A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) está capacitando os peritos criminais oficiais do interior do estado para a realização de perícias em drogas, com o uso do equipamento FTIR (Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier) e teste colorimétrico, que garantem resultados precisos e seguros, conforme os padrões de identificação forense de drogas estabelecidos internacionalmente.
O curso começou na segunda-feira (11.09) e segue até o dia 22 deste mês.
A capacitação está sendo ministrada pelo gerente de perícias em química forense Ewerton Barros, e ensina a usar o equipamento no exame definitivo de drogas.
Os peritos são orientados especialmente para a identificação de impurezas de outras substâncias que possam interferir no resultado do exame.
Participam do curso peritos oficiais de municípios do interior do estado, entre eles de Barra do Garças, Cáceres, Nova Mutum, Sinop, Sorriso, Alto Araguaia. Os alunos têm acesso às técnicas para que o processo de reconhecimento dos entorpecentes ocorra de maneira ágil e hábil.
Atualmente, todas as 16 unidades da Politec da capital e do interior já realizam os exames definitivos de drogas.
A Politec vem buscando aprimorar o conhecimento dos peritos oficiais e capacitá-los para melhoria do desempenho e agilidade na entrega dos resultados, tornando assim, rápida e eficiente resposta ao combate do tráfico e consumo de drogas ilícitas.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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