Os queijos feitos no sítio da produtora rural Rita de Cássia Pinto Hachya, em Sorriso (395 km da capital), têm se destacado pela excelência na qualidade. Os produtos possuem a certificação do Sistema Unificado Estadual de Agroindústria Familiar e de Pequeno Porte (Susaf), concedida pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).
O selo estadual agregou valor ao produto, de acordo com Rita de Cássia, e possibilitou modernizar e ampliar a produção leiteira. Atualmente, ela é a única produtora de Mato Grosso a ter o Selo Arte, do Ministério da Agricultura, que possibilita o comércio nacional de produtos alimentícios elaborados de forma artesanal.
Ela comercializa a muçarela e frescal em Mato Grosso e o poranga em todo o país.
O trabalho também é acompanhado pela Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural de Mato Grosso (Empaer), que realiza o acompanhamento técnico e orientação na propriedade chamada Vila Láctea que é reconhecida como a primeira do estado certificada por ser livre das doenças brucelose e tuberculose animal.
“Ninguém faz nada sozinho. Eu costumo dizer que 90% de tudo que fazemos depende da gente, mas 10% depende de parcerias, como a Seaf, a Empaer e a família. Eu cheguei até aqui graças a essas parcerias, minha força de vontade e o meu amor”, declarou.
A secretária de Agricultura Familiar do Estado, Teté Bezerra, explicou que o Selo Susaf é a certificação necessária para a venda de produtos artesanais no âmbito estadual.
“A certificação garante a qualidade e inspeção dentro dos padrões de biossegurança do alimento, evitando que o consumidor final tenha contato com possíveis infecções por microrganismos”, pontuou.
Rita de Cássia começou a investir na produção de leite em 2009, com quatro vacas leiteiras, da raça Jersey, emprestadas por um médico veterinário. Mas em 2015 foi que ela resolveu deixar outros trabalhos para se dedicar integralmente ao negócio e expandir com a produção de queijos. Atualmente, ela tem 16 vacas, que são criadas de modo em que o bem-estar é priorizado, e todas elas produzem o leite beta caseína A2, que pode ser consumido por pessoas com intolerância à lactose e alergia à proteína do leite de vaca.
“Eu converso com elas, dou amor e carinho. O amor pela atividade me fez superar todo o medo. Amar o que a gente faz é a diferença. Sempre pensei na sanidade animal, em proporcionar uma boa alimentação, ração de qualidade e água. Elas me respondem com um produto de qualidade”, contou.
A Empaer tem acompanhado de perto toda essa evolução, colaborando com capacitação técnica e treinamento de boas práticas, bem como a sanidade animal. Rita de Cássia destaca que a colaboração do Estado foi importante para garantir a qualidade da produção.
O Sítio Vila Láctea faz parte da associação sem fins lucrativos denominada Clube Amigos da Terra que é focada na sustentabilidade ambiental da região. A proprietária se preocupa em recuperar pastagens degradadas e emitir baixa quantidade de carbono durante a produção. Assim, ela consegue garantir a pastagem verde o ano todo aos animais, por meio da irrigação por todo o sítio.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Capturas e Polinter, deflagrou entre os dias 6 e 7 de julho a segunda fase da Operação “Incarceratus”, em Sinop. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e de condenação contra investigados por crimes graves no Estado.
A operação foca na repressão qualificada e no combate ao crime organizado. O trabalho baseia-se em um levantamento prévio de inteligência. Policiais civis cruzam dados do sistema para localizar ordens de prisão pendentes contra alvos que já se encontram detidos por outros delitos.
Desta vez, as ordens judiciais foram cumpridas na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira. A ação contou com o apoio fundamental da Polícia Penal. Os alvos respondem por crimes como homicídio, roubo, tráfico de drogas e organização criminosa.
Estratégia de contenção
A estratégia impede que detentos com pendências judiciais graves obtenham liberdade condicional ou progressão de regime de forma indevida. De acordo com a delegada titular da Polinter, Dra. Silvia Maria Pauluzi de Siqueira, a análise minuciosa das equipes permitiu identificar com precisão as ordens judiciais em aberto.
“Os cumprimentos contaram com o suporte do Núcleo de Inteligência da Polinter. O setor atua no levantamento de alvos e dá apoio logístico às equipes de rua. Além de atender às demandas do Estado de Mato Grosso, a delegacia também atua no cumprimento de mandados de outras federações do país”, explicou o delegado Fernado Vasco Spinelli Pigozzi.
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