações com os desequilíbrios fiscais no governo brasileiro impulsionaram essa valorização.

O Plano Safra atual prevê uma redução na cobertura do seguro Proagro para o próximo período agrícola. A área cultivada no estado está estimada em 6.681.716 hectares, com uma produtividade média estadual de 2.923 kg/ha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

Published

on

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

Leia Também:  Óleo recua quase 3% em Chicago e soja em grão mantém tendência de queda

O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

Leia Também:  Mercado de milho encerra semana lenta com poucos negócios no Brasil
Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA