AGRONEGÓCIO

Federações Agrícolas das Américas e IICA Firmam Compromisso para Avançar em Ciência e Inovação na Agricultura Sustentável

Publicado em

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Federação de Câmaras Agropecuárias e Agroindustriais (FECAGRO) concluíram com sucesso o Primeiro Encontro de Federações Agrícolas das Américas, realizado na Costa Rica. O evento contou com a participação de mais de 40 líderes de 20 federações agropecuárias e agroindustriais de 14 países da região.

O encontro abordou a importância da ciência, inovação e novas tecnologias para o avanço de uma agricultura sustentável, a elevação da produtividade, a promoção de um comércio agrícola transparente e a satisfação da crescente demanda por alimentos seguros, nutritivos e acessíveis. Além disso, os participantes discutiram como esses elementos são cruciais para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

A abertura do evento foi conduzida pelo Ministro de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Fernando Mattos; pelo Presidente da FECAGRO, Francisco José González; e pelo Diretor Geral do IICA, Manuel Otero.

O Ministro Mattos ressaltou a necessidade de um aumento significativo na produção de alimentos nos próximos 25 anos, destacando a importância da colaboração entre ciência, inovação, tecnologia e pesquisa para enfrentar o desafio. “Temos que dar esse salto produtivo com a articulação entre os setores público e privado”, afirmou.

Leia Também:  Emoção e despedidas marcam formatura do pré-escolar II em Cuiabá

O Presidente da FECAGRO enfatizou a importância de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, a promoção de práticas agrícolas sustentáveis, e a criação de uma estrutura regulamentar que favoreça tecnologias ecológicas. Ele também destacou a necessidade de formação em novas tecnologias, financiamento acessível para pequenos e médios produtores, e políticas comerciais justas e baseadas em evidências científicas.

O Diretor Geral do IICA, Manuel Otero, sublinhou a necessidade de uma abordagem sistemática para garantir uma produção alimentar abundante e nutritiva de forma sustentável. “Devemos pensar em políticas de longo prazo com os agricultores no centro dos debates, onde ciência e inovação são essenciais para boas práticas e intensificação produtiva sustentável”, afirmou Otero.

Durante o encontro, foram realizadas conferências sobre tecnologia e inovação para a agricultura sustentável, desafios e oportunidades do setor agro nas Américas, e acesso aos mercados. Também foi apresentada uma nota técnica pelo IICA sobre a promoção de uma abordagem integrada da agricultura para segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

Os conferencistas incluíram Jack Bobo, Diretor do Instituto de Sistemas Alimentares da Universidade de Nottingham; José Perdomo, Presidente da CropLife Latin America; Ariel Londinsky, Secretário Geral da Federação Pan-americana do Leite (FEPALE); Tayutic Mena, Presidente do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC); e Gloria Abraham, consultora e ex-Ministra de Agricultura e Pecuária da Costa Rica.

Leia Também:  Na COP, Fundo JBS defende a importância do suporte financeiro e de inovações tecnológicas e sociais para preservar biomas

O evento destacou a necessidade urgente de enfrentar os desafios impostos pela mudança climática, a escassez de recursos hídricos e a degradação dos solos. A agricultura sustentável, apoiada por inovação tecnológica e comércio internacional com normas científicas, emerge como uma solução crucial para garantir a segurança alimentar e melhorar a qualidade de vida dos agricultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

Published

on

Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

Leia Também:  Nova diretoria do Conselho Municipal de Educação toma posse em Cuiabá

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

Leia Também:  “Mato Grosso fortaleceu seu compromisso com a agricultura sustentável”, diz presidente do IA

O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA