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Servidoras que cuidam de Cuiabá são incentivadas ao autocuidado em evento do Dia da Mulher

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Servidoras da Prefeitura de Cuiabá participaram, na última quarta-feira (4), de uma programação especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher, marcada por momentos de reflexão, valorização e integração. O evento contou com palestra motivacional, sorteio de brindes, coffee break e uma feira de mulheres empreendedoras, reforçando a importância do autocuidado para aquelas que, diariamente, contribuem para o funcionamento da cidade.

A iniciativa, que integra a programação do Mês da Mulher, é promovida pela Secretaria Municipal da Mulher e pelo Procon Municipal, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama e da Secretaria Municipal de Educação. A celebração contou ainda com música ambiente apresentada pelos músicos Joel Amorim e Karol Bataioli, por meio do projeto Cuiabá Sonoro, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura.

Um dos momentos centrais da programação foi a palestra ministrada pela médica Dra. Nayara Cerutti, com o tema “Quem Cuida de Você Quando Você Cuida de Todo Mundo?”. Durante a apresentação, ela abordou temas como autoconfiança, percepção de imagem, envelhecimento e equilíbrio emocional, fatores que influenciam diretamente a postura profissional e a forma como cada indivíduo se relaciona com colegas, equipes e com a sociedade.

“A Prefeitura de Cuiabá me solicitou um tema que pudesse resgatar a autoestima de mulheres que cuidam de toda uma cidade. São mulheres que dedicam a vida a uma comunidade inteira e, muitas vezes, esquecem de cuidar de si mesmas. Preparamos um material para ajudá-las a resgatar sua identidade e autoestima, para que possam desempenhar suas funções da melhor forma possível”, explicou Nayara.

A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, destacou que o encontro marcou o início das ações do Mês da Mulher no município e ressaltou a importância da união entre as lideranças femininas da gestão para promover iniciativas voltadas ao fortalecimento das mulheres. “Este é o primeiro evento do mês de março voltado às servidoras. Começamos com elas e também encerraremos o mês com uma programação especial para esse público. Estamos preparando muitas ações e novidades importantes para as mulheres cuiabanas”, afirmou.

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Durante o evento, a secretária também mencionou o avanço de projetos voltados ao público feminino, como o Lutadoras, que deve ampliar significativamente o número de vagas para atender mulheres em Cuiabá, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade ou violência.

A secretária adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, destacou que a proposta do encontro foi oferecer um momento dedicado às servidoras, com reflexão e reconhecimento de que investir no bem-estar emocional dos profissionais fortalece as equipes, melhora o ambiente de trabalho e promove relações mais saudáveis no serviço público.

“A nossa ideia foi organizar um evento especialmente voltado para as servidoras, para que cada uma saia daqui com a sensação e a certeza de que é prioridade em sua própria vida. Muitas vezes colocamos o trabalho, a família, os filhos e outras responsabilidades na frente e acabamos ficando em segundo plano. Hoje queremos lembrar que as mulheres também precisam ocupar esse lugar de protagonismo em suas próprias vidas”, destacou.

A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, também participou da programação e reforçou a importância de criar espaços de valorização e cuidado para as mulheres. Ela agradeceu às secretárias Mariana e Hadassah por terem abraçado essa ideia juntas, e também ao secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, por ter dado espaço para a realização do encontro.

“Precisamos de momentos assim para lembrar que somos importantes. Nós, mulheres, merecemos ser cuidadas, respeitadas e reconhecidas, pois temos uma missão grandiosa. Acredito que Deus confiou às mulheres um papel muito especial na sociedade. Por isso, é fundamental resgatar quem somos e fortalecer uma cultura de respeito às mulheres. A educação tem um papel essencial nesse processo. Aos poucos, vamos inserindo esse debate entre os alunos para reconstruir essa cultura de valorização da mulher. O Dia da Mulher também é para isso: para nos lembrarmos de nos resgatar, de nos cuidar e de reconhecer que merecemos ser amadas e respeitadas”, destacou Samantha.

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Além da palestra, as servidoras participaram de sorteios de brindes, vouchers para serviços como manicure e procedimentos estéticos, além de presentes preparados especialmente para elas. A programação contou ainda com coffee break e momentos de interação entre as participantes.

O evento também abriu espaço para a feira de mulheres empreendedoras, que reuniu expositoras com produtos artesanais, cosméticos, acessórios e alimentos. Entre elas estava Eliane Lopes, que comercializa banana chips, e contou que o negócio começou após um momento difícil em sua família. Segundo ela, o apoio da Secretaria da Mulher foi fundamental para o crescimento do empreendimento.

“Começamos quando meu esposo sofreu um acidente e demorou a receber os direitos dele. Precisávamos de uma renda e criamos a bananinha. Depois, fiz o curso de empreendedorismo da Secretaria da Mulher, e eles passaram a me incentivar, ajudar na divulgação e nas feiras. Hoje a embalagem é personalizada e estamos crescendo. Meu objetivo agora é fornecer para mercados”, relatou.

A feira também contou com a participação de Alessandra Manduca, com artesanato em papelaria; Ana Paula, da Luz da Alma, com velas e aromas; Izilda, do Ateliê Fantochê; Janaína, com peças em crochê; Karolinna, do Ateliê Laços; Jaklyne Thayane, representante da Mary Kay; e Leonora Neves, com produtos de O Boticário. As expositoras comercializaram bolsas, itens artesanais, cosméticos, velas aromáticas, laços e outros produtos voltados ao público feminino.

Entre as participantes do evento voltado à valorização das mulheres estavam: a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela; a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda; a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares; a secretária-adjunta de Bem-Estar Animal e médica veterinária, Morgana Thereza Ens; e a secretária-adjunta de Segurança Pública, tenente-coronel Susane Tamanho.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

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Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

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O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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