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SENAR/SC Capacita Instrutores para Fomentar o Desenvolvimento Rural

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Vinte e três instrutores que atuam nos programas de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), participaram de um curso de capacitação focado no aperfeiçoamento de metodologias. O evento ocorreu entre os dias 8 e 10 de julho, em Florianópolis, e teve como objetivo atualizar os conhecimentos dos profissionais, permitindo que ofereçam cursos mais eficazes aos produtores rurais catarinenses.

Gilmar Antônio Zanluchi, superintendente do Senar/SC, representou o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, durante a abertura e o encerramento do evento. Ele destacou a relevância da iniciativa para fortalecer as atividades de FPR e PS, enfatizando o compromisso da instituição com a educação de qualidade voltada ao público do campo. “A capacitação contínua dos nossos prestadores de serviço é fundamental para que os produtores tenham acesso às ferramentas necessárias para implementar inovações em seus negócios”, afirmou.

Gisele Kraieski Knabben, técnica de formação profissional do Senar/SC, coordenou as atividades e avaliou a capacitação de maneira positiva, anunciando a formação de novas turmas para outros prestadores de serviço. “Foram dias enriquecedores! Tivemos a oportunidade de aprofundar temas como empatia na abordagem humanista, postura na facilitação e técnicas de intervenção em grupos, entre outras questões metodológicas”, comentou.

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Darci Aloisio Wollmann, supervisor pedagógico do Senar/SC, ressaltou que a capacitação metodológica, de forma reflexiva, propiciou uma melhor vivência em grupo. “Essa abordagem valoriza a participação efetiva de produtores, trabalhadores e familiares, incentivando uma análise mais detalhada de suas práticas. Esse treinamento fará a diferença para os instrutores, permitindo uma visão mais aprofundada da metodologia do Senar/SC”, disse.

Com 20 horas de aprendizado reflexivo, a capacitação visou uma aplicação mais eficiente das metodologias nos treinamentos oferecidos. “Certamente, todos os instrutores deveriam ter essa oportunidade para aprimorar seus cursos”, destacou Darci.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, reiterou a importância das capacitações para a inovação e o desenvolvimento dos negócios rurais, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade do setor. “Para alcançarmos um agronegócio de excelência, é essencial que nossas equipes e prestadores de serviços estejam preparados e atualizados. Por isso, continuamos investindo em qualificação profissional”, afirmou.

Detalhes da Capacitação

O curso foi conduzido pelo instrutor Antonio Celso Rezende Garcia, formado em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná, mestre em Administração de Empresas pela Universidade Positivo e doutor em Psicobiologia pela Universidade de São Paulo. Os temas abordados incluíram feedback nas relações interpessoais, autoscopia como método de formação do facilitador, ciclo de aprendizagem vivencial e aspectos de condução de grupos, entre outros.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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