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Show Rural 2025 Apresenta Propriedade Sustentável em Vitrine Tecnológica de Agroecologia

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A Vitrine Tecnológica de Agroecologia “Vilson Nilson Redel” será uma das grandes atrações do Show Rural 2025, com foco na disseminação de tecnologias voltadas à agricultura orgânica e à transição agroecológica. Com aproximadamente 4,4 mil metros quadrados, o espaço simula uma propriedade sustentável e integra práticas inovadoras que buscam aliar produtividade e preservação ambiental. O tema deste ano é “Construindo conhecimento agroecológico”.

Destaques da Vitrine Tecnológica

O evento apresentará áreas temáticas que ilustram práticas sustentáveis, divididas em seis grandes setores:

  • Mandala
    • Exposição de espécies nativas, condimentares, aromáticas, medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), com curadoria da Itaipu Binacional.
  • Grãos, Mandioca e Batata-Doce
    • Culturas tradicionais e sustentáveis, organizadas em parceria com a Unioeste/CVT, IDR-Paraná, Gebana e Embrapa.
  • Sistemas Agroflorestais (SAFs)
    • Integração de meliponídeos, plantas apícolas, frutíferas regionais e espécies madeiráveis, com suporte da UFFS, Itaipu Binacional, IDR-Paraná e CCA.
  • Pecuária Sustentável
    • Apresentação de novas plantas forrageiras e uso de mandioca como alternativa econômica na alimentação animal, desenvolvida pelo IDR-Paraná e Embrapa.
  • Olericultura em Cultivo Protegido
    • Demonstração de sistemas de plantio direto com tomate, outras hortaliças e flores, sob a coordenação do IDR-Paraná e Embrapa.
  • Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH)
    • Práticas como o cultivo de melancia e uso de plantas de cobertura, desenvolvidas pelo IDR-Paraná e Unioeste.
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Inovações Transversais

Além das áreas principais, serão apresentadas outras soluções práticas, como:

  • Protótipo de galinheiro móvel com artesanato em crochê.
  • Maquete viva com cultivo suspenso em SPDH.
  • Exposição de flores comerciais a campo e em vasos.
  • Dinâmicas de turismo sustentável e práticas de preservação da saúde.

Essas iniciativas buscam promover a agroecologia, oferecendo alternativas para geração de renda a agricultores familiares e fortalecendo a produção orgânica no Paraná, com alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Organização e Parcerias

O espaço conta com o suporte de 16 parceiros, incluindo instituições como o IDR-Paraná, Embrapa, Itaipu Binacional, universidades (Unioeste, UFFS, UFPR) e cooperativas locais. A coordenação é realizada por meio do convênio VITÓRIAS – Vitrines Tecnológicas para Agroecologia e Sustentabilidade, com a execução liderada pelo IDR-Paraná, gestão administrativa da Fapeagro e patrocínio da Itaipu Binacional.

O Show Rural 2025 reforça seu compromisso em posicionar o Paraná como referência em práticas agroecológicas, promovendo inovação e sustentabilidade para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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